Que chatice, estou crescida

Aconteceu finalmente aquilo que eu temia há muito – cheguei a uma idade em que já não fico bem com roupa ‘jovem’.

Vejo-me de relance no espelho ou numa foto e penso ‘quem é que aquela velha acha que engana’, ou como dizem os Ingleses, Mutton dressed as Lamb.

Há uns dias, estava o Pedro a ver o Top Gear, e eu não resisti a comentar que o Richard Hammond estava a ficar com cara típica de inglês de meia idade e mais valia cortar o cabelo e largar o colar porque já não enganava ninguém. Agora chegou a vez de ter essa honestidade comigo mesma.

Passamos a nossa infancia e adolescência à espera de crescer e ser independentes apenas para perceber que ser adulto não é a diversão que pensávamos e a liberdade por que ansiavamos, mas sim um mar de responsabilidades, contas para pagar e ter que levantar cedo todos os dias à mesma. OK, somos nós que fazemos as escolhas mas isso só quer dizer que quando correm mal não há ninguém para culpar.

Aquilo que sobra é um agarrar desesperado ao uniforme da nossa juventude como forma de dizer que não desistimos e continuamos a ser a mesma pessoa que áramos. Mais que isso, quando tinha a idade certa não tinha meios para comprar a roupa que queria usar e tenho tentado compensar desde então. E de repente chega uma altura em qua a imagem que vemos no espelho nos trai e está tudo acabado. Por dentro sentimo-nos iguais mas por fora não enganamos ninguém.

Por muito que me custe acho que chegou a altura de doar as minhas t-shirts e tops mais juvenis e admitir que agora fico com um ar mais honesto com roupa de gente crescida. Não quer isso dizer que passe a andar de fatinho. É mais uma questão de elegancia – escolher peças que encaixem e me dêem um ar um pouco menos desleixado, fugir dos tecidos elásticos e peças muito justas. Ou seja, deixar para trás tudo o que era divertido usar.

Raios.

7 Comment

  1. Passei pelo mesmo há uns anos. O programa What not to wear do People & Arts é óptimo para tirar ideias neste departamento.

  2. Eu adorava o What not to Wear inglês com a Trinny e a Susannah. As versões mais recentes já não acho tanta piada. Mas sim, acho que cheguei a esse ponto 🙂

  3. Eu também estou nesse patamar…

    Com trinta anos,posso continuar a usar mini-saia?…

  4. Pois… acho que aí é mais uma questão de como é o nosso corpo do que a idade 🙂

    Eu já só uso saias abaixo do joelho há mais de uma década mas é porque nunca mais me senti confortável com saias curtas.

  5. Nem me referia ao formato do corpo, porque isso é intemporal.Mini-saia não fica bem a qualquer pessoa…

    O que eu queria dizer é: será que aos trinta anos não me consideram uma desenvergonhada por usar mini-saia?

    😀

  6. Pois, eu percebi. O que queria dizer é que o nosso corpo se transforma com a idade – ganhamos peso, celulite, etc e é preciso continuar a ter umas pernas que valha a pena mostrar 🙂
    Segundo o ‘What not to wear’ mencionado acima, 30 anos é de facto a idade para acabar com as saias acima do joelho mas eu sou menos conservadora – Se a Sarah Jessica Parker pode, porque não o resto das mulheres?

  7. Nem mais! 😀

    Viva a mini-saia!

    LOOOL

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