Fim de semana

No sábado de manhã estivemos a desmontar a passadeira para nos livrarmos dela de vez, já que ocupa uma parcela significativa do espaço da nossa sala. Os meus sogros quiseram ficar com ela, porque costumam ir correr mas durante o inverno torna-se um bocado desagradável e assim ficam com uma alternativa caseira. Transportar aquilo foi um pesadelo, porque é super pesada, e no dia seguinte o Pedro estava todo partido.

À noite tivemos a companhia do meu irmão e família para jantar. O Gabriel já anda, todo feliz, e passou o tempo atrás do Tiago. O Tiago, por outro lado, andou o tempo todo a agarrar nos brinquedos que não queria mesmo ver nas mãos do Gabriel, e foi preciso andar de olho nele para ver se não magoava o mais pequenino. Estas coisas causam-me sempre um stress enorme porque sei que o Tiago pode ser um bruto se não quer que alguém se aproxime demasiado. Felizmente não aconteceu nada de grave e ao fim de um bocado parecia que já se estavam a entender melhor. À sobremesa o Tiago até ofereceu um bocado do seu gelado ao Gabriel para ele provar e mais tarde estiveram os dois alegremente a dançar.

Na segunda o Tiago ficou em casa porque estava com umas manchas estranhas e era preciso ter a certeza que não era nada de contagioso antes de o poder levar à escola. Parece que afinal são umas quantas coisas não relacionadas, mas nada de grave. A maior parte das manchas é o acne infantil de que o Tiago sofre desde que nasceu e que é mais feio do que preocupante. Depois tem uma pequena infecção numa das pestanas – provavelmente coçou o olho com as mãos sujas ou algo do estilo – e é uma questão de por uma pomada uns dias e esperar que passe. A minha mãe veio vê-lo de manhã e trouxe uma daquelas folhas de autocolantes decorativos para a parede, com uma árvore de natal e respectivos adornos. Colei a árvore na porta do quarto dele e estivemos a decorá-la. A minha mãe fartou-se de insistir com o Tiago para por as decorações em cima da árvore, mas ele achou mais piada colocar à volta. Acho que não percebeu bem a ideia da coisa mas também não acho que se deva insistir com as crianças para cumprirem  o guião – é melhor deixá-las explorar como lhes apetece enquanto ainda podem.

O Tiago começou a puxar a minha mãe a dizer ‘anda, avó’ e percebia-se que queria ir passear. Ela levou-o durante um bocado, o que foi óptimo porque eu tinha uma encomenda para preparar. Quando o veio trazer esqueceu-se do ursinho e foi preciso ir lá buscá-lo ao fim do dia.

O pior foi quando percebi que o Tiago estava com sono e queria o ursinho para dormir. Tentei servir de substituto e ele adormeceu ao meu colo. Teria dormido mais tempo mas foi acordado pelo telefone, hora e meia depois, e ficou de muito mau humor.

À noite, quando fomos buscar o urso a casa dos meus pais, o meu pai deu-lhe uma mota em miniatura que o Tiago ainda não largou. Já tinha muitos carros mas nada de motas e parece ter achado piada.

O meu pai já está melhor e, apesar de o fazer contra ordens médicas, já anda a apoiar o pé no chão para se conseguir mexer. Enfim, espero que não abuse….

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