Novamente a ver filmes

Agora que estou sem o mac e não posso fazer muito do trabalho que me ocupava o tempo das sestas do Tiago, como actualizar a loja, tenho passado esse tempo a fazer peças novas enquanto vou vendo alguns filmes que estavam na lista há algum tempo mas que não tinha tido oportunidade de ver.

Estou um bocado de fora desta coisa dos filmes mais ou menos desde 2004. Dantes sabia sempre que filmes iam sair e quais me interessavam e agora é mais uma questão de andar a escavar nos arquivos dos últimos 4 anos a ver quais me escapavam que até seria capaz de gostar.

Vi nos últimos dias dois filmes de que gostei bastante. O primeiro chama-se The Notebook e já é precisamente de 2004. Em português tem o título altamente foleiro ‘O Diário da Nossa Paixão’ que só por si me manteria afastada se não tivesse já uma ideia positiva do filme.

Para quem gosta de filmes romanticos este é de facto um filme imperdível. Os actores são bons, a história também, com obstáculos suficientes para a tornar interessante mas sem aquelas coisas irritantes que são tão típicas em alguns filmes do género – como uma grande tragédia mesmo no momento em que os personagens estão prestes a reencontrar-se. Nada disso. É uma história que apesar de ter alguns momentos mais fantasiosos acaba por ser suficientemente credível para nos transportar até ao fim com a sensação de estar a ver um bom filme e querer saber mais.

O segundo filme chama-se August Rush. Ao contrário do Notebook é uma história altamente improvável e irrealista mas não deixa de ter o seu charme. É um melodrama sobre um rapazinho de 12 anos que cresceu num orfanato e que decide ir à procura dos seus pais. Acaba por demonstrar ser um prodígio musical e está convencido que a música o levará até aos pais. É assim uma espécie de Billy Elliott com música em vez de Ballet mas um pouco mais lamechas e sem o sentido de humor. Mas se desligarmos o cérebro por um bocado o filme vê-se bem, é muito emocional e fartei-me de chorar – não porque acontece alguma coisa de altamente dramática à criancinha, algo que seria imperdoável num filme destes, mas porque desde que me tornei mamã tornei-me ultra sensível a histórias lamechas sobre criancinhas.

Depois de ler o parágrafo anterior apercebi-me que parece que não achei piada nenhuma ao filme, o que não é verdade. Gostei de ver o filme. Simplesmente é preciso vê-lo como um conto de fadas e não como uma história realista. Num bom conto de fadas têm de existir dificuldades e possivelmente um lobo mau para que a vitória final tenha sentido e desse ponto de vista o filme funciona lindamente.

4 Comment

  1. Eu tenho um bébé de 1 ano, por isso também sei o que é isso de deixar de seguir os filmes que estreiam no cinema… isso entre as muitas outras coisas que deixamos de fazer.
    Aproveito também para te dizer que adoro o teu site. Parabéns.

  2. Pois. É de facto complicado mas acho que estou aos poucos a conseguir recuperar aquelas pequenas coisas perdidas que sempre gostei de fazer. É claro que coisas como passar uma tarde de verão recostada num canto confortável a ler um livro deve demorar MUITOS anos a recuperar 🙂

  3. tenho a dizer que já vi ambos os filmes, o notebook já há uns tempos, mas o august rush foi mais recentemente, e adorei os 2, sendo que sonhadora como sou adorei a história “altamente improvável” do august lol mas para isso é que os filmes servem :)))) deu-me vontade de ir ver um filme agora, tenho de ver o que há por aqui 🙂

  4. Adorei o August Rush, vi-o há apenas 3 semanas e também fiquei a fazer a comparação com o Billy Elliot…

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