Não, espera, agora é que é!

Ontem voltou cá o homem que fez a obra das chaminés para resolver o problema do esquentador se apagar com o exaustor no máximo. Não era nada de complicado e ficou feito em pouco tempo.

Ainda me custa a acreditar que tenha aparecido um imbecil  qualquer no macacos a chamar criminoso ao Pedro por ter dito que apesar de ainda sobrar este problema as coisas estavam muito melhores. Há pessoas mesmo estúpidas. Foi o Pedro que conseguiu convencer os vizinhos que este era um problema sério que precisava de ser resolvido e eu tenho tratado das coisas práticas de todo o processo – incluindo chamar cá o homem quando percebemos que ainda não estava bem – e é irritante quando aparece um idiota qualquer a meter o nariz pela janela para largar uns insultos. Apetece logo acertar-lhe com uma panela na tromba para ver se gosta.

O homem que fez a obra tem sido bastante impecável, não levantou qualquer problema em vir ver o que se passava e até vem cá fazer mais um arranjo totalmente independente da chaminé. Já tive que aturar cada bruto que é um alívio encontrar um tipo que não passa o tempo a tentar fazer as coisas mal só para se despachar. A parede da sala ficou impecável – nem se percebe que foi partida – e vou finalmente poder fechar as janelas durante o inverno, o que nos vai poupar imensa electricidade no aquecimento da casa.

No final, continuo com vontade de me mudar mas acho que agora é mais porque não consigo passar mais de dois anos na mesma casa do que porque odeio esta. No fundo os problemas que havia para resolver já estão – em princípio – resolvidos. Aquilo que eu precisava mesmo era uma sala de trabalho maior para poder montar a minha bancada e poder fechar a porta à noite sem ter de estar a arrumar tudo constantemente, com medo que o Tiago ou os gatos deitem a mão (ou pata) às minhas preciosas pedrinhas.

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