Referendo, NIN e Obras

De manhã fomos votar no referendo. Vi muito pouca gente na rua e os que vi eram todos reformados. Não estava fila nenhuma para votar e foi num instante, o que me deu a ideia de que iria novamente haver muita abstenção.

Ao almoço, no Palhaço, onde fomos festejar os aniversários dos avós do Pedro, o meu sogro recebeu um telefonema a confirmar que de facto durante toda a manhã as pessoas preferiram ficar em casa.

Quando vi as previsões da abstenção à noite fiquei algo decepcionada. Não compreendo como é que os portugueses, que passam a vida a queixar-se e a culpar o estado de tudo, quando têm a oportunidade de dar a sua opinião sobre uma questão concreta que pode afectar legislação não conseguem sequer reunir o interesse suficiente para levantar o rabo do sofá e ir à escola mais próxima meter uma cruz num bocado de papel.

Não votar em eleições do governo até compreendo. Pode ser uma forma de dizer que nenhum dos partidos nos representa e como tal não merece o nosso voto. Mas isto era uma pergunta de sim ou não.

E depois é sempre a desculpa do tempo – ou é porque está sol e foi toda a gente para a praia, ou é porque chove.

Anda muita gente a tentar dar um spin positivo à coisa, pelo facto da abstenção ter sido ligeiramente mais baixa que em 98, mas considerando toda a discussão que se gerou à volta do assunto e depois não conseguir que um mínimo de 50% da população se dê ao trabalho de votar é triste.

Mas pronto. Apesar de tudo ganhou o sim e pode ser que, mesmo não sendo vinculativo, o resultado do referendo sirva para alguma coisa.
Depois do almoço e do bolo de aniversário, fomos para casa descansar um bocado antes do concerto.

Às oito horas pegámos no carro e fomos. Como o Smart tinha pouca gasolina, parámos numa bomba onde concluimos que o mecanismo de abertura da entrada da gasolina está avariado e tivemos que voltar para trás e levar o Mercedes. Lá vai o Smart para a oficina…

Apesar de tudo chegámos a Lisboa perfeitamente a horas do concerto. Arrumámos o carro no parque dos restauradores e fomos para o Coliseu.

A primeira parte era um bocado horrível, como já é costume e apesar de haver montes de camarotes vazios calhou-nos um grupo de imbecis mesmo no camarote do lado que passaram o concerto a fazer comentários idiotas e a fumar erva. Considerando que não estou em estado de me arriscar a respirar substancias toxicas, preparava-me para ir chamar um segurança quando começou, sem qualquer aviso, o concerto dos NIN. Os tipos do lado nem souberam bem a sorte que tiveram, porque apesar de tudo não ia perder metade do concerto por causa de um grupo de imbecis.

Acho que exageraram um bocadinho no fumo, que fez com que não se visse grande coisa do que se passava em palco mas o concerto foi muito giro. Acho sempre que o baterista trabalha 5 vezes mais que os outros músicos todos e tem de ser realmente muito bom. E gosto do facto do Trent Reznor continuar a soar a si mesmo ao vivo, ao contrário de muitos cantores que só se safam no estúdio. Para um tipo que não tem propriamente o que chamaria uma voz clássica, safa-se mesmo muito bem.

Acabei por levar menos pontapés na barriga do que esperava. Só nas partes mais maníacas das músicas é que o Tiago reagia.

Hoje de manhã começaram finalmente as obras. O carpinteiro em vez de chegar às nove como previsto, chegou às onze. Mas apareceu, que é o que importa nestas coisas, e numa hora tirou a porta de correr e respectiva ombreira. Durante a tarde deve acabar de destruir o roupeiro e depois se vê como corre o resto.

Entretanto a hora de almoço serviu para tudo menos para almoçar já que tive uma visita da minha mãe e um telefonema da Carla, mas vou ver se trato disso agora.

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