O fim das fraldas

O treino de bacio do Tiago começou de forma difícil, mas já algum tempo que o Tiago começou a acordar com a fralda seca de manhã e mais recentemente começou a ir ao bacio por iniciativa própria sempre que precisava.

No sábado de manhã recusou a fralda por isso dei-lhe a escolher – fralda ou cueca. Preferiu a segunda opção, com um grande sorriso e passou o fim de semana sem fralda, sem problemas. Só à noite é que continuamos com a fralda mas é apenas porque ele continua a insistir em vir dormir para a nossa cama a meio da noite e não estou para dormir num colchão ensopado.

No fundo acabou por ser um processo muito mais simples e natural do que temia e não foi preciso aquela violencia que me tinham aconselhado de lhe tirar as fraldas e deixa-lo fazer xixi pelas pernas abaixo até aprender. Mas pronto, já sabemos que nestas coisas há diversas escolas de pensamento e cada um faz como acha melhor.

Normalmente os meus posts sobre o Tiago têm sempre um lado negativo, porque ninguém pode negar que criar uma criança seja cansativo e por vezes frustrante, mas ultimamente tenho notado diversas coisas muito positivas no meu filho que quero deixar anotadas.

A sua personalidade teimosa é algo que faz com que seja uma criança difícl mas que acredito que vai ser um traço positivo quando for adulto. Nota-se que é persistente, apesar das suas crises de frustração serem bastante violentas, mas volta sempre ao ataque e não desiste.

Outro traço que acho muito positivo é a capacidade de atrasar a gratificação. É algo que se nota desde que era muito pequeno. Contruía torres para deitar abaixo mas aquilo que lhe dava mais gozo era o momento de antecipação antes de destruir tudo. Fazia sempre uma pequena pausa, acompanhada de um sorriso maroto.

Hoje em dia noto algo semelhante nos nossos passeios para casa ao fim do dia. A meio do caminho pede um ‘doce’ (ando sempre com um saco de gomas para emergências) mas em vez de comer a goma logo e pedir mais e mais, muitas vezes vai com aquilo na mão o caminho todo até chegar a casa e só depois é que a come. É como se o facto de saber que tem a hipotese de comer o doce fosse mais gratificante do que comê-lo e ficar sem nada.

Esta é uma qualidade muito importante nos adultos porque nos ensina a planear e esperar pelo resultado que queremos. Se o meu filho continuar assim acho que tem muitas possibilidades de se tornar uma pessoa que vou gostar de conhecer.

A caminho dos dois anos e meio, que completa no dia 11, noto também uma evolução enorme na linguagem. Já são tantas as palavras novas que deixei de conseguir acompanhar.

Começou a dizer o seu nome, quando aponta para uma foto dele e já sabe os números pelo menos até ao 8 – tanto a contar como por reconhecimento visual. Faz algumas confusões por vezes, com o 3 e o 5, por exemplo, mas não há dúvida que está a reter informação nova a um nível impressionante. Também confunde por vezes o verde com o azul, algo normalíssimo para a idade, mas de resto reconhece as cores todas e já diz o nome de algumas. Começou a dizer ‘é meu’, ou mais precisamente ‘não papá, é meu’ – inicialmente fazia confusão e dizia ‘é teu’ mas a intenção era óbvia – e já faz uma série de outras frases. Termos de duas palavras como peixe balão, lobo mau, cão grande, é amarelo, são frequentes mas já começa a formar frases mais completas.

Na brincadeira está cada vez mais independente. Gosta que estejamos ao pé dele mas já consigo escrever um post inteiro como este com ele no quarto a brincar sozinho sem grandes interrupções – é o desenvolvimento que mais agrada, devo dizer 🙂

No geral tenho um filhote muito porreiro que me deixa sempre curiosa para ver o que vem a seguir.

Deixe uma resposta