E assim se acaba mais um ano

Apesar do Pedro estar de cama a sentir-se horrivelmente mal acabei por ir passar a noite de natal com a minha família, principalmente porque as minhas avós raramente vêem o Tiago. Ele divertiu-se imenso e aguentou-se bastante bem. Deu montes de voltas à casa, ficou deliciado com o Hobbes que é o enorme cão preto da minha tia – daqueles que quase parecem cavalos – e achou super divertido ver os primos a correr de um lado para o outro. Ainda não tem idade para entrar nas brincadeiras dos mais velhos mas esteve muito entretido.

A desvantagem de ir a uma coisa destas sozinha é que passei o tempo a correr atrás do Tiago e mal tive tempo para comer. O Tiago engasgou-se uma vez durante o jantar e ia vomitando, algo que já não lhe acontecia há algum tempo, mas de resto correu tudo bem.

Quando chegámos a casa o Pedro estava a sentir-se pior e apesar de já não ter passado a noite toda a vomitar ainda teve de se levantar algumas vezes.

No dia 25 os meus sogros levaram o Tiago à hora de almoço e eu fui depois buscá-lo para dormir a sesta. às 5 horas voltei com ele para a distribuição das prendas. O Pedro continuava enfiado na cama de luz apagada e sem vontade de se mexer mas também não havia muito que pudesse fazer por ele. Além disso estavamos com medo que ele contagiasse o Tiago por isso tentámos manter o contacto ao mínimo durante estes dias, o que tornou a situalção ainda mais deprimente, pelo isolamento forçado.

Desta vez o Tiago estava já um pouco mais cansado e ainda esteve bem durante um bocado mas depois começou a fartar-se e a ir procurar alguma coisa com que brincar. A certa altura voltei a casa para ver como estava o Pedro, fazer-lhe mais chá e trazer fruta, a única coisa que ele conseguia comer, e depois tive de voltar. A minha sogra estava na cozinha a dar o jantar ao Tiago e eu fiquei a acabar. Com isto perdi a distribuição das nossas prendas pelo que não faço ideia se alguém gostou ou não. Depois de toda a trabalheira que dá andar a escolher as coisas para cada pessoa foi assim um bocado decepcionante – não que fosse alguma coisa de especial, mas pronto.

O Tiago entretanto estava cheio de sono e a minha sogra e os tios do Pedro ajudaram-me a trazer os sacos para casa – sempre a parte mais complicada do Natal, apesar de vivermos logo do outro lado da rua.

No dia seguinte lá consegui convencer o Pedro a começar a abrir as prendas e as janelas, que estavam fechadas há 3 dias. Ainda se sentiu menos bem durante mais um dia ou dois mas lá acabou por passar.

A passagem de ano foi um bocado a reunião familiar que o Pedro não teve no Natal. Fomos jantar a casa dos meus sogros, jogou-se Buzz, vimos o fogo de artificio de Cacilhas da varanda e distribuiram-se mais umas prendas – desta vez um pouco menos sérias que as do natal. O Tiago aguentou-se muito bem, sem chorar. A certa altura começou a ficar cansado e andou a rebolar-se numa mantinha no chão mas depois recuperou outra vez a energia. Estev muito atento a ver o fogo de artificio mas apanhou um bocado de frio e no dia 1 estava outra vez com o nariz a escorrer como uma torneira aberta.

Ontem, domingo, fomos ainda almoçar a casa dos meus pais, juntamente com o meu irmão, a Ana e o Gabriel. O Tiago parecia interessado na comida mas acabou por cuspir tudo fora e foi antes ver televisão. O Gabriel estava muito giro no fatinho que lhe demos no natal, todo atento e sorridente e já se aguenta sentado e de cabeça levantada. Está a crescer muito bem.

Voltámos para casa por volta das 3 para o Tiago dormir a sesta que só durou duas horas por ser mais tarde que o normal.

Hoje voltou para a escola. Estava à espera que fosse muito complicado deixá-lo lá mas nem chorou. Sorriu a toda a gente quando chegou, levou logo uns abracinhos de uma das meninas e ficou sentadinho a ver um livro. É possível que amanhã ou depois seja pior, quando ele começar a perceber que agora é assim todos os dias outra vez, mas espero que não.

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