O vicio

No sábado fomos comprar uns sapatos novos ao Tiago porque os que ele tinha estavam já muito pequenos, algo que acontece de um mês para outro.

Acabámos por comprar uns crocs que são frescos mas fechados à frente (o que dá jeito para os pontapés na bola). O único inconveniente é que são demasiado faceis de tirar.

Ontem foi a vez do corte de cabelo. Não quis fazer nada demasiado radical mas o miúdo já tinha a franja a entrar para os olhos por isso, depois do almoço, deixei-o sentado na cadeira e dei-lhe uma aparadela à frente, atrás e por cima das orelhas. Ele esperneou um bocado mas lá acabou por deixar cortar. É incrivel como uma pessoa muda tanto só por causa de um corte de cabelo 🙂

Entretanto continua a luta por causa da televisão. O Tiago está completamente viciado no Pocoyo e irrita-se quando desligo a televisão. De 5 em 5 minutos volta para a sala, senta-se no sofá, aponta para a tv e diz ‘dá!’. E se eu não ligo ele vai mexer nos botões todos a ver se consegue ligar ele. Acaba por por coisas a gravar, fazer eject ao DVD e desligar a tv no botão, mas isso não o impede de continuar a tentar.

É muito cansativo estar constantemente nesta batalha e por isso acabo por ceder ocasionalmente. Deixo-o ver um episódio, que dura 7 minutos, e depois desligo outra vez e levo-o para o quarto. Vamos brincar com o puzzle de madeira, fazer torres de copos, dar uns pontapés na bola ou no balão mas ao fim de um bocadinho lá vai ele outra vez.

A única coisa que funciona é sair de casa por isso tento levá-lo ao jardim ou até só subir e descer a rua durante um bocado.

Não é que eu ache mal ele ver televisão. O Pocoyo é um desenho animado muito giro, é didático, não lhe faz mal nenhum e diverte-o. Mas o Tiago é um miudo tão activo que não quero que ele deixe de se mexer para passar os dias a vegetar em frente à TV. De resto não me chateia nada já que sou eu que decide o que ele vê: só vê coisas gravadas para não andar a levar com anuncios a brinquedos e porcarias do estilo nem coisas altamente violentas nos intervalos dos desenhos animados.

E também já notei que ele é muito selectivo. Não se interessa por qualquer coisa. Quando está a dar algo que não lhe diz nada ele desliga e vai fazer outra coisa. Acaba por ser a melhor técnica às vezes, especialmente à noite quando já não tenho energia para discutir com ele – por uma coisa que não lhe interesse, com o som baixinho e depois ir para o chão brincar com ele.

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