The week so far

Depois de uma semana em que me pude mexer pouco, na segunda feira atirei-me à s tarefas domésticas. Tinha pilhas de roupa, a cozinha numa desgraça e ainda tinha que preparar as peças a levar para a loja de Lisboa e respectiva listagem. Depois de passar tanto tempo em inactividade e principalmente com receio que alguma coisa má acontecesse se fizesse um movimento mais brusco, soube bem ter um dia atarefado e produtivo.

Aproveitei o facto de ontem ser o único dia desta semana sem previsão de chuva para ir finalmente a lisboa levar umas peças novas e fazer o inventário do que foi vendido. Depois fui almoçar com o Pedro, o Filipe e a Marta e voltei para casa apenas a tempo de fazer uma curta visita à  casa de banho (a maldita bexiga das grávidas não perdoa) e voltar a sair para ir buscar o Tiago à  escola.

O Tiago parece alternar entre dias em que fica muito bem na escola e dias em que faz uma birra desgraçada. Ontem começou tudo muito bem – comeu, vestiu-se, etc – até ser altura de sair. O Pedro tinha-lhe oferecido na noite anterior um gel de banho em forma de Lightning McQueen, o seu carro favorito do momento, e o Tiago gostou tanto daquilo que não queria ir para a escola sem o levar. Como o carro é um frasco cheio de gel de banho, tal opção era impensável e foi uma luta para o convencer a sair de casa. Acabou por ir a berrar no elevador ‘carro grande! carro grande!’ e quando se apercebeu que não estava a funcionar mudou para ‘carro pequeno! carro pequeno!’. Apesar de já estarmos muito atrasados não tive coragem de o levar a berrar o caminho todo e voltei a casa para ir buscar o carrinho mais pequeno para ele se acalmar. Sempre era um compromisso que não fazia mal a ninguém a não ser ao horário.

Na escola, graças à  batalha ganha, ficou alegremente no seu cacifo a folhear u livro de gatos, com o carrinho na mão. Este ritual de ficar sentado no cacifo antes de ganhar coragem para entrar para a sala já dura à  umas semanas mas é melhor do que a berraria anterior.

Quando o fui buscar ao fim do dia é que foi mais complicado. Parece que deu luta o dia todo e comigo não esteve melhor. Estava ainda a comer, apesar dos outros meninos já se terem todos despachado porque se tinha recusadoa  a comer à  hora do lanche normal. Depois não queria sair da sala, não queria tirar os sapatos, não queria nada. Ameacei ir-me embora umas duas vezes e cheguei a sair da sala. Ele correu atrás de mim mas quando lhe disse que precisava de mudar de sapatos (porque tinha as sapatilhas de ginastica que usa na sala) voltou tudo ao mesmo. Acabei por mudar-lhe os sapatos sem colaboração e ele ficou tão irritado com essa tortura incrà­vel que desatou a berrar. Ainda tentou descalçar os sapatos outra vez e tive que lhe segurar os bracinhos para não conseguir. Com esta brincadeira toda demorei meia hora. Depois peguei nas malas e comecei a sair da sala outra vez. Aqui ele percebeu que já não ganhava mais nada e começou a pedir para vestir o casaco.

Saimos ao mesmo tempo que outro colega e assim que passou da porta parecia uma criança completamente diferente. Desataram os dois a fazer corridas muito sorridentes e não voltou a dar problemas até sair da escola. Estes wild mood swings infantis dão cabo de mim…

Hoje achava que ia ter um dia muito calmo, só a tratar da facturação, etc, mas a Augusta, que esteve de baixa dois meses, telefonou a perguntar se podia vir hoje. A casa, por mais que tente limpar, está a ficar um nojo tão grande que nem mo ocorreu dizer que não e passei o resto da manhã a correr de um lado para o outro a arrumar o mais que pude para as superfà­cies estarem limpáveis.

Tinha combinado ir a casa da Alex, por volta do meio dia, mas com isto tudo era meio dia e meia e ainda tinha que ir ao banco e aos correios enviar as facturas que tinha estado a emitir. Acabei por conseguir chegar pouco depois da uma e estavam à  minha espera para almoçar. O Mike tinha cozinhado uma sopa de peixe que estava bastante boa e eu levei uns bolinhos para a sobremesa. Eles têm uma casa muito parecida com a nossa mas que foi completamente remodelada, ao ponto de mudar a disposição da cozinha para outra zona – não sei como é que resolveram a questão da chaminé! – e ficou muito gira. Depois de ver a casa deles fiquei com mais vontade ainda de me atirar à s obras da nossa casa nova, apesar das dores de cabeça que sei que isso vai dar.

Foi bom ficar a conhecer melhor um casal muito simpático, visto que não posso dizer que tenha muitos amigos nem oportunidade de ver muitas vezes aqueles que tenho. Conhecer pessoas novas na minha idade é uma coisa relativamente rara e conhecer pessoas com quem é fácil conversar sem haver grandes momentos de tensão ou grande silencios desconfortáveis é ainda mais raro.

Quando cheguei a casa estava tudo virado do avesso, já que a Augusta trouxe a filha para ajudar. Enquanto uma estava a lavar a cozinha a outra ia aspirando e foi muito complicado encontrar um cantinho onde me pudesse sentar a dobrar roupa e depois a tratar da encomenda que tinha que preparar. Mas vai ser tão bom quando estiver tudo limpinho 🙂

It’s a girl!

Depois de uma semana à  espera desde o resultado das análises, lá fui finalmente ao hospital fazer a amniocentese. Nunca temos de ir de carro a lado nenhum mas por azar, precisamente no dia em que precisamos de estar a horas no hospital, aconteceu uma acidente na ponte, daqueles com montes de carros, e a cidade estava toda entupida.

Como iamos com bastante antecedência acabámos por chegar perfeitamente a horas. Depois de me fartar de esperar pelos elevadores que não pareciam estar a funcionar acabei por subir as escadas até ao quinto piso onde o Pedro já esperava por mim depois de ter ido estacionar o carro. Nem cheguei a sentar-me na sala de espera – fui à  casa de banho e quando saà­ já tinham dito ao Pedro para entrarmos para a sala assim que os presentes ocupantes saà­ssem.

Tal como me lembrava, a amniocentese não custou nada. Acho que da outra vez me tinham dado uma pequena anestesia local e desta vez não mas não fez grande diferença. Sente-se mais pressão da agulha do que propriamente dor e só senti um ardor depois da agulha ser retirada e não durante o processo.

Fiquei tembém a saber que vou ter uma menina. Pelo menos as pessoas podem parar de perguntar o tempo todo 🙂

Depois deram-me a vacina por causa do grupo sanguà­neo (por ser RH negativo) e saà­ de lá menos de meia hora depois de ter chegado.

Passei dois dias deitadinha para ter a certeza que não havia contracções nem perda de là­quido e teria sido uma seca brutal se o meu irmão não me tivesse trazido no sábado anterior a colecção completa dos livros da Sookie Stackhouse (livros que deram origem à  série True Blood, escritos por Charlaine Harris). São um misto de sobrenatural e grandes doses de sexo e violencia  com algum humor e têm-me mantido entretida. Estava sem nada para ler há algum tempo e depois de reler os livros da Jane Austen e um ou dois do Terry Pratchett já não sabia bem no que pegar a seguir.

É claro que pelo meio tive que tratar de umas encomendas que o Pedro teve que ir enviar por mim, mas fora isso tive muito cuidadinho e acho que de facto o repouso faz muita diferença naqueles dias porque quando passava um bocado mais de tempo em pé ou sentada começava a sentir umas picadas ou desconforto que não sinto normalmente.

Novas assinaturas

O dia não começou da melhor maneira. A Michelle ficou fechada no escritório a noite toda e fui dar com vómito debaixo da secretária. Estou a escrever isto 4 horas mais tarde e o cheiro ainda não desapareceu apesar de ter lavado tudo. Apetece-me borrifar o ar com lixà­via a ver se ajuda.

Depois foi o esperado com o Tiago. Deixou-me vesti-lo sem grandes fitas e nem estava a reparar no que estava a vestir mas quando olhou para baixo e se apercebeu que tinha a camisola do Spider-man desatou a chorar e não descansou enquanto não a tirei novamente. Como já estava à  espera nem pestanejei. Tinha esperança que se não fizesse grande alarido a coisa passasse, já que ele viu o fato ontem e até pareceu achar piada, mas parece que ele tem mesmo a quem sair no que diz respeito ao Carnaval 🙂

Meti o fato na mala e na escola que o vistam se ele deixar.

Depois não queria ir para a escola. Fomos de carro por causa da chuva mas assim que parámos em frente à  escola começa logo a dizer que quer voltar para casa. Acabei por ter que o deixar a berrar, ainda de casaco vestido e tudo, porque estava constantemente a dirigir-se à  porta, que já consegue abrir, para se ir embora. Para o ano não há carnaval a menos que ele peça claramente.

Eu e o Pedro fomos então ao banco assinar os novos papeis do empréstimo, já corrigido para habitação permanente. Agora vamos ver quanto tempo demora até a questão dos vendedores estar resolvida. Tenho a sensação que vão ser 4 meses.

Quando fui buscar o Tiago à  escola vi que tinham conseguido vestir-lhe o fato. Aparentemente aquilo que estava para além da sua tolerancia foi a parte de pintar a cara. Tenho de ver se tiro uma foto porque senão daqui a uns meses nem acredito.

Maldito carnaval

Para começar tenho que dizer mais uma vez que detesto o carnaval. Durante a infancia, quando podia achar alguma piada ao assunto acabava todos os anos vestida com um fato de espanhola que já tinha sido da minha mãe quando o que queria mesmo era ser princesa, como é obvio.

Durante toda a adolescencia, quando já não via razões para achar piada ao assunto, a coisa piorou ainda mais e o carnaval passou a ser o tormento de conseguir ir de casa para a escola e fazer o caminho inverso sem levar com um ovo ou pior.

Assim que saà­ da escola e passei a ter um ar de quem já não tem idade para ser alvo a não ser ao passar distraidamente por baixo de alguma janela, nunca mais pensei no assunto até ter um filho que agora vai para a creche e volta para casa com notinhas a dizer ‘na sexta feira tenho que ir mascarado’. É o meu pior pesadelo a voltar e agora sou mesmo obrigada a colaborar, quer queira quer não queira.

Fui então hoje comprar o primeiro fato de carnaval do Tiago. Depois de entrar e sair de diversas lojas várias vezes sem me conseguir render e chocada com o valor absurdo de alguns fatos, especialmente considerando o material reles de que são feitos, lá acabei por comprar um do spiderman e umas orelhas do rato mickey para ter opções.

Depois passei hora e meia a fazer bainhas e a acertar o elástico da cintura (porque só encontrei um fato para cinco anos) enquanto pensava ‘nem acredito que estou a perder o meu tempo com isto’. Agora está a lavar na máquina – vamos ver se aguenta uma lavagem ou se sai da máquina sem desenhos.

O problema com tudo isto é que o Tiago detesta a ideia de se ‘mascarar’ tanto quanto eu e vai provavelmente recusar-se a por o fato. Escolhi aquele porque ele gosta do boneco e pode ser que até aceite, mas sinceramente estou a planear vesti-lo normalmente, levar o fato para a escola e deixar a educadora ter o trabalho de o convencer se estiver para isso. Good bloody luck.

Marcação da amniocentese

Na sexta feira fui ao hospital para uma consulta de esclarecimento sobre a amniocentese e para fazer a marcação. Ficou marcada para dia 17, o dia a seguir ao carnaval. Vou acabar por fazer já só à s 18 semanas porque quiseram que fizesse primeiro umas análises.

Fui fazer as análises no sábado de manhã e como agora enviam os resultados por email, na segunda já tinha o resultado em vez de ficar uma semana à  espera. Ou seja, não era preciso ter adiado o exame uma semana.

Até aqui tenho andado muito calma quanto à  gravidez mas devo dizer que depois da consulta fiquei um bocado nervosa. A barriguinha já se vê e começa a ser demasiado real para imaginar que algo pode correr mal. Vou passar as próximas semanas a roer as unhas enquanto espero pelo exame e depois pelo resultado.

E ando com uma dificuldade cada vez maior em não bater nas pessoas que me continuam constantemente a perguntar se já sei se é menina.

Ainda à  espera

Não posso dizer que não tenhamos sido avisados mas esta coisa da casa está a demorar. Havia uma penhora que já foi paga mas falta ser passado um papel pelo tribunal para permitir fazer novos registos da casa sem a penhora. Estamos à  espera há quase 3 semanas e nada.

Pelo meio apercebi-me a tempo que iamos fazer uma grandessà­ssima asneira – iamos pedir o empréstimo ao banco como se a casa fosse segunda habitação. Esta decisão deveu-se a uma pequena confusão gerada pela ideia que terà­amos mais benefà­cios fiscais assim porque, como a mensalidade do nosso empréstimo actual é mais alta, teriamos mais a descontar no IRS no final do ano. Eu perguntei se não pagávamos mais de IMT por ser segunda habitação e a nossa gestora de conta não sabia bem mas ‘achava que não’ e lá deixámos as coisas assim.

Como é obvio descobri depois que sim, paga-se mais de IMT, deixamos de ter desconto na escritura por ter poupança habitação entre uma série de outros encargos e desvantagens. Enfim. Pedi para mudar para primeira habitação, algo que me tinham dito que podiamos fazer a qualquer altura. A resposta foi que isso implicava reavaliar o pedido de crédito, ou seja, mais uma semana. Fiquei um bocado irritada com a burocracia mas como estamos à  espera que os vendedores resolvam a sua situação, resolvi dizer que sim e que se lixe.

Tivemos hoje a confirmação da alteração, pelo menos segundo a conculta do processo no besnet – devia ter recebido um telefonema ou SMS sobre isso mas até agora nada.

Quanto à  escritura, o mais cedo que se prevê é no final de fevereiro e mesmo assim tenho as minhas dúvidas.

– Rings and sheet metal

– So my experiments with sheet metal were put on hold for a while because I couldn’t find the drill accessory for my dremel. I finally got tired of waiting and decided to improvise and managed to make the necessary holes to attach the knitted front.

I really like the end result and it was an easy ring to make. The only difficulty is figuring out the right size, especially since the knitted portion tends to strech a bit, so it’s always better to make the ring a bit smaller than the measurements seem to indicate.

The beads in this ring are faceted sapphire rondelles that I bought especially with this design in mind.

I made a second ring using thick half-round wire. It’s a bit harder to work than the sheet metal and also harder to drill because it’s a lot thicker.

The end result is a lot more delicate and in my next attempt I think I’ll use more beads but I also like the lightness that I got from leaving some ‘holes’ in the knitted wire portion.

My favorite thing about this ring, however, is the gorgeous colour from the apatite beads.

You can see more pictures of these rings on Flickr and other new silver jewellery on my store.

Um bocado farta do inverno

Há muito tempo que prefiro o inverno ao verão. O frio dá energia enquanto que o calor tira qualquer vontade de fazer seja o que for. Infelizmente, nos últimos dois anos, os invernos têm sido penosos porque o Tiago está sempre doente. Nuna é nada muito grave mas não deixa de ser cansativo ter o miúdo de nariz a correr desde Outubro até Abril, com febre semana sim semana não, tosse constante e muitos dias sem poder ir à  escola.

A semana que passou foi exemplo disso mesmo. Na quarta feira começou com uma febre baixinha que foi subindo até chegar aos 40 na sexta à  noite. Sábado começou o antibiótico, que ainda está a tomar, e só fiquei convencida que estava mesmo sem febre na terça.

Ontem voltou à  escola com a birra habitual do menino que agora prefere mesmo é ficar em casa porque já não se lembra que até se diverte na escola. Assim que lhe disse que ia para a escola, só queria colinho e acabei por me esquecer de lhe dar o antibiótico e tive de voltar à  escola quando eles já estavam a almoçar. Felizmente consegui que ele não me visse e a educadora lá goi dar o xarope enquanto eu esperava.

Na escola fez uma grande choradeira e não queria largar o pai mas acabou por ficar e ao fim do dia já era o contrário: não queria voltar para casa. Em vez de mudar os sapatos e vestir o casaco, voltou para a sala e foi-se sentar no tapete para ouvir mais uma história. Eu lá esperei e finalmente acabou por colaborar sem mais fitas.

A semana foi então dedicada quase exclusivamente a babysitting. Fizemos bolos de plasticina que no fim vão ao forno de brincar, vimos muita televisão naquelas fases em que a febre subia e o Tiago não conseguia fazer mais nada – ainda tentava ir brincar mas acabava deitado no chão a abanar um carrinho para a frente e para trás, a sentir-se mal demais para se sentar sequer – brincámos com carros, lápis de cor, autocolantes, lemos livros e assustámos o boneco do Mickey inúmeras vezes com a pantera de peluche.

Devo dizer que brincar com o Tiago se tornou bastante mais simples nos últimos tempos, apesar de não poder sair do uarto sem ele vir imediatamente atrás de mim a convencer-me a voltar para trás. Coisas como ir à  casa de banho ou ir rapidamente ver o email são geralmente com companhia e perguntas tipo ‘o que estás a fazer?’.

A um mês do seu terceiro aniversário, o Tiago já diz muitas frases. nota-se alguma confusão quanto aos tempos verbais mas de resto faz-se entender muito bem. Geralmente tem tendencia para imitar aquilo que nos ouve dizer em vez de traduzir para a primeira pessoa, ou seja, ainda diz ‘faz tu’ quando quer dizer ‘faço eu’ e farto-me de rir quando se põe a queixar ‘doi alguma coisa!’ que é a pergunta que lhe faço quando está doente, mas depois responde o que doi quando pergunto.

Nos últimos dias tem dormido a noite inteira, excepto a passada noite em que voltou a acordar à s 4 da manhã e foi para a nossa cama. O pai anda a fazer exercí­cio todas as noites por isso estava demasiado pedrado para conseguir levar o Tiago de volta para a cama e ele não aceita que seja eu – a noite é do papá e manda-me muitas vezes sair do quarto quando é hora de dormir.

O Tiago já começou a ter paciencia e atenção suficiente para ver um filme de animação inteiro e seguir a história e nos últimos dias tem andado a ver os 101 dálmatas repetidamente. A repetição é uma caracterà­stica tà­pica das crianças e depois passa essa fase e ganha nova obcessão. Eu continuo a ser um bocado assim com algumas coisas, por isso compreendo perfeitamente – enquanto uma coisa nos diverte, porquê mudar?