Obras, terceira semana

A obra continua a avançar bem. Depois de terem feito os roços para as diversas tomadas eléctricas e de rede, já taparam com cimento os tubos, que correm ao longo do chão, em todos os quartos e estavam hoje a meio da sala. Infelizmente parece que se esqueceram dos tubos para os fios das colunas o que quer dizer que amanhã vão ter de partir aquilo outra vez 😛

Fora isso tem estado a correr tudo bem. A casa de banho grande tinha uma zona saliente na parede onde encosta a sanita e pedimos por isso para colocarem o resto da parede ao mesmo nà­vel para o bidé e a banheira ficarem todos alinhados. Quando cheguei lá ontem já estavam os murinhos construà­dos, só até meio, o que permite alinhar os sanitários mas sem retirar o restante espaço de parede que pode servir para prateleiras se quisermos.

Discutimos também a disposição dos móveis da cozinha para determinar mais precisamente os sí­tios para os pontos eléctricos, esgotos e tomadas.

Hoje voltei lá para falar com o homem que vai instalar o ar condicionado e discutir a localização das máquinas em cada uma das divisões.

A seguir vai ser a parte da canalização. De momento eles desligaram a água, ligando só uma mangueira directamente à  saà­da do contador de forma a evitar a utilização dos canos. No entanto já foi lá uma das vizinhas de baixo queixar-se que tinha os tectos todos estragados, algo que obviamente aconteceu antes de comprarmos a casa. A responsabilidade não é nossa mas já deu para ver que vamos ter que lidar logo com vizinhos chatos a ver se nos sacam algum só porque agora somos nós a viver ali – um bocado como o administrador do condomà­nio a sugerir que devà­amos pagar o condomà­nio desde o inicio do ano quando a dà­vida não era nossa.

Quando ao condomà­nio ainda vou ter de ir pedir as contas do ano passado, a acta da reunião deste ano e pedir que me expliquem como é que chegaram ao valor de permilagem do nosso apartamento que na acta de condomà­nio está muito mais alta do que aparece na caderneta predial. Enfim.

32 semanas

Na última semana apercebi-me que cheguei finalmente à  parte complicada da gravidez. Estou constantemente cansada e passei a ter de dormir sestas ocasionais para conseguir aguentar o dia.

O Pedro passou a levar o Tiago à  escola de manhã para eu só ter de fazer o percurso uma vez por dia, o que já ajuda imenso, mas como continuo a tratar de diversas questões relacionadas com a obra da casa, há dias em que não me consigo sequer sentar durante duas a três horas até conseguir finalmente voltar para casa.

Para complicar ainda mais, chegou o calor e com isso a retenção de là­quidos e os tornozelos inchados. As minhas pernas estão irreconhecà­veis e já sei que agora vai ser assim até ao fim.

Para a semana vamos estar todos de férias. Precisamos de escolher o resto dos materiais para a obra – sanitários, puxadores, etc. Espero que pelo meio dê para descansar um bocadinho.

Também para a semana vou ter que fazer ecografia, análises e vacina do tétano e daqui para a frente as consultas vão ser cada vez mais frequentes.

Sinto que o meu corpo me anda a pedir um dia inteiro a dormir mas sou incapaz de o fazer mesmo quando tenho tempo. O stress com as obras e tudo o mais impede-me de ficar quieta mais de cinco ou dez minutos sem me lembrar de qualquer coisa que é preciso fazer ou acrescentar à  lista de perguntas e tarefas. Torna-se um bocado irritante mas não o consigo evitar.

Obras, ar condicionado e vespas

Hoje foi um dia comprido. De manhã vieram montar o ar condicionado da sala que tinha ido para reparação. Custa largar tanto dinheiro numa reparação destas mesmo antes de nos mudarmos mas grávida com este calor não pensei duas vezes.

O nosso administrador não deixou entrar os homens do AC sem um interrogatório prévio – quem eram, o que vinham fazer e em que andar – e depois veio bater-me à  porta a dizer-me para pedir aos homens que verificassem se a saà­da dos tubos do AC está bem isolada porque a nossa vizinha de baixo continua a queixar-se de infiltração. Os homens disseram que os tubos estavam bem isolados e que a vizinha de baixo nem sequer tem silicone à  volta das janelas de alumà­nio por isso não é de espantar que tenha infiltrações. Mas acham que a mulher vai deixar de tentar culpar-nos a nós? Claro que não.

De tarde fui até à  casa nova ter com os homens da Rentokil que foram lá acabar com os ninhos de vespas. Quando viram o tamanho do ninho maior ficaram um bocado na dúvida se dava para fazer aquilo hoje porque chegaram à  hora de maior actividade dos insectos, mas lá conseguiram sem aparente problema. Retiraram os ninhos e ficaram de voltar daqui a umas semanas para ver se sobrou alguma. O problema é que se não isolamos o telhado na próxima primavera lá estão elas outra vez.

Quando cheguei à  casa estava tudo em grande actividade. O Sr. Augusto, o empreiteiro, estava lá e pouco depois apareceu o electricista e estivemos a discutir colocação de tomadas, rede, pontos de luz, etc e ele começou a marcar os sí­tios nas paredes.

A demolição está praticamente concluà­da, faltando apenas alguns cantos em madeira e o chão da zona que tem a escada do sótão – para partir o chão é preciso tirar a escada, tirando a escada deixa de se ter acesso ao sótão.

Entretanto começaram a colocar cimento nas paredes para alisar. Achei isso muito estranho: alisar as paredes antes de fazer os roços para electricidade e canalização, mas o Sr. Augusto diz que dá mais jeito assim porque quando for para tapar já sabem até onde têm de encher e fica mais direitinho. Acho muito bem que faça como lhe der mais jeito mas não deixa de me parecer estranho arranjar a parede para depois partir outra vez.

A segunda porta da cozinha já foi emparedada e a segunda porta da dispensa também já tinha tijolo até meio. A casa começa a tomar forma e é giro ver este tipo de mudanças logo na segunda semana.

Quando já não estava lá a fazer nada voltei para casa mas depois decidi voltar à  obra para tirar fotos e levar o esquema da rede que o Pedro tinha feito. Dei com o electricista a sair mas entreguei-lhe o esquema e ainda falámos um pouco sobre isso antes dele sair.

Fui então tirar mais umas fotos e voltei para casa de vez.

Cheguei à s 4.30, cansada, cheia de sede e feliz por serem os avós a ir buscar o Tiago e não ter de voltar a sair. Infelizmente os avós esqueceram-se do ursinho do Tiago na escola e como ele ainda não dorme sem o seu ‘bebé’, lá tive que fazer o percurso até à  escola à  mesma. Mais meia hora de calor, mas enfim. à€ sexta feira é sempre difà­cil uma pessoa lembrar-se de tudo porque é preciso trazer lençóis e toalhas para lavar e é natural que escape qualquer coisa. Ainda por cima o raio do boneco estava bem escondido. Andou toda a gente à  procura dele pela sala até eu ver uma pontinha enfiada no compartimento dos sapatos, no cacifo junto à  porta – o mais longe possível do cacifo do Tiago. Mas pronto, pelo menos encontrei e lá vim para casa pelo que espero seja a última vez hoje.

No geral não foi um mau dia. A obra está a avançar e resolveram-se duas situações que estavam pendentes há um mês: o AC e as vespas. Amanhã provavelmente não me consigo mexer mas como é sábado pelo menos não tenho que me levantar cedo para levar o miúdo à  escola. Já é qualquer coisa.

Gravidez: semana 31

Agora é que começa a custar. Já está calor e já acordo cansada de manhã pelo que passo os dias com vontade de voltar para a cama. Mas se tento deitar-me não consigo dormir porque fico com o nariz entupido ou outro desconforto qualquer.

Graças à s obras, em vez de descansar mais tenho andado mais. Vou levar o Tiago à  escola e depois vou até à  casa nova tirar fotos antes de voltar tudo para trás, o que dá mais meia hora de percurso do que o normal. Como ainda por cima vou carregada com a máquina fotográfica e outras coisas que sejam necessárias – ontem voltei com dois sacos de compras do pingo doce, por exemplo – estou a fazer muito mais esforço do que até aqui.

Exercà­cio é bom, e sem dúvida é melhor do que estar em casa sem me mexer o dia todos, mas ter de carregar com coisas e fazer um esforço extra não é nada fácil nesta fase.

à€ noite continuo a acordar constantemente porque o Tiago continua a levantar-se por volta das 2/3 da manhã para vir dormir connosco e depois passa o tempo a bater-nos com os braços ou pés. O miúdo saiu com uma dose de sonambolismo herdada do pai e portanto, para além dos movimentos normais que todos fazemos durante a noite também fala no sono e à s vezes chega mesmo a sentar-se na cama apesar de estar a dormir. É muito cansativo para ele e para nós que estamos constantemente a acordar para tentar perceber o que se passa.

E por fim, como passo a manhã a lidar com questões relacionadas com a casa – ainda hoje fui buscar os papeis que faltavam: caderneta predial em nosso nome, pedido de isenção de IMI, mudança de morada fiscal, etc. – durante a tarde tenho que tratar das tarefas domésticas que costumava fazer de manhã – lavar roupa, arrumar a cozinha, limpar o caixote dos gatos – ficando com muito pouco tempo para fazer seja o que for fora das obrigações. Vão ser dois ou três meses lixados.

Felizmente estou entusiasmada o suficiente com a obra para não ficar aborrecida com nada disso. Sinto-me sempre melhor quando tenho um objectivo, mesmo quando dá trabalho.

Obras: fim da primeira semana

Tenho visitado a casa todos os dias para tirar fotos do progresso da demolição e penso que hoje fica tudo destruà­do. Quando cheguei à  casa hoje de manhã já só faltava retirar os azulejos da parede da casa de banho pequena e partir a outra casa de banho. O resto da casa já está sem chão ou azulejo nas paredes e pronta para começar a fazer os roços para a electricidade e canalização.

Amanhã ou depois devemos encontrar-nos com o electricista para decidir pormenores de colocação de tomadas, etc e na sexta feira vai lá alguém da Rentokil acabar com os ninhos de vespas do sótão.

Entretanto continuo a acrescentar fotos da obra no Flickr.

Demolição, dia 2

Hoje fui preparada com máquina fotográfica para captar a destruição da casa e não fiquei desapontada. O chão da sala, escritório, hall e dois quartos já está feito em bocadinhos e já tinham montado uma manga para deitar o entulho para um camião estacionado à  porta do prédio.

Tirei uma fotos que podem ser vistas aqui.

30 semanas

Cheguei aos 7 meses de gravidez. Faltam dois para a rapariga saltar cá para fora.

Na passada sexta feira fomos à  consulta e pelas medições a nossa mini-Joana está com cerca de 1,4kg. Se adicionarmos a isso o peso do là­quido amniótico, placenta, etc, dá para perceber porque é que já só consigo andar a passo de tartaruga. Não que isso faça grande diferença, aliás, pelo contrário, tenho andado a pé bastante mais do que o costume mas depois fico tão cansada que à s duas da tarde adormeço.

A melhor coisa que aconteceu esta semana foi o facto de ter começado a tomar um medicamento novo que acabou de vez com a azia. Já não conseguia deitar-me, sentar-me, dormir ou fazer fosse o que fosse sem aquele incómodo constante e de um dia para o outro passou. Um comprimidinho de Lanzoprazol de manhã e voltei ao normal depois de meses de sofrimento.

O peso continua estabilizado. Depois de ter aumentado 7 quilos nos primeiros meses só ganhei mais um desde o princà­pio do ano. Nunca pensei que fosse possível.

Inà­cio das obras

É uma da tarde e estou sentada pela primeira vez desde que saà­ de casa à s nove e meia da manhã. Não é uma situação ideal para quem está a entrar no sétimo mês de gravidez.

Depois de deixar o Tiago na escola, passei na imobiliária para deixar o correio dos ex-proprietários. A imobiliária já não tem nada que tratar destas confusões e as senhoras têm sido super simpáticas e pacientes com todas as confusões que rodearam a compra desta casa. Mas como não consegui combinar uma hora especà­fica com a senhora e nem sequer há sí­tio onde sentar na casa nova, foi o melhor que consegui combinar e não pretendo repetir.

A mãe do senhor que nos vendeu a casa, que foi quem ficou com a ingrata tarefa de tirar a tralha toda que ainda lá estava, levou acidentalmente um saco nosso junto com o resto. Ontem telefonou a dizer que o tinha encontrado e ficou de ir devolver o saco hoje. Não tinha nada que fosse muito importante tirando a lanterna azul ultra croma do Pedro e 4 chaves de parafusos que nos dão jeito e que terà­amos de substituir se desaparecessem.

Depois de deixar o correio, fui até à  casa nova e para grande alegria minha, constatei que tinha de facto começado a obra. Quando cheguei ao apartamento, à s 10 da manhã, o chão da sala já estava todo partido. Fantástico!

Tinha pensado esperar cerca de uma hora na casa, para ver se a outra senhora aparecia com o saco, mas com aquela barulheira toda não me apeteceu. Como hoje acordei à s 6 da manhã, quando o Tiago foi para a nossa cama, o pequeno almoço já tinha evaporado há algum tempo, por isso fui comer. Ao sair do prédio tinha tentado abrir novamente a caixa do correio mas aquilo parecia encravado, por isso resolvi ir a uma loja de chaves pedir para substituà­rem a fechadura. Não me conseguiram dizer precisamente a que horas é que podiam ir lá, por isso fui para casa.

Como acontece com grande parte das mulheres, no dia em que vem a empregada fazer a limpeza isso implica arrumar tudo antes. Os homens têm alguma dificuldade em compreender este conceito mas a lógica é que se estão montes de brinquedos no chão, papeis desarrumados e loiça por por na máquina, a senhora vai andar a perder tempo com isso em vez de aspirar, limpar o pó e lavar a casa de banho. É então uma questão meramente prática isso de ter a certeza que a casa está o mais desimpedida possível no dia da limpeza. Consegui por a loiça na máquina, fazer a cama e tirar as almofadas do chão. Quando estava a arrumar os brinquedos do Tiago telefonaram a dizer que o homem podia ir lá mudar a fechadura e saà­ a correr.

Fiquei dez minutos à  espera do metro mas consegui chegar ao mesmo tempo que o homem, que foi impecável. Não se limitou a mudar a fechadura mas deu-se ao trabalho de desmontar a porta da caixa do correio e endireitá-la o mais que conseguiu para que aquilo fechasse convenientemente. Quando acabou fui até à  loja para pagar e fazer umas cópias da chave da porta de entrada do prédio e da chave da janela que dá acesso ao telhado para ficarmos com uma cópia para nós porque pode ser preciso – se o condomà­nio se recusa a responsabilizar-se pelas reparações do telhado então precisamos de ter acesso ao mesmo sem ter que andar a pedir favores ao administrador.

De caminho passei na imobiliária outra vez e já lá tinham o saco com a lanterna, a chave de fendas e a nossa fita métrica de cinco metros. Yay!

Voltei para casa mas pelo caminho ainda fui comprar lâmpadas para o candeeiro da escada – algo que deveria ser da responsabilidade do condomà­nio, mais uma vez, mas que provavelmente implicaria ficar meses à  espera até alguém decidir ir mudar a lâmpada – e là­quido para as lentes de contacto (a loja onde costumo ir estava fechada – esta coisa do dia de hoje ser feriado para quem lhe apetece é absurda).

Estou cansada mas pelo menos sinto que as coisas estão finalmente a andar. Espero que continue a andar bem.

No meio disto tudo, aquilo que me irrita é que precisamente quando estamos a tentar poupar dinheiro para as obras parece que desatou tudo a avariar cá em casa. Já foi a máquina da loiça, a playstation e agora o ar condicionado da sal que vai custar quase 800 euros a reparar. Apetecia-me dizer para não fazerem nada à quilo mas daqui a um mês ou dois, quando o calor começar a apertar já sei que me ia arrepender. Oh well…

Aprovação filial

No sábado à  tarde fomos à  casa nova com um dos empreiteiros que nos fez orçamento para rever pormenores e alterações. Esperamos receber brevemente o orçamento final para se começar a partir aquilo tudo. Estou desejosa 🙂

Levámos o Tiago. Não sabia como ele ia reagir e estava um bocado preocupada porque a casa está tão cheia de tralha que sabia que ia ter de andar atrás dele o tempo todo para que não mexesse em nada perigoso. A reação do Tiago não podia ser melhor. Quando chegou ao terraço até deu uma gargalhada e passou o resto do tempo a correr em circuito à  volta da casa todo feliz. Está aprovada.

No domingo de manhã voltei à  casa para revisão do outro orçamento e agora vai ser roer as unhas até receber as propostas revistas, sempre com esperança que não demore muito, porque até conseguirmos mudar-nos e vender esta casa vamos estar a gastar mais do que ganhamos, o que nunca é bom para a situação financeira. Pagar uma casa, OK. Pagar duas, só mesmo para quem tem muita massa. Se fosse só o empréstimo tudo bem mas é sempre mais o condomà­nio, os seguros e agora o IMI desta casa que deixa de ter isenção.

Mas continuo muito optimista e entusiasmada com o projecto e acho que a casa merece. Tem muita luz e espaço e consigo ver-me a viver ali até deixar de conseguir subir as escadas de entrada ao prédio. E mesmo nessa altura monta-se uma daquelas cadeiras elevador e está resolvido o problema 🙂

28 semanas

Na quarta feira cheguei à s 28 semanas de gravidez. Faltam cerca de dois meses e meio até à  data prevista para o nascimento da nossa Joana e tanto como consigo verificar pelos pontapés que levo diariamente, tudo parece estar bem.

Continuo bastante cansada, o que não é ajudado pelo facto de me esquecer constantemente de tomar o ferro. Como não é suposto tomar aquilo com leite, porque o leite inibe a absorção do ferro, não tomo logo de manhã por causa do pequeno almoço e depois não me volto a lembrar o resto do dia. O stress da casa também não tem ajudado a memória mas tenho de fazer um esforço extra.

De tarde fui fazer a vacina por causa do grupo sanguà­neo. Já só falta fazer a vacina do tétano daqui a um mês e fico despachada de vacinas até ao parto. Tem sido uma por mês desde a amniocentese.

Os próximos dois meses vão ser complicados porque tratar de obras com a barriga no auge será certamente um sofrimento, mas paciencia. Acho que no fim vai compensar e vou ter finalmente uma casa com espaço, que é para mim o critério mais importante já que é onde passo a maior parte do meu tempo. Só o facto de passar a ter uma sala para o meu artesanato onde posso deixar as peças inacabadas em cima da mesa e trancar a porta para o trabalho não ser atacado por crianças ou gatos vai ser um alà­vio.