Regresso à escola

Depois de ficar em casa uma semana graças a uma virose inesperada (aren’t they all?), o Tiago voltou hoje à escola.
Esta noite voltou a dormir mal, acordando muitas vezes com tosse (desta vez parece uma tosse alergica, despoletada pelo frio porque não está constipado). Acabou por acordar uma hora mais cedo do que o habitual e até parecia bem mas é natural que estivesse muito cansado.
Fez uma ou duas birras a sair de casa e a caminho da escola e quando o deixei ficou a berrar desesperado. Fui à secretaria pagar e depois fui ouvir à porta da sala, com esperança que já tivesse acalmado mas ainda o ouvi. Já não era um choro tão histérico mas ainda não estava nada bem.
Passadas umas horas resolvi telefonar só para ter a certeza que já tinha passado e disseram-me que sim, que já estava a brincar sem problemas. Acredito que sim mas custa sempre. É dificil não sentir que o estou a abandonar mesmo ao fim destes meses todos, mesmo sabendo que ele tem momentos em que gosta de lá estar e que já tem amigos e tudo.
O Tiago anda numa fase de mudança muito grande ultimamente. Com a aproximação do segundo aniversário e o facto de ter começado a falar, é natural que existam algumas mudanças de comportamento. As birras começaram a ser mais intensas e frequentes, sempre daquelas de se atirar para o chão e não querer nada connosco nem se distrair com nada até resolver parar, mas também tem momentos de afecto em que nos vem abraçar ou dar beijinhos e faz festas aos gatos e aos brinquedos. Começou a querer adormecer ao colo com muita frequencia ou a recusar-se a dormir, começou a despir-se sozinho e ocasionalmente já consegue calçar um sapato, quer fazer cada vez mais coisas sem ajuda mas às vezes levanta-se da mesa e entrega-me o prato para lhe dar o resto da comida à boca apesar de já comer sozinho há meses.
Enfim, tem uma série de contradições típicas da idade mas que fazem com que seja complicado prever uma situação ou saber como lidar com ele em certos momentos. É muito dificil para um adulto que está habituado a lidar com as situações através da lógica conseguir comunicar com uma criança que reage de forma puramente emocional e não sabe ainda controlar a frustração.

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