As primeiras gargalhadas

O Tiago, que já consegue finalmente chegar com os pés à boca, começou agora a dar as primeiras gargalhadas. Foi uma surpresa e ainda é muito ocasional mas já não há dúvidas.

O mais complicado agora vai ser começar a gatinhar porque ele não gosta de ficar deitado de barriga para baixo muito tempo. Começa a resmungar e grita até o virarmos. E apesar de já se er virado sozinho algumas vezes também é algo que só parece conseguir fazer de vez em quando, mais acidentalmente do que de propósito. Mas nós vamos insistindo.

O que ele gosta mesmo é de estar sentado e em pé. Nada como estar apoiado nas suas próprias pernas. Vê-se que fica mesmo muito feliz.

E pronto, ainda bem que ele quer andar, mas ainda falta um bocado. Era bom que ele se habituasse aos passos intermédios já que servem para ganhar força nos musculos certos até lá.

A outra questão é a reacção a estranhos, que neste momento inclui toda a gente excepto os pais. Até se aguenta ao colo de algumas pessoas durante uns minutos mas depois começa a chorar. Se eu lhe pegar assim que começa a fazer beicinho, acalma-se depressa e até se ri para as pessoas, mas se insistem com ele é berraria certa.

O pior é que quando ele começa a ficar desconfortável as pessoas têm tendência a imitar as caretas que ele faz o que só piora a situação, claro, e ele assusta-se. Se continuassem a sorrir provavelmente obtinham melhores resultados. Mas pronto. É uma fase necessária, apesar de ser um bocado cedo.

O que me irrita um bocado é passar o tempo a ouvir ‘pois, ele passa muito tempo só com vocês’. Havia de passar o tempo onde? Nos primeiros meses passava o tempo a dormir e não lhe fazia grande diferença quem estava com ele. Ainda ficou com a minha mãe e a minha sogra algumas vezes mas era cedo demais para fazer diferença e até à pouco tempo mamava praticamente de duas em duas horas por isso eu não podia ir longe. E se o largo com alguém agora ele vai ficar a chorar o tempo todo. Além disso eu estou em casa e as outras pessoas estão todas a trabalhar, então não faz sentido estar a deixá-lo com mais ninguém. Só se fosse ao fim de semana mas aí é o Pedro que quer passar algum tempo com o filho.

E só fazia diferença se ficasse com as mesmas pessoas vários dias por semana e durante um espaço de tempo alargado porque apesar de ver os avós pelo menos dois dias por semana continua a reagir mal ocasionalmente.

Mas pronto. Os livros dizem todos que não se deve forçar e que ele é que decide qundo está à vontade. É uma questão de continuar a ver gente até se habituar. Como tudo, é um processo de aprendizagem e sinceramente não me preocupa. Compreendo que as pessoas a quem ele chora não gostem mas o Tiago é um bebé que está a desenvolver a sua personalidade e vontade própria e não se pode exigir bom humor constante.

1 Comment

  1. O facto de os bebés reagirem a estranhos é um sinal positivo, significa que sabem bem distinguir os cuidadores (mãe/pai/ama…) de outras pessoas. Crianças que não tenham uma boa vinculação a figuras de referência não reagem a estranhos, e isso sim é que é mau sinal.

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