Pensamentos pós gravidez

Só 3 dias depois do parto é que me apercebi que já não tinha azia. Eu sabia que era um sintoma da gravidez e que devia passar quando já não tivesse o Tiago a empurrar o estomago para um sitio onde ele não queria estar, mas a rapidez com que estes sintomas desaparecem não deixa de surpreender. Depois de conviver com a azia, o nariz entupido e os tornozelos inchados durante tanto tempo parece milagroso quando tudo desaparece de um dia para o outro. Bom, quer dizer, os tornozelos continuaram inchados durante uns dias porque estive a soro e dieta líquida durante dois dias, o que não ajudou. Mas esse até é o sintoma que chateia menos. Já não ter o nariz entupido é que é um alivio brutal. E já não ter dores de estomago. E conseguir passar mais de meia hora sem ter de fazer xixi. Isso sim, é qualidade de vida 🙂

Também tinha andado a pensar noutra questão relativa à gravidez que já agora menciono aqui. Há algum tempo, penso que em resposta ao post sobre a forma como as pessoas aderem a modas ridiculas sem pensar, alguém terá falado nas grávidas que mostram a barriga num tom algo ofendido. Sinceramente não tenho nada contra. Eu não gosto de andar com a barriga à mostra em ocasião alguma porque não é propriamente a minha área mais atraente (especialmente agora :P) mas não me ofende quem o faça. Acho que é uma moda adolescente mas é também parte de um ritual de acasalamento, tal como mostrar o decote – é exibir as zonas do corpo que estão associadas com a fertilidade, razão pela qual algumas pessoas se sentirão incomodadas. Sendo assim, mostrar a barriga durante a gravidez é uma extensão dessa ideia, tornando óbvio o facto de se ser de facto fértil e não apenas de ter o potencial. Há uma espécie de orgulho na barriguinha pela mesma razão que faz qualquer estranho achar que pode fazer pergubntas às mulheres grávidas. A reprodução continua a ser a base da evolução e sobrevivencia da espécie e a sua importancia continua a ser a mesma de sempre.

No entanto, à medida que a minha barriga foi crescendo comecei a ter outro problema, totalmente independe destas questões filosoficas: a roupa deixa de servir. As calças caem e mesmo as camisolas de grávida têm tendência para subir, expondo a barriga quer se queira quer não. Por vezes é algo impossivel de evitar. Acho que a roupa de grávida ainda tem muito que evoluir nesse aspecto.  Mas tendo em consideração este facto, será que ainda é ofensivo mostrar a barriga ou isso está limitado às pessoas que o fazem ostensivamente? Suponho que no fundo não interesse porque às tantas chega-se a um ponto na gravidez em que até se andava nua se fosse mais confortável e o resto do mundo que se lixe.

6 Comment

  1. Apesar de não ter andado de barriga ao léu durante as gravidezes, não é algo que me ofenda. No entanto, não acho propriamente muito bonito e isso é apenas a minha opinião. Claro que há barrigas mais bonitas do que outras e eu até não me queixo nada da minha que continua “direitinha” e sem estrias…mas vê-se por aí cada coisa de bradar aos céus. Pior que tudo mesmo, é andar de calças de cintura descaída e mostrar a tanga, isso é que acho mesmo horrível!!!E como se tem portado o Tiago??

  2. Cara Dee,

    Sigo o teu “journal” desde o início de 2002 (se não me engano) e este é o meu primeiro comentário. Não tenho capacidade para entender o que deves estar a sentir neste momento, mas sei que deve ser profundamente intenso e quero-vos desejar, aos três, as maiores felicidades do mundo.
    Vivo uma segunda gravidez do que (esperemos) será o meu primeiro filho.
    Exibo uma grande pança às 26 semanas e tenho muito orgulho nela. Não a mostro “nua” porque acho que ninguém tem nada que ver coisa tão preciosa. Esse privilégio pertence ao meu marido em exclusividade (eheh). Uso roupa de grávida, mas o mais justa ao corpo que seja possível para mostrar bem que não “sou” gorda, apenas “estou” – concordo que é extremamente difícil arranjar roupa decente que não suba com o aumento da barriga. Consegui arranjar peças de que gosto, muito embora sejam carotas, na http://www.isabellaoliver.com.
    O nariz, a azia, os tornozelos, as insónias e os inchaços vários fazem parte do meu dia-a-dia mas, como não deixei de trabalhar, tenho pouco tempo para lhes dedicar os pensamentos. Só espero daqui a três meses estar tão babada e feliz quanto vocês. Muitas felicidades!

  3. Dee,

    Sigo o teu “journal” há, literalmente, anos e, como CM esta é a primeira vez que estou a comentar. Fiquei muito feliz por saber que tudo tinha corrido bem com o parto e que, neste momento, estão ambos bem!
    Desejo aos três as maiores felicidades!

  4. Como sempre as tuas entradas são de uma lucidez e de um insight que dá sempre gosto ler!

    Parabéns por este momento maravilhoso na vossa vida!!

    Beijos grandes para todos, ana

  5. Olá, desculpa estar a comunicar contigo por aqui mas encontrei este link
    http://compras.universia.pt/share-ht/product.php?idd=491&fr=2&ic=4207&nc=Geringonca%2ecom&ida=2039&idk=292009&cat=0&cmp=1607
    onde existe uma categoria “Home :: Produtos Portugueses :: Stuffed Squares” (os teus stuffed squares). Não sei se tens conhecimento desta situação mas achei que devia alertar-te.

    Um abraço grande. Felicidades
    Cláudia Santos

    (O teu bebé está muito lindo 🙂 )

  6. Claudia, a Geringonça tem autorização para vender os meus bonecos. No problem.

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