24 semanas

Amanhã completam-se as 24 semanas de gravidez e devo dizer que notei uma diferença enorme nas últimas duas semanas. De um momento para o outro a barriga começou a crescer a uma velocidade alucinante, apesar de continuar com o mesmo peso, mais grama menos grama.

Comecei a notar um cansaço muito maior quando tenho de subir a rua, especialmente de manhãquando tenho que empurrar o carrinho do Tiago. Quando vou a andar a direito não dou pela diferença, mas quando é a subir!

É claro que o facto de andar constipada há duas semanas não ajuda. Não ando a dormir nada de jeito porque não consigo respirar e como evito por gotas até estar mesmo desesperada, custa muito mais fazer algum esforço. Bem me farto de usar spray de água do mar e soro mas sem qualquer resultado. Acho que isso só funciona quando é o entupimento tà­pico da gravidez e não quando fico mesmo doente.

Já sinto movimentos acima do umbigo  e são cada vez mais fortes. Não tarda nada vou estar outra vez a levar pontapés nas costelas 🙂

Esta semana tenho de fazer análises, incluindo aquela chata dos diabetes em que é preciso ficar uma hora à  espera para tirar sangue outra vez. Espero que continue tudo normal.

Nova máquina de lavar loiça

Quando nos mudámos para esta casa comprámos uma máquina de lavar loiça. Antes disso tinhamos uma que tinha sido herdada dos meus sogros e que já tinha alguns problemas como a falta da tampa do detergente.

Na altura comprámos uma Whirlpool porque tinha a opção de meia carga e o timer, que nos dava jeito para pormos a loiça a lavar a meio da noite quando aderimos à  tarifa bi-horária da EDP. Infelizmente a máquina sempre deu problemas, desde parar a meio da lavagem com códigos que não vinham no manual de instruções até virar tudo o que eram caixas ou copos de plástico e só lavar a loiça que lhe apetecia.

Cheguei a chamar um técnico mas a coisa não melhorou e ultimamente deixou mesmo de ser um electrodoméstico util para passar a ser só uma irritação constante. Começou a deitar água para o chão e a loiça saà­a mais suja do que entrava. Fartei-me de limpar os filtros e deitar desentupidor no cano mas nada funcionou. Tornou-se frustrante ao ponto de meter na máquina um copo que tinha servido apenas para beber água que saia de lá coi bocados de coisas agarradas que demoravam 15 minutos a tirar à  mão. Chegou finalmente o ponto em que desisti de usar a máquina e comecei a lavar tudo à  mão para oupar esforço e água.

O Pedro foi então comprar uma máquina nova. Desta vez optámos por uma Bosch. O nosso frigorà­fico é da mesma marca e funciona lindamente há 11 anos sem problemas. Tenho a máquina há quase duas semanas e não podia estar mais satisfeita. A arrumação da gaveta de cima é muito mais eficiente, as caixas de plástico não se viram e ainda não apanhei nada que tivesse de lavar à  mão ao tirar da máquina. Apercebi-me que grande parte da tortura que era arrumar a cozinha todos os dias vinha de saber que a máquina da loiça era inutil e só estava a perder o meu tempo.

Espero que continue a funcionar bem durante uns tempos.

Outra vez a vomitar

Na noite de quarta feira acordei com o Tiago a tossir e depois a vomitar. Eram cerca de 4.30 da manhã e lá fomos nós tentar acalmar a criança. O Pedro levou-o a lavar a boca enquanto eu limpava o chão – o miúdo já vomitou tantas vezes que já aprendeu a vomitar para o chão em vez de na cama. Voltámos a deitar-nos e umas horas mais tarde lá vinha o Tiago para a nossa cama.

De manhã custou-me imenso a levantar mas lá consegui. Fui a única, porém, e acordar o Tiago foi uma luta. Depois não queria comer e teve de ser o pai a dar-lhe a papa à  boca, e finalmente recusou-se a vestir-se e foi uma gritaria pegada e só foi possível terminar a tarefa vestindo-o à  força, algo que já não acontecia há bastante tempo.

Lá o levei para a escola, ainda a berrar:

– quero água!

– sim, bebes quando chegares à  escola

– quero xixi! (terceiro da manhã)

– já fazes quando chegares à  escola

– quero gotas (nos olhos porque tinha estado a esfregar os olhos e pensámos que tivesse entrado alguma coisa mas no final recusou-se a colaborar)

– Agora já não pode ser mas tenho aqui na mala e pomos quando chegares

– Quero casaco!

– Já não está frio para casaco

– Tenho frio! Tenho frio!

Enfim, isto continuou durante metade do caminho, com o Tiago sempre a tentar acertar em qualquer coisa que me fizesse voltar para casa. Na escola começou a dizer que queria voltar para casa mas lá acabou por colaborar e trocar de sapatos, etc.

Pouco depois de voltar para casa recebo um telefonema a dizer que o Tiago tinha vomitado. Raios! Começámos logo a pensar que se calhar estava doente e que toda a fita da manhã teria sido porque se estava a sentir mal mas não consegue ainda dizer o que se passa. Lá voltei à  escola para o ir buscar.

Passou o dia perfeitamente bem disposto, sem voltar a vomitar e apesar de não ter comido tão bem como é costume também não esteve propriamente sem comer. Não quis estar sentado a comer o almoço ou o jantar mas foi comendo torrada, iogurte, fruta, pã com manteiga de amendoim, chá, etc.

Como não teve febre nem mais vómitos nem qualquer sintoma novo, hoje foi para a escola novamente e já não houve problemas. Acho que deve ter sido o problema do costume – acumulação de expectoração no està´mago juntamente com uma grande birra dá muitas vezes vómitos.

Finalmente vacinada

Na quarta feira fui fazer a vacina da gripe. Já andava para a fazer desde o inà­cio da gravidez porque é suposto as grávidas serem um grupo de risco mas só agora é que deu. Primeiro era preciso esperar um certo número de semanas até ser seguro, depois tive que fazer a amniocentese e respectiva vacina por causa do grupo sanguà­neo, e como convém as vacinas serem espaçadas um mês umas das outras, só aos 5 meses de gravidez é que deu. Com isto estamos já na primavera, já ninguém fala em gripe e a coisa toda parece-me um bocado ridà­cula, mas como o médico acha que vale a pena, lá fui eu.

A enfermeira Paula é amorosa e uma especialista a dar injecções que quase nem se sentem por isso não custou nada. Até me espanta a fita que o Tiago faz quando vai lá, sinceramente. Se apanhasse algumas das gajas que já tive a tirar-me sangue para análise nem sei como é que ele sobrevivia.

Ao fim de dois dias não tive ainda nenhum dos efeitos secundários que a vacina pode dar pelo que espero ter-me safado disso. O Braço doi um bocadinho se me esquecer e carregar no sí­tio mas nada muito incómodo e a maior parte do tempo nem dou por isso.

Por outro lado andou há duas semanas constipada e não parece nem piorar nem passar. Acordo todos os dias com dor de garganta e o nariz a pingar e nunca mais me livro disto. É só irritante o suficiente para não me deixar dormir por ter o nariz permanentemente entupido, o que me faz andar bastante mais cansada do que o habitual,  mas mais nada. É culpa do habitual deus das pequenas irritações.

O susto

Na segunda feira depois de almoço fui-me esticar um bocadinho na cama a ler um livro antes de me atirar novamente à s tarefas domésticas e verificar o estado das encomendas. Assim que me sentei tocaram à  porta. Como a barriga já começa a pesar um bocadinho e a cama é baixa, é super irritante ter de me levantar outra vez assim que acabei de me sentar, mas lá fui. Quando cheguei ao intercomunicador perguntei quem era mas ninguém respondeu e ouvi a porta do prédio a abrir.

esperei um bocado para ver se sua alguém no elevador, mas como não ouvi nada voltei para o quarto. Pensei que seriam vendedores a vir bater à s portas todas e resolvi ficar quietinha e ignorar. Passado um bocado lá começam a tocar à  campaà­nha. Como já não me apetecia levantar outra vez deixei-me ficar e esperei que se fossem embora mas continuavam a tocar, algo que achei muito estranho. Pela insistencia comecei a ficar um bocado desconfiada – será alguém que conheço e que não avisou que vinha cá? Será a Augusta que perdeu a chave e resolveu vir à  segunda para compensar a falta da quinta passada? Comecei a levantar-me e ouvi o barulho da fechadura. Quando dei a volta à  cama e abri a porta do quarto dei com uma gaja no meu hall de entrada, numa pose muito furtiva de quem está a ver se ouve algum barulho antes de começar `procura de coisas para meter no bolso. Atrás dela, na escada, estava outra que não cheguei a ver bem.

Apesar da surpresa de ter alguém dentro da minha casa, aquilo que era óbvio para mim era que não conhecia aquela tipa de lado nenhum. Era morena, nova – à  voltas dos 20s talvez, magra, vestida de jeans e t-shirt justa rosa vivo, com o cabelo ondulado preso em rabo de cavalo. A outra não vi bem. Só sei que também tinha o cabelo ondulado, comprido e solto e é possível que tivesse alguma coisa na mão mas sinceramente acho que só uma sessão de hipnose para me lembrar de mais pormenores. A minha primeira reacção foi de raiva. Abri com um ‘que raio é que estás a fazer na minha casa’ a plenos pulmões que teve a reacção desejada. Ambas sairam disparadas pela escada abaixo e isso deixou-me ainda mais furiosa. Fui a correr atrás delas a chamar-lhes tudo o que me lembrei e a dizer que ia chamar a polà­cia. Depois tive um momento de clareza e parei. Não queria arriscar-me a ficar trancada fora de casa porque não tinha chave nem o jeitinho daquelas vacas nojentas para abrir portas alheias sem elas. Voltei a casa e fui buscar a chave antes de voltar a sair para a escada. Fui espreitar e vi que já estavam a chegar à  entrada do prédio. Vi também a vizinha de baixo a espreitar, que deve ter ouvido a gritaria e não resistiu à  curiosidade, mas odeio a mulher de tal forma que não me apeteceu ter que parar para falar com ela.

Voltei para casa e liguei ao Pedro e depois à  polà­cia. Disseram que mandavam cá alguém pelo que tive de ligar à  Alex a dizer que afinal não podia ir ter com ela como estava combinado. Como estava à  espera que chegassem os polà­cias, agarrei no taco de softball e desci as escadas até à  entrada do prédio para ter a certeza que elas não tinham voltado a entrar. Não tinha grande vontade de as encontrar pelo caminho mas não ia deixar que andassem por ali a tentar entrar noutra casa qualquer. Quando me certifiquei que a escada estava vazia voltei para casa e esperei.

Passado pouco tempo chegaram três polà­cias e voltei a explicar a história toda. Costumo deixar a porta trancada mas hoje fui fazer umas compras e ao voltar cheia de sacos pesados esqueci-me de trancar a porta pelo que tinha sido fácil de abrir. Eles examinaram a porta e a fechadura mas não tinha nada de estranho pelo que pediram a descrição das mulheres, disseram que iam dar uma volta pela zona e que não podiam fazer muito mais. Como nada chegou a ser roubado nem acabou de forma violente acho que não é uma situação considerada como grande prioridade nem há grande coisas que se pudesse fazer –  não iam mandar alguém tirar as impressões digitais da campaà­nha só por isto.

O Pedro veio para casa pouco depois e eu ainda estava um bocado nervosa, não tanto pelo que aconteceu mas pelo que a minha imaginação me diz que podia ter acontecido – se em vez de mulheres fossem homens que não se assustassem tão facilmente ou se as tipas estivessem armadas, a coisa podia ter sido muito pior.

Mas pronto, não será tão cedo que volto a esquecer-me de trancar a porta de casa.

Ainda fui enviar uma encomenda e quando saà­ de casa notei que estava a olhar à  volta com muito mais atenção para ver se dava com as mulheres que entraram na minha casa.

Quando fui buscar o Tiago, pouco depois, lá consegui descontrair um bocado ao contar a história à  Alex e ao Mike. Depois fui um bocado a csa deles para os ajudar com umas traduções e o Tiago brincar um bocadinho com o Eddie. O Tiago adorou o quadro de giz o que me diz que tenho de lhe arranjar um 🙂 Também ficou fascinado com a saida de água do frigorà­fico mas isso já estamos a considerar comprar brevemente porque o nosso frigorà­fico é muito bom mas já tem 11 anos, está com péssimo aspecto e já não tem espaço de congelação suficiente.

Jantar com muita birra

No sábado fomos jantar a casa dos meus sogros para celebrar o aniversário do pai do Pedro. O Tiago tinha passado o dia bem disposto mas sem dormir sesta, como vai sendo habitual ao fim de semana. Por qualquer razão, quando chegámos a casa dos avós o Tiago recusou-se a entrar, começou a fazer beicinho e depois de ser finalmente arrastado para dentro de casa passou a próxima meia hora agarrado à  porta a chorar e a berrar ‘quero ir para casa!’.

Foi toda a gente jantar, porque andar de volta dele só fazia pior, e mesmo assim demorou um bocado até ele se acalmar e ir finalmente à  procura de um brinquedo para se entreter. Sentar-se à  mesa connosco é que nem por nada. Andou a fazer show pela sala, pediu para ver um desenho animado e brincou com o carrinhos. A certa altura lá consegui convencê-lo a sentar-se à  mesa e comer um bocado de frango – fui mostrar-lhe uma batata frita e ele seguiu-me até à  sala tipo cãozinho – mas não se pode dizer que tenha comido muito.

Quando chegou a altura de voltar para casa já tinha mudado de ideias e foi outra birra para sair. Por essa altura eu já estava a cair de sono e voltei sozinha para casa enquanto o Pedro ficou com o Tiago que resolveu que agora é que queria comer o frango – já aprendeu que se pedir comida, água ou bacio normalmente não dizemos que não e consegue assim adiar as coisas. Quando finalmente voltaram para casa o Tiago vinha novamente a berrar e foi uma complicação para o meter na cama. Estava com demasiado sono para ser possível negociar com ele e o Pedro nem sequer conseguiu vestir-lhe o pijama.

Regresso do Pedro

O Pedro regressou de Austin na quinta feira dia 18, ao fim de mais um longo dia de viagem. Parece que se divertiu, apesar de ser uma viagem cansativa. Chegou de manhã cedo, apesar de para ele ser o meio da noite, e ainda voltou para a casa a tempo de apanhar o Tiago antes deste ir para a escola.

No geral a semana sem o pai correu bem e só na quarta feira é que notei o Tiago a tornar-se mais difà­cil. A reação mais estranha foi tamvez o facto de ter começado a fazer xixi nas calças na escola porque se recusava a ir à  sanita até ser tarde demais. Felizmente, depois de um fim de semana em casa com o pai, parece ter passado.

Depois de levarmos o Tiago à  escola fomos tomar o pequeno almoço e depois passámos na mobiliária para saber se havia novidades. A resposta era obvia e a situação já me começa a irritar um bocado. Tinhamos tudo planeado para ter as obras feitas antes do bebé nascer e por causa de uma dà­vida que o dono da casa só se lembrou de pagar depois de dizermos que queriamos comprar a casa já estamos com dois meses de atraso e os planos todos por água abaixo. Começa a apetecer desistir.

O Pedro estava estoirado mas não queria ir dormir para não tornar a adaptação ainda pior, por isso fomos fazer umas compras de presentes de aniversário – para o meu irmão, que eu não tive tempo de comprar a horas e para o meu sogro que fazia anos nesse dia.

De tarde fomos à  ecografia do segundo trimestre e parece estar tudo bem – os dedinhos todos, os orgãos todos onde deviam estar, o coraçãozinho a bater alegremente, nada de estranho.

Ainda tive de sair um bocado para comer qualquer coisa e andar para ver se a rapariga se virava porque não deixava ver o perfil. Levei montes de abanões e nada. Depois de um passeio e um gelado, lá voltámos e desta vez já deu para ver o que faltava e terminar a eco.

Depois fui buscar o Tiago e o Pedro lá acabou por adormecer durante um bocado.

Aniversário do mano

No sábado dia 13 o meu irmão fez anos. Como estava sozinha com o Tiago os meus pais deram-me boleia para poder ir à  festa.

Ao princà­pio o Tiago estava muito tà­mido e encolhido mas passado um bocado lá descontraà­u e passou grande parte do dia a correr no relvado, a que ele chamava ‘a selva’, sempre com um grande sorriso.O Rui, o miúdo mais crescido, demonstrou uma grande dose de paciencia ao passar imenso tempo a perseguir o Tiago, algo que ele adorou.

Eu passei grande parte do tempo atrás do Tiago para ter a certeza que não se magoava, mas ao fim de duas horas já não me aguentava em pé e tive que ir sentar-me um bocado. Como o sofá está ao pé de uma grande janela, conseguia ainda assim ficar de olho no Tiago para o caso de ser preciso alguma coisa.

Quanto ao relacionamento dele com o Gabriel achei uma diferença enorme em relação ao Natal – agora era o Gabriel que vai dar uma palmada ou empurrão no Tiago e o Tiago virava-se para ele com um ar muito sério e dizia ‘não se empurra!’ Acho que o filme Cars, com o carro verde que é o mau porque empurra os outros foi uma forma bastante eficaz dele aprender a lição 🙂

O Tiago continua um bocado nervoso ao pé dos cães, o que não é de espantar porque são bastante maiores que ele, mas esteve mais à  vontade do que da última vez.

O almoço estava bom, especialmente a tarte de espinafres, e o Tiago gostou muito da pasta de atum e adorou comer couscous pela primeira vez – dizia repetidamente ‘é parecido com arroz’.

A Ana emprestou-me umas roupas de grávida, que já não tenho nada da última vez, e emprestaram-me também o ovinho para o Quinny, para usar quando a menina nascer.

É interessante como as festas de aniversário do meu irmão passaram a ter tantas crianças de repente. Não há súvida que já somos a geração do passado 🙂

Home alone

O Pedro partiu ontem para Austin onde irá passar a próxima semana a assistir a conferencias no festival SXSW. Recebi hoje à s 8 da manhã uma mensagem a dizer que tinha chegado finalmente ao hotel, depois de um atraso na hora de partida do voo e 5 horas à  espera do voo de ligação em Newark.

Não estava à  espera de estranhar muito o facto de estar sozinha, já que só vejo o Pedro cerca de duas horas por dia, entre ele chegar a casa e a hora de ir dormir, mas faz mais diferença do que parece, principalmente por causa da diferença horária. Estou habituada a enviar-lhe mensagens cada vez que acontece qualquer coisa, por mais mundana que seja – se o Tiago fica a chorar na escola, por exemplo – e agora não posso porque durante o meu dia ele vai estar a dormir e vice-versa.

Durante o dia de ontem estive ocupada a fazer bolos de iogurte para o verdadeiro aniversário do Tiago que é hoje. Faz 3 anos e é costume levar um bolinho para a escola, para a sobremesa do almoço. Fiz outro para ficar em casa porque os avós vão querer passar por cá para dar os parabéns e porque assim pudemos começar o dia de aniversário com uma fatia de bolinho e o filme do Bambi, que o Tiago descobriu recentemente e parece ter gostado (pelo menos do princà­pio).

Ontem à  noite estava à  espera que o Tiago estranhasse mais a falta do pai mas até nem tive problemas. Li uns livrinhos e deitei-me ao pé dele até adormecer e depois fui para a cama ler um bocado. à€s duas da manhã apareceu o Tiago no meu quarto e passou o resto da noite comigo. Acho piada que ele tinha a cama quase toda vazia mas passou a maior parte do tempo encostado a mim, o que me deu muito pouco espaço de manobra mas não deixa de ser fofinho 🙂

Só esta manhã quando acordou é que o Tiago perguntou pelo pai e tive que lhe explicar novamente que o pai ia estar fora uns dias. Ele ficou um bocado mimado e tive de o levar ao colo para a sala mas depois ficou bem.

Festa

Depois de passar dois dias a limpar e arrumar a casa e a fazer os preparativos necessários para a festa do Tiago, ele passou a noite de sexta para sábado a vomitar. Começou à s 3 da manhã e só parou à s 6. Via-se que era obviamente a comida do jantar ainda por digerir e pensámos logo que seria um virus qualquer e que a festa teria de ser adiada.

Durante toda a manhã de sábado estivemos cuidadosamente a controlar o que ele comia mas não voltou a vomitar nem desenvolveu mais sintomas – nada de febre nem diarreia. A única coisa estranha era começar com uns soluços violentos cada vez que comia ou bebia algo mas não passou daà­.

Como ele até parecia bem disposto resolvemos manter o que estava programado e eu desatei a terminar os preparativos para ficar tudo pronto a horas. Pelo meio o Pedro teve que ir comprar uma nova máquina de lavar loiça porque a nossa, que há muito anda a dar problemas, ultimamente suja mais do que limpa a loiça que se mete lá dentro e eu fartei-me de vez.

à€s três e meia chegou o meu irmão e famà­lia e eu ainda de pijama a tentar acabar o paté e as sandes. A partir das 4 começou a chegar toda a gente e os últimos foram os meus pais que só chegaram à s 5. Por essa altura o Tiago estava já com uma grande cara de sono e resolvemos avançar com o bolo e as prendas para ver se ele ficava com um ar mais bem disposto. A principio recusou-se a soprar as velas, algo que costuma gostar muito de fazer, mas lá se dignou ao fim de muito encorajamento. Depois foi a vez das prendas que adorou, claro, especialmente os carros e camiões do ‘Cars’ para fazer companhia aos que já tem. Não largou aquilo o resto do fim de semana.

Eu passei quase o tempo todo à s voltas a ir buscar coisas, a arrumar, etc, e acabei por não ter muitas oportunidades de falar com ninguém, como é costume nestas coisas, mas acho que correu bem. Achei o máximo ao facto da situação entre o Tiago e o Gabriel se ter invertido desde o Natal. Desta vez foi o Gabriel (que tem ano e maio) que bateu no Tiago assim que chegou. O Tiago passou o tempo a proteger os seus carrinhos do primo, que obviamente estava curioso e também queria brincar, e cada vez que o Gabriel se aproximava o Tiago gritava pela mamã 🙂

Achei o máximo que a certa altura o Gabriel ia lá mesmo só por o dedinho em cima do carro para obter reacção – não estava a tentar agarrar nem nada, era mesmo só tocar com a ponta do dedo e o Tiago ficava logo em pânico. O mais giro é que quando o Gabriel se foi embora o Tiago disse que gostava do bebé, o que é precisamente o oposto do que eu estava à  espera. Eles têm mesmo muitos sentimentos contraditórios nestas idades…

Resultados

Na sexta feira ligaram com o resultado da amniocentese. Está tudo bem e confirma-se que é mesmo uma menina.

Eu já sabia que se ligassem directamente do laboratório o resultado era normal mas é impossível não ficar um bocadinho nevosa a receber esse telefonema.

Mas pronto, daqui para a frente ou há outro acidente como o do Alex, que seria uma conspiração cósmica brutal ou então em principio as coisas correm normalmente e já posso começar a respirar outra vez.

Looney Tunes

Durante o fim de semana o Tiago andou a explorar algumas caixas de brinquedos em que não costuma mexer e encontrou uma sárie de brinquedos de que já não se lembrava e outros que nem sabia que tinha. Nesta segunda categoria estava um peluche do Tweetie, bastante grande, que lhe tinham dado quando era muito bebé. Como o peluche era maior que ele, nunca chegou a brincar com aquilo. Desta vez achou piada e depois de brincar um bocadinho, como é um miúdo esperto, já percebeu que se há um boneco o mais provavel é haver um desenho animado correspondente, mesmo que nunca tenha visto. Começou então a dizer ‘vamos ver o tweetie, mamã’. ‘Ver?’, perguntei eu. ‘Ver onde? ‘ ‘Na televisão’.

Então lá fomos à  procura de desenhos animados do Tweetie na colecção de looney tunes. Ficou encantado. Quando acabaram o pai experimentou por outros e ele adorou o road runner e passou o resto da noite a dizer ‘beep beep’ e a rir-se.

Já tinha experimentado mostrar-lhe estes desenhos animados antes, numa tentativa vã de desenjoar do Mickey e dos Einsteins mas não tinha funcionado. Desta vez parece que pegou. Pelo menos é algo que os pais também conseguem achar piada, o que não é nada mau.