Natal 2007: caos e um bebé doente

Tive alguma dificuldade em entrar no espà­rito da coisa, como já vem sendo costume. Aliás, acho que natal e aniversários perdem a piada ao fim de uns anos e deve ser muito dificil voltar a sentir algum interesse. Achei que por ter um bebé que podia voltar a ser interessante porque ele poderia achar alguma piada à  coisa, nomeadamente ser bombardeado por presentes.

Infelizmente o Tiago é ainda demasiado novo para se aperceber do que se está a passar e, como eu e o Pedro temos ambos extensas famà­lias, em vez de uma noite de Natal temos a noite de 24 com a minha famà­lia, todo o dia de 25 com a do Pedro e se deixasse a minha mãe insistir ainda tinha a noite de 25 com os meus pais e o meu irmão. Mas eu já não aguentava mais, o Tiago estava irritado porque não dormia convenientemente há dois dias e se alguém me voltasse a falar em Natal acho que ia comprar uma caçadeira.

No dia 24 esperámos que o Tiago acordasse da sesta, demos-lhe o lanche e fomos para Palmela. Chegámos por volta das 6.30 e o Tiago portou-se lindamente durante umas horas. Esteve a brincar num dos quartos com os brinquedos antigos dos primos que já são bastante mais crescidinhos (e que estavam todos doentes e a tossir). Demos-lhe jantar e depois comemos nós. A meio do jantar (que dura sempre umas horas por causa da conversa), o Tiago começou a ficar com sono e foi preciso andar a distraà­-lo. Fui trocando com o Pedro e a minha mãe e lá conseguimos acabar de comer. Infelizmente o resto da malta continuou calmamente à  mesa durante mais uma hora e as coisas começaram a complicar-se. O Tiago estava cheio de sono mas eu também não queria estar a estragar a festa indo embora antes das prendas. Fomos aguentando. Tentei levar o Tiago para um dos quartos e dar-lhe de mamar para ver se ele adormecia mas os outros miúdos estavam aos gritos a fazer corridas no corredor e o Tiago estava demasiado distraà­do. Desisti e levei-o para a sala e passado pouco tempo começou finalmente.

Nestas ocasiões há sempre quem queira que as prendas sejam distribuidas mais depressa e quem queira mais devagar para poder ver tudo. Normalmente não me interessa mas este ano queria mesmo é que se despachassem com aquilo e pareceu demorar uma eternidade.

O Tiago só achou piada ao papel de embrulho que desatou a comer furiosamente (tive que lhe tirar diversos bocados de papel molhado da boca) até chegar ao ponto em que já não havia distracção possível e acabámos por vir embora. Ainda consegui apressar as coisas distribuindo eu as prendas que tinha trazido para os meus pais e avós e voltámos para casa por volta das 11 horas. Ainda me custa a acreditar que ele tenha aguentado tanto tempo.

O Tiago adormeceu no carro e pela primeira vez estava tão cansado que nem acordou quando o mudei para o carrinho. Só quando chegámos a casa é que acordou, muito irritado, mas felizmente voltou a adormecer depressa.

Eu ainda estive a montar o carrinho que a minha mãe deu ao Tiago para ele poder pelo menos ver as prendas no dia seguinte.

Na manhã de 25 acordámos à s 9 como sempre, porque aparentemente o miúdo acorda sempre à  mesma hora independentemente da hora a que se deita. Eu só queria ficar na cama mais um bocadinho mas essa fase da minha vida acabou, pelo menos até o Tiago ter idade para preparar o seu próprio pequeno almoço. Tenho a impressão que ainda vai demorar.

Mas o cansaço do dia anterior fez-se notar e fomos prendados com a sesta do meio dia. Quando o Tiago acordou fomos para casa dos meus sogros para o segundo round. Dei o almoço ao Tiago quando chegámos e depois foi toda a gente comer. A minha sogra ficou o com Tiago enquanto eu preparava o meu prato mas assim que me sentei para comer, o Tiago engasgou-se num pedaço de frango com arroz e vomitou tudo o que tinha comido. Fiquei completamente arrasada. O raio do miúdo consegue sempre arranjar maneira de vomitar cada vez que lhe consigo dar o almoço sem birra.

Fui a casa buscar roupa limpa, mais sopa, outro babete, etc, e voltei. A minha sogra estava toda preocupada porque ele vomitou quando ela lhe estava a dar comida mas eu não acho que a culpa seja dela já que o Tiago parece adorar vomitar. Não interessa o que está a comer ou quem lhe dá. É sempre preciso ter muito cuidado, dar-lhe logo uma palmadinha nas costas ao primeiro sinal, e mesmo assim nada é garantido. Achei de facto que o arroz era capaz de ser perigoso porque ele nem sempre mastiga bem mas é porque já conheço o sistema e vejo potencial vómito em todo o lado. Tenho é a impressão que se calhar não acreditavam inteiramente na facilidade com que o Tiago vomita. Nada como ver ao vivo.

Acho que reagi exageradamente à  situação porque estava ainda muito cansada do dia anterior e a prever mais uma tarde com um bebé rabujento a querer dormir a sesta com uma sala cheia de gente a distribuir prenda. E claro, foi o que aconteceu.

A meio da tarde fui tentar alimentar o miúdo novamente. Ele não queria comer por isso fui dar de mamar. O Tiago estava já no seu limite e fartou-se de berrar furioso até eu conseguir finalmente ficar sozinha com ele um bocadinho. Ainda demorou a acalmar mas depois esteve a mamar e adormeceu. Passei um bocado a tentar decidir se ficava no quarto com ele até acordar mas resolvi arriscar a tentar ir deitá-lo no carrinho. Dormiu mais ou menos meia hora e depois aguentou outro grande bocado até acabar a troca de prendas, já que grande parte eram para ele.

Como tinha prometido à  minha mãe que ainda passava por casa dela, já que o meu irmão ia lá jantar e ainda tinha umas prendinhas para ele, levámos o que pudemos para casa, com a ajuda da minha sogra, e depois fomos até lá. A minha mãe insistiu que nos sentássemos e tentou dar-nos jantar 4 vezes em 10 minutos mas eu já não aguentava mais e precisava de meter o Tiago na cama e descansar.

Quando chegámos o Pedro foi dar jantar ao miúdo (ultimamente parece que não fazemos mais nada a não ser preparar e dar-lhe comida) e eu fui buscar mais uma dose de prendas e a seguir trocámos e o Pedro foi buscar a última leva, que incluia um móvel.

Quando o Tiago foi finalmente dormir ainda estive mais umas horas a retirar os brinquedos das embalagens, a ensacar todo o lixo, a tirar etiquetas da roupa que tem de ser lavada… Fun, fun, fun!

O mais divertido foi essa noite. O Tiago, como seria de esperar, ficou doente. Passou a noite a acordar de hora a hora e com o nariz a pingar.

Ontem, dia 27, depois de uma noite quase sem dormir, foi preciso deitar montes de sacos fora e arrumar a casa. Ao fim do dia resolvi abrir a embalagem do móvel, que foi a minha prenda de natal dos meus sogros, para ver se estava muito estragado, já que caiu durante o transporte. Como não podia falhar saltou um bocado do canto de uma das portas. É claro que podia ser o lado de dentro, mas não. Isso era demasiada sorte. Oh well.

Comecei a tentar montar o móvel, sem grande vonmtade porque os móveis do IKEA são uma dor de cabeça graças à s instruções mais imbecis da história – é preciso contar os furinhos da ilustração de uma tábua para se saber se está na posição certa e os parafusos têm umcódigo nas instruções mas não no parafus. Quanto muito podiam vir separados em saquinhos com o código, mas isso facilitava demasiado a vida à s pessoas.

O que quer dizer que comecei a montar uma peça com os parafusos errados. E como estes gajos poupam dinheiro em coisas pouco importantes, como o metal dos parafusos, estes ficaram tão moà­dos com o simples acto de aparafusar que foi quase impossível voltar a tirá-los e absolutamente ridà­culo pensar sequer em reutilizá-los.

Tive um pequeno ataque de raiva neste ponto e o Pedro resolveu montar ele o móvel. Eu só ajudei no final quando foi altura de ajustar as dobradiças das portas. Tirando a lasca até nem ficou mal e realmente dá um ar muito mais arrumado do que o que tinha antes.

É claro que agora é preciso tirar da sala a minha antiga secretária para poder usar o novo móvel para trabalhar e guardar as minhas caixinhas, mas suponho que isso vai ter de esperar porque é algo que não consigo fazer sozinha e entretanto o Pedro também ficou doente. Estou à  espera da minha vez.

Maldito Natal. Acho que para o ano que vem fico em casa.

Feliz Natal

Agora que as obras estão concluidas e o Pedro tem umas merecidas férias vou ver se ganho coragem para montar a árvore de Natal, algo que sempre gostei de fazer, por umas musiquinhas evocativas da época a tocar em repeat e entro finalmente no espirito da coisa.

Como qualquer mamã babada, deixo-vos uma foto do Tiago como postal de Natal, que no fundo não é mais do que a tà­pica exploração das criancinhas que ainda não têm idade para dizer que não à s tristes figuras que os pais os obrigam a fazer para as fotografias 🙂

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Demasiado optimista

Prece que fui demasiado optimista relativamente à s obras: agora não temos água quente na casa de banho.

Depois de muito procurar e conversando com o Fernando que percebe destas coisas, o Pedro chegou à  conclusão que o problema era da torneira da banheira que tem uma válvula anti-retorno que deve estar suja ou avariada e está a deixar passar água fria para o cano da água quente. O que não é de espantar porque a torneira esteve a apanhar toneladas de pó dos azulejos durante quase uma semana por isso o espanto seria se funcionasse.

Por isso esta noite, em vez de jantar e descontrair um bocadinho, o Pedro foi para a casa de banho à s 11.30 da noite desmontar a torneira e ver se funciona só limpando ou se ainda vai ser preciso comprar peças.

Tudo isto porque neste momento quase que preferimos saltar da janela a ter que voltar a chamar o canalizador.

Antes da saga da torneira fomos terminar as compras de Natal e até nem nos safámos mal. Voltámos com um Tiago cheio de fome e sono que comeu a sopinha toda sem grande fita, tal era a fome, e adormeceu num instante. Foi exactamente no meio dessas duas coisas, quando lhe fomos tentar dar banho na banheira nova, que demos pelo problema porque a água não estava a aquecer.

Vamos ver como é que isto acaba. Neste momento não quero ter de pensar mais nisso.

Acabou!!!

Acabaram as obras finalmente. Foi ontem até à s 11 da noite e custou mais 150 euros do que o homem tinha dito mas que se lixe. Está feito e já não tenho estranhos a partir a minha casinha linda e a encher tudo de pó.

O canalizador apareceu ontem de manhã e trabalhou até à  hora do almoço para colocar os dois azulejos que faltavam e depois desapareceu até à s 7 da tarde, já eu estava convencida que ele não voltava. Demorou mais 4 horas para colocar a torneira e meter silicone mas lá acabou aquilo.

No final até nem ficou tão mal como temia já que o tipo, depois de recortar quadrados em vez de circulos nos azulejos que encaixavam na zona das torneiras teve um ataque de consciencia e foi comprar espelhos maiores para cobrir a porcaria que tinha feito e ainda se deu ao trabalho de selar aquilo com silicone para não entrar à gua pela parede, que é o que causou o problema da outra vez porque enferrujou os parafusos que seguram a torneira à  parede e estes acabaram por partir. Que frase tão longa 🙂

Agora começa o longo processo delimpar tudo já que tenho a casa coberta de pó até ao tecto, literalmente. E se quiser ter a certeza que não estrago nada ainda tenho de esperar dois dias a uma semana antes de poder tomar duche na banheira nova para deixar secar tudo bem. No fim de semana fomos a casa dos meus sogros tomar duche e estava com esperança de não ser preciso continuar a fazer isso. Vamos ver…

Pelo menos já não foi preciso atravessar a casa gelada para ir à  outra casa de banho a meio da noite. Andava à  uns dias a ter flashbacks da minha infancia, quando ia passar férias a uma casa em Melides, alugada todos os anos pelos meus tios, e era preciso sair de casa para ir à  casa de banho (que era interior mas não tinha porta de ligação com o resto da casa). Aquilo de manhã cedo, mesmo no verão, era um bocado brutal.

É claro que continuo com um buraco na parede da cozinha, mas pelo menos já não tem amianto e logo vejo se arranjo alguém de confiança para vir tapar aquilo.

Está quase

Depois da confusão de quinta feira, na sexta de manhã esperei pelo canalizador à  espera de confronto. à€s dez e meia ainda não tinha chegado por isso voltei a ligar para a empresa. Cada vez que ligo para lá atende uma pessoa diferente o que também não inspira muita confiança. Disseram que o homem chegava daà­ a meia hora.

Chegou já um bocado depois das onze e estava obviamente furioso. Entrou logo a dizer que a casa de banho ficava pronta nesse dia se ficasse a trabalhar até à s 10 da noite.

Eu cortei logo a dizer que não queria que ficasse pronto nesse dia, queria é que ficasse bem feito e que o problema não era a casa de banho mas sim a cozinha já que a saà­da dos fumos do esquentador não estava bem ligada e não podia ficar assim. Tentei explicar que os dois tubos – do fogão e do esquentador – não podiam estar ligados no mesmo sitio porque o exaustor fazia o fumo do esquentador voltar para baixo e outros pormenores técnicos do estilo que me forma explicados quando aquilo foi montado pela primeira vez de acordo com a legislação para estas coisas. A resposta que levei foi ‘A senhora é engenheira?’. Tà­pico. Quase que apetece responder que sim para calar o gajo.

O tipo lá foi ver aquilo e passado um bocado de bater com coisas e atirar sei lá o quê ao chão com grande estrondo disse que precisava de comprar um novo tubo de aluminio porque tinha cortado o que estava lá originalmente. E eu a pagar pela asneirada dele.

Antes de sair foi por cimento para assentar a banheira e desapareceu. Quando voltou lá esteve a montar a tubagem da cozinha até ficar feita e parece que acabou por se acalmar. Bom, na verdade acho que só começou a acalmar quando me chamou uma vez e foi lá o Pedro. A partir daà­ de repente já avisava antes de sair e dava-se ao trabalho de explicar o que raio estava a fazer.

Saiu à  uma e voltou à s 3 e meia. Ia sair novamente sem dizer nada mas mudou de ideias e tocou à  campainha para deixar o número de telefone. Deve ter levado nas orelhas por eu ter ligado ontem para a empresa.

Passou a tarde fechado na casa de banho a repor os azulejos que ficaram inclinados porque comprou uma banheira mais estreita do que a que estava lá antes e saiu à s 7. Sempre se fartou de trabalhar mas já não tenho confiança nenhuma.

É claro que assinei permanentemente o atestado de estupidez quando olhei para o que ele fez na cozinha e num ataque de ansiedade momentaneo perguntei se o tubo do esquentador era de borracha porque não tinha o aspecto normal dos tubos de alumà­nio e parecia mais um dos tubos de saida de água das máquinas de lavar. Para o canalizador é apenas mais uma prova da minha ignorancia mas para mim foi mais ter a certeza que ele não tinha feito mais uma coisa completamente absurda, tal é a confiança que tenho neste momento.

Com isto afinal já se tinha esquecido de que ia ficar tudo feito nesse dia e que ia ficar a trabalhar até à s dez e foi-se embora. Disse que voltava ontem por volta das onze poque começava a trabalhar à s 6 mas tinha outro cliente primeiro e afinal apareceu antes das 9, estava eu ainda a dormir porque o Tiago tinha finalmente passado uma noite calma. Acho que foi vingança.

Esteve a trabalhar até à s 11 e foi embora de vez. Ainda falou em voltar hoje mas eu disse-lhe logo que achava melhor deixar aquilo tudo a secar convenientemente. Pelo menos a banheira está no sí­tio e com as ligações feitas e só falta colocar os azulejos na zona da torneira e voltar a por a torneira no sí­tio, que é o que ele vinha cá fazer na quarta feira passada.

O buraco na parede da cozinha vai ficar mais uns tempos porque agora quero ter a certeza que está tudo bem, depois dele ter andado a mexer, antes de fechar de vez. E brevemente temos ainda que mudar o esquentador que está velho e a pingar água.

Estes gajos são todos iguais

Como já tinha dito antes, no último ano passámos por uma série de problemas com a casa que necessitaram de visitas de vários ‘técnicos’, e principalmente muitos canalizadores.

A conclusão a que cheguei hoje é que os tipos são todos iguais. Acham que sabem muito e que fazem tudo e depois só se sabem queixar, dizer mal do que os outros fizeram antes e acabar por fazer asneira nalguma coisa. O primeiro gajo deixou-me a saà­da de água do lava-loiça igual ao que estava mas cobrou por isso e não parou de se queixar para montar a torneira da banheira que entretanto caiu. Outro veio arranjar o cano do esgoto da cozinha e soldou aquilo tão bem que rompeu outra vez passado uma semana. O seguinte arranjou finalmente o esgoto mas deixou-me amianto amarrado ao cano e completamente exposto, com a parede aberta.

Agora vinha um montar a torneira de volta na parede e acaba a escavacar-me a casa toda. Mas estou a ser má. Eu dei-lhe autorização para mudar a banheira e fui tão parvinha que nem cheguei a perguntar quanto custava.

Mas o que me irritou hoje nem foi isso. Foi o facto de me ter desmontado a saida de fumos do fogão e esquentador sem pedir autorização e se ter ido embora à s 4 da tarde deixando aquilo à s três pancadas sem estar selado convenientemente. Ou seja, hoje de manhã tinha uma saà­da de fumos impecável e agora está um nojo. E ainda por cima o plano dele para fechar o buraco na parede da cozinha era por uma tabuinha, tipo aquelas coisas que se usa para fazer costas de estantes.

E quando lhe chamei a atenção para isso e disse que queria aquilo como estava antes e para deixar estar o buraco, ficou todo escamado. E como lhe perguntei quanto custavam as obras e quanto tempo ia demorar, entre outros pormenores sobre os quais ainda não tinha tido oportunidade de falar porque ele ontem esteve enfiado na casa de banho a partir parede até se ir embora, parece que ficou ainda mais na defensiva. A verdade é que o gajo explicou nada e eu tenho de perguntar porque preciso de fazer planos, como arranjar sí­tio onde ir tomar banho nos próximos dias. Também tinha dito que a sanita ficava montada e afinal não está, entre outras coisas.

No meio disto tudo fiquei irritada e depois dele se ir embora resolvi ligar para a empresa a dizer que a saà­da do esquentador não estava bem porque tinha um buraco por onde saiam os fumos e não queria estar a usar o fogão ou esquentador com isto assim. Ligaram para ele e depois de volta para mim a dizer que ele tinha ficado muito surpreendido mas que ainda ia tentar passar cá hoje se pudesse. É claro que não vai cá por os pés mas não gosto de ficar irritada sem ir chatear mais alguém pelo caminho. Assim pelo menos abri precedente com a empresa que o mandou cá e se as coisas correrem mal eles têm obrigação de mandar cá outro tipo qualquer acabar a obra.

É claro que chatear o gajo a meio da obra não é boa ideia porque ele ainda inventa qualquer outra coisa para me cobrar ou acaba isto à  balda. Mas enfim. Também não era minha intensão chateá-lo só que estou a pagar e o gajo tem de fazer as coisas como quero, não é andar a inventar aquilo que lhe dá jeito sem dizer nada nem andar a estragar coisas que já estavam feitas.

Acho sempre que parte do problema é ser mulher e estes tipos acharem que não têm nada de dar explicações a gajas, o que me irrita ainda mais. Mas baixar as orelhas e não dizer nada quando o tipo está obviamente a fazer coisas que não quero é um erro que já comeyti no passado e não tenciono repetir. Como até nem sou daquelas pessoas com um medo de morte de conflitos não me preocupa muito. O meu maior problema à s vezes é ter medo de não saber onde parar, dar apeas argumentos lógicos em vez de partir logo para o insulto, manter a cabeça fria quando o outro se começa a exaltar. Mas o Pedro é um mestre nesta arte e tenho aprendido umas coisas com ele. Vamos ver como corre o resto da semana.

É claro que se pudesse ter estas conversas sem o Tiago a gritar em background era muito mais fácil manter a cabecinha no sí­tio.

Tiago, 9 meses

O Tiago fez 9 meses há 2 dias. Já está cá fora há tanto tempo como passou na minha barriginha. E o que ele cresceu desde que era uma mera celulazinha 🙂

Como tenho tentado documentar as várias fases do seu crescimento, tirei-lhe hoje, mesmo no meio da confusão das obras, umas fotos no seu fato de pai natal oferecido pela tia Marta.

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Com o seu sorrisinho mais sacana

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E uma foto com os 4 dentinhos, antes que nasça o próximo.

As chatices de ser adulto

Ser adulto tem de facto uma série de vantagens em relação à s idades anteriores. A maior é obviamente a independencia e o facto de não ter que dar explicações a ninguém. Infelizmente há também desvantagens muito irritantes, nomeadamente passarmos a ser nós responsáveis por ter de resolver todos os problemas que ocorrem no dia a dia.

Um dos problemas mais frustrantes é quando é preciso fazer reparações em casa, algo em que estou a ficar perita este ano. Já vou no quinto canalizador desde Novembro de 2006 e já não posso com isto.

Agora foi a torneira da banheira, que tinha sido montada precisamente em Novembro do ano passado, que saltou da parede. Aparentemente é muito pesada e os parafusos estavam ferrugentos e partiram. Lá tive que chamar um canalizador e aproveitei para perguntar se me resolviam o problema do buraco na parede da cozinha que está por tapar desde que rebentou o cano.

Marcaram para dia 13 e apareceram dia 12 de manhã. Ainda estava eu de pijama a achar que ia ter uma manhã calma.

Como de costume aquilo é sempre mais complicado do que parece ao princà­pio, e quando dei por isso tinha a casa de banho toda partida.

Como era preciso mudar azulejos e tudo e a banheira está muito velha ficou então decidido que se aproveitava e mudava-se a banheira também. É preciso acrescentar que isto é tudo sem orçamento e não faço ideia de quanto vai custar.

Na cozinha foi retirado o isolamento que tinha sido colocado pelo canalizador anterior porqueera de amianto, produto altamente perigoso. Na verdade acho que devo ter tido uma paragem mental quando aceitei que o tipo metesse aquela porcaria na nossa cozinha e é algo que me tem preocupado desde então. Como o canalizador que veio agora tem um sogro que supostamente morreu por causa daquilo, até recuou quando lhe falei em amianto e não faz nada na cozinha sem máscara e luvas.

Enfim. Tem sido muito pouco divertido, como podem imaginar, com marteladas constantes, jarras a cair das prateleiras com a vibração, a casa cheia de pó sem ter tido tempo sequer de tirar as toalhas e outros items da casa de banho antes de começarem a partir e dois tipos que preferem andar a vasculhar por todo o lado como se estivessem em casa em vez de falarem comigo quando precisam de alguma coisa. Compreendo que parte disso seja porque sabem que eu estou com o Tiago e estão com medo de incomodar porque posso estar a tentar adormecê-lo (como se fosse possível ele dormir com esta barulheira) mas não deixa de ser extremamente má educação.

O coitado do Tiago é que anda muito chateado exactamente porque não consegue dormir as suas sestas. E está toda a gente a trabalhar por isso nem tenho ninguém que o possa levar daqui durante umas horas.

As obras ainda não vão ficar prontas hoje. Aliás, parece-me que isto está para durar e entretanto estou sem sí­tio onde tomar banho ou dar banho ao Tiago. No que é que me fui meter?

Aneis de arame

Durante as sestas do Tiago que são cada vez mais curtas não dá para fazer muita coisa por isso tenho andado a fazer aneis de arame. Wire wrapping é uma das minhas técnicas favoritas porque é possivel fazer coisas tão giras com um simples araminho.

Aqui ficam alguns exemplos dos aneis, uns muito simples e outros mais complexos.

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Feito com contas de vidro em forma de moeda.
Já não está disponà­vel.

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Mais simples que o anterior, com as mesmas contas achatadas

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Este anel é feito com cristais em tom ametista.

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Bastante mais simples, com conta lampwork em tom ametista.


 

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Arame de cobre grosso e conta de vidro cúbica lampwork.

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Este já tem dono.
Arame de cobre e conta de vidro preta.

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Este é o único que não é ajustável.
Com moeda lampwork grande em tom ametista.

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Este já é ajustável, com conta quadrada lampwork.

Muitos deles vão estar disponiveis brevemente em www.stuffedsquares.com

Novas aventuras do Tiago

O Tiago aprendeu finalmente a gatinhar em vez de se limitar a arrastar-se de barriga. Hoje já passou o dia a deslocar-se por toda a casa começando na sala, passando pelo hall e depois pela cozinha onde abriu a sua primeira gaveta e seguidamente foi directo à  tomada de parede (que já está tapada). Ainda tentei filmar mas como sempre o equipamento falha quando não deve – a cabeça da camara de video está suja e não filma nada.

A fase seguinte é por-se de pé, algo que já anda a ensaiar há umas semanas pelo que não deve faltar muito. Ainda me surpreende a forma como os bebés aprendem a fazer uma coisa de um dia para o outro.

A luta das refeições continua, uns dias melhor outros pior. O truque é dar-lhe pão e quando ele abre a boca para morder o pão enfia-se uma colher de sopa. Ele não resmunga muito e lá vai comendo.

É claro que como come menos acorda durante a noite com fome, geralmente entre as 2 e as 3 da manhã. E muitas vezes acorda outra vez à s 6 quando os vizinhos de cima se levantam e soltam os elefantes. Estou a ficar farta de viver nesta casa.

O que me faz mais impressão é a forma como a vizinha de cima grita. Está sempre a gritar histericamente com o marido ou as filhas e ouve-se no prédio todo. O Tiago, que não percebe o que se passa, pára muitas vezes para ouvir a gritaria. Considerando que eu e o Pedro não discutimos muito gostava de poder ter o Tiago num ambiente um pouco mais amigável. Eu cresci com os meus pais sempre a discutir e sei que isso me afectou bastante e demorei muito tempo a perceber que não é preciso gritar para se ser ouvido e não quero que o meu filho seja afectado por uma vaca histérica que nem conheço depois de todo o esforço que eu já fiz para evitar ser assim.

Será que contratar um hitman é ir longe demais?

Deve ser giro nascer na era da robótica

Como prenda de Natal dos avós do Pedro, comprámos recentemente um Roomba, que é um robot aspirador. Foi entregue ontem, depois de algum atraso, mas a empresa a quem fizemos a encomenda enviou-nos o topo de gama pelo preço do que tinhamos encomendado pelo que estão mais do que desculpados pelo atraso 🙂

Testei a máquina ontem e é o máximo, especialmente para nós que temos sempre o chão coberto de pelo de gato.

Demora bastante tempo a aspirar uma sala – cerca de 35 minutos – porque move-se de uma forma aparentemente caótica e no caso da nossa sala, que é comprida com um arco a meio, demorou uma hora porque considerou que eram duas salas e esteve 35 minutos em cada metade.

Também não é para aspirar uma sala onde se esteja no momento porque temos que estar sempre a desviar-nos do caminho. E para control freaks é melhor não ver aquilo a funcionar porque se está constantemente com a tentação de dizer ‘missed a spot!’. Mas é ideal para aspirar o quarto quando estamos na sala, por exemplo. Basta tirar o máximo de obstáculos possà­veis do caminho e deixar o robot fazer o seu trabalho. Não se atrapalha com fios e até sobe pequenos obstáculos (tenta trepar o pé da nossa mesa da sala que é um daqueles pés rodondos centrais. Parece um bocado porno para mobiliário doméstico)

Hoje deixei o roomba a aspirar a cozinha e queria ir para a sala mas o Tiago fartou-se de chorar porque queria ficar a ver. Estive então na cozinha, com ele ao colo a assistir à  aspiração.

O que me fez pensar: o Tiago nasceu numa época em que já existem de facto robots que nos limpam a casa sozinhos. Não têm o aspecto que se imaginava na ficção cientifica dos anos 50, com uma construção humanoide e espanador na mão, mas o resultado é o mesmo. E tal como as máquinas de lavar roupa e loiça estes robots estão prestes a tornar-se apenas mais um electrodoméstico mundano em que já não pensamos duas vezes, especialmente para quem, como o Tiago, vai crescer com uma coisa destas em casa.

Ainda não temos carros voadores nem teletransporte doméstico mas deve ser só uma questão de tempo.