Música

Tenha andado bastante inspirada para escrever músicas novas últimamente – principalmente bocadinhos mas sairam uma ou duas mais completas lá no meio.

A par disso também comecei com vontade de ouvir coisas novas – novas para mim, claro, visto que passei os últimos anos a ouvir pouco mais do que Tori Amos, Fiona Apple, NIN, Sarah McLachlan, Placebo, Zero 7 e Glenn Miller. É um bocado limitado.

O Pedro aconcelhou-me os The Hives e estou a gostar bastante. É um rock’roll com um bocadinho de punk, muito directo, sem grandes artifícios, uma voz agradável (eu tenho grande dificuldade em gostar de vozes masculinas, por alguma razão), algo old-fashioned e mais divertido do que zangado ou deprimido.

Também me aconselhou Elysian Fields, que tem uma voz feminina lindíssima e quando me passar esta necessidade por algo mais mexido entrará certamente na minha lista de favoritos porque é mais na linha do que já costumo ouvir, mas de momento apetece-me algo um bocadinho diferente.

Normalmente tenho grandes dificuldades em aceitar sugestões de música, principalmente porque as pessoas têm tendência para ser fanáticas da música que gostam e não aceitam que ninguém os contrarie. Nunca é ‘gosto muito disto, experimenta ouvir’. É sempre ‘tens que ouvir isto, é muito bom’. Só que para mim a música é algo que causa uma sensação física e ou cai bem ou não cai. É exclusivamente sobre como me faz sentir, independentemente de estilo, hype ou qualidade perceptível. Se calhar é por isso que não adiro facilmente a coisas novas. Quando oiço música que não gosto causa-me um desconforto semelhante a náuseas. Se fico com uma música que não gosto na cabeça ando em sofrimento durante dias por isso tento proteger-me. Sou capaz de andar deprimida durante semanas por causa de uma música, por exemplo. Sei que parece um bocado ridículo mas explicar reacções emocionais em palavras soa sempre ridículo. É sempre uma aproximação com demasiadas falhas.

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