O início da independência

Cada fase de desenvolvimento do Tiago vem acompanhada de novos desafios. A hora de comer e a hora de dormir são as alturas do dia que causam mais atrito e cada vez que acho que já consegui arranjar um sistema que funciona para uma delas muda tudo outra vez.

A comida últimamente tornou-se mais pacífica. A papa vai bem se ele estiver com fome. Senão é preciso dar-lhe um prato com bocadinhos de pão para o distrair enquanto lhe dou umas colheradas. Nos dias mais simples basta dar-lhe uma peça de lego para as mãos e é distracção suficiente.

O almoço e jantar passaram a ser menos combativos desde que o Tiago consegue efectivamente comer o que tem no prato. Como já faz pinça bastante bem comecei a fazer-lhe puré de batata com cenoura, feijão verde e carne ou peixe, que depois amasso em pequenas bolinhas que ele vai comendo enquanto lhe dou uma colher ocasional de sopa para complementar. Tem funcionado lindamente, até agora.

Entretanto, no principio do mês, o Tiago começou a por-se de pé apoiado nos móveis. Só se apoiava nas pontas dos pés mas lá estava ele em pé. 3 dias depois já estava a deslocar-se para o lado agarrado ao sofá, ainda em pontas. Mais 3 dias e começou a perceber que se apoiasse o pé todo dava muito mais jeito.

O problema era que ele conesuia subir mas não conseguia descer. Ficava a resmungar até se sentir agarrado e depois largava as mãos e deixava-se cair, apoiado por mim. Agora que passaram duas semanas começou a conseguir descer sozinho. Dobra os joelhos e desce mais ou menos suavemente conforme consegue ou não executar o movimento como quer. Ontem não fez mais nada o dia todo.

Acho impressionante a rapidez com que os miúdos conseguem evoluir. Pelo menos é um alívio saber que já não preciso de passar os dias de joelhos atrás dele à espera que queira descer.

Também é um alívio o facto de o Tiago já conseguir brincar sozinho durante uns minutinhos sem necessitar constantemente de atenção. Já me permite respirar fundo e ir, por exemplo, lavar o prato do pequeno almoço sem ter que o ouvir a chorar o tempo todo porque não me vê. Não dá para muito mais que isso mas já é um grande avanço.

Até deixá-lo um bocadinho no parque começa a ser ligeiramente menos dramático. Comprámos uma cancela para a porta da cozinha mas mesmo assim não o posso deixar à solta na sala porque ele por vezes trepa para cima da passadeira que está mesmo à altura da cintura dele por isso é uma tentação. E hoje estragou o seu primeiro CD – Fui dar com ele de CD na mão já com bastantes riscos e dedadas e a gaveta do leitor aberta. E ainda não começou a fase de ligar os computadores, porque aí então vai ser lindo.

2 Comment

  1. Olá Dee :o) desulpa a minha invasao mas depois que descobri o teu blog tenho vindo a acompanha-lo regularmente. Ao longo deste tempo acompanhei a tua gravidez e reparei que tens gatos. Acontece que eu tb tenho um gato e estou gravida e apesar de estar imune à toxoplasmose e de toda a gente me dizer que o unico cuidado que tenho de ter é com a caixa da areia, não consigo deixar de pensar que ele anda por cima de tudo depois de ter estado na caixa de areia e isso tem-me deixado em crises de pânico. Desculpa este post mas penso que a tua experiencia e os cuidados que tiveste talvez me possam ajudar a ultrapassar este estado de paranóia.
    beijinhos e muitas felicidade para ti e para o Tiago

  2. Olá Susana, eu compreendo as ansiedades da gravidez mas em primeiro lugar se estás imune não há problema nenhum. Quer dizer que já tiveste toxoplasmose e não podes voltar a apanhar, A toxoplasmose só é perigosa para o feto se ocorrer o primeiro contacto durante a gravidez.

    De resto, eu aqprendi muito sobre a questão da toxoplasmose porque não estou imune e tive de fazer testes mensais durante a gravidez e posso-te dizer o seguinte: desde que se lave as mãos depois de mudar o caixote é muito dificil apanhar toxoplasmose de um gato, especialmente um gato doméstico. É muito mais fácil apanhar por comer carne mal cozinhada.

    Os gatos, tal como nós, apanham a doença por comer ratos de campo e outros bichinhos que estejam infectados ou carne crua no geral. Quando isso acontece, durante uns dias as fezes estão infectadas e o contacto com as mesmas pode passar a doença aos humanos.

    Mas é só isso: só durante uns dias e só por contacto directo com as fezes. Desde que se mantenha uma higiene normal e se lave as mãos antes de comer, etc, não há grande problema.

    Criou-se um grande drama à volta dos gatos por causa da toxoplasmose e há pessoas que chegam a livrar-se dos bichos por isso, o que nem faz sentido nenhum. Em última análise, antes de por o gato fora de casa mais vale levá-lo ao veterinário e fazer uma análise e já agora pedir esclarecimentos ao vet sobre a evolução da doença nos gatos. A falta de informação é o grande inimigo que convém combater.

    Eu tenho gatos há anos, todos gatos apanhados na rua e nunca apanhei toxoplasmose. A seca maior da gravidez foi ter de andar a comer bifinho bem passado, que detesto.

    Espero ter ajudado a esclarecer as dúvidas e faz festinhas ao teu gatinho à vontade que não te faz mal nenhum.

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