Festa

Depois de passar dois dias a limpar e arrumar a casa e a fazer os preparativos necessários para a festa do Tiago, ele passou a noite de sexta para sábado a vomitar. Começou às 3 da manhã e só parou às 6. Via-se que era obviamente a comida do jantar ainda por digerir e pensámos logo que seria um virus qualquer e que a festa teria de ser adiada.

Durante toda a manhã de sábado estivemos cuidadosamente a controlar o que ele comia mas não voltou a vomitar nem desenvolveu mais sintomas – nada de febre nem diarreia. A única coisa estranha era começar com uns soluços violentos cada vez que comia ou bebia algo mas não passou daí.

Como ele até parecia bem disposto resolvemos manter o que estava programado e eu desatei a terminar os preparativos para ficar tudo pronto a horas. Pelo meio o Pedro teve que ir comprar uma nova máquina de lavar loiça porque a nossa, que há muito anda a dar problemas, ultimamente suja mais do que limpa a loiça que se mete lá dentro e eu fartei-me de vez.

Às três e meia chegou o meu irmão e família e eu ainda de pijama a tentar acabar o paté e as sandes. A partir das 4 começou a chegar toda a gente e os últimos foram os meus pais que só chegaram às 5. Por essa altura o Tiago estava já com uma grande cara de sono e resolvemos avançar com o bolo e as prendas para ver se ele ficava com um ar mais bem disposto. A principio recusou-se a soprar as velas, algo que costuma gostar muito de fazer, mas lá se dignou ao fim de muito encorajamento. Depois foi a vez das prendas que adorou, claro, especialmente os carros e camiões do ‘Cars’ para fazer companhia aos que já tem. Não largou aquilo o resto do fim de semana.

Eu passei quase o tempo todo às voltas a ir buscar coisas, a arrumar, etc, e acabei por não ter muitas oportunidades de falar com ninguém, como é costume nestas coisas, mas acho que correu bem. Achei o máximo ao facto da situação entre o Tiago e o Gabriel se ter invertido desde o Natal. Desta vez foi o Gabriel (que tem ano e maio) que bateu no Tiago assim que chegou. O Tiago passou o tempo a proteger os seus carrinhos do primo, que obviamente estava curioso e também queria brincar, e cada vez que o Gabriel se aproximava o Tiago gritava pela mamã 🙂

Achei o máximo que a certa altura o Gabriel ia lá mesmo só por o dedinho em cima do carro para obter reacção – não estava a tentar agarrar nem nada, era mesmo só tocar com a ponta do dedo e o Tiago ficava logo em pânico. O mais giro é que quando o Gabriel se foi embora o Tiago disse que gostava do bebé, o que é precisamente o oposto do que eu estava à espera. Eles têm mesmo muitos sentimentos contraditórios nestas idades…

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