Feriado com o Tiago

Ontem foi feriado em Almada o que quer dizer que fiquei com o Tiago em casa. A vantagem é que consegui ficar na cama quase até às 10. A desvantagem é que o Tiago raramente dorme sestas quando está em casa, quer atenção contante e companhia para as brincadeiras e torna-se impossível fazer seja o que for a menos que ele esteja a comer e ver TV. Descansar é que ainda não foi possível.

Entre fazer gatos em plasticina, falar pelo Mickey Mouse e outras brincadeias, consegui limpar a cozinha, arrumar a sala e lavar roupa. Sempre com muitas interrupções, claro, e o Tiago é que carrega nos botões das máquinas de lavar 🙂

Uma das brincadeiras favoritas do momento é assustar. O que tem piada é que ele anuncia primeiro quem é que vai assustar, grita e depois desfaz-se a rir com a nossa reacção, mesmo que encenada e repetida vezes sem conta. Assustar os gatos, porém, como é a sério, dá-lhe muito mais gozo.

Há cerca de um mês eu e o Pedro fomos promovidos a mãe e pai em vez de mamã e papá. Não sei o que deu origem a essa alteração mas tem-se mantido consistente desde então. Quanto à mana, o Tiago já fala do assunto, dizendo que vai ter uma Joana para brincar – acho que a noção é mais um boneco novo do que uma irmã, mas suponho que é mesmo assim.

A alteração maior dos últimos tempos é a nivel da expressão de afecto. Eu sempre lhe dei muitos abraços e beijinhos e achava que ele até estava a entrar naquela fase em que eles começam a não querer essas coisas mas sucedeu precisamente o oposto. Agora é o Tiago que vem para o meu colo, seja de livre vontade seja quando pergunto se ele quer, dá-me um grande abraço e um beijinho na cara, com um grande sorrido, quando anteriormente apenas virava a cara para ser ele o beijado. A mãe, claro, fica toda derretida 🙂

Isso é um dos maiores problemas a nível da disciplina. Há muito tempo que não me irrito a sério com ele e consigo normalmente manobrar a atitude negative até ele ceder, só que por vezes, quando o Tiago começa a dizer ‘não vou nada’, ‘não faço’ ou semelhante, de braços cruzados e um ar super arrogante, às vezes até batendo o pé, tenho uma grande dificuldade em manter um ar sério e acabo por me desfazer a rir, terminando assim qualquer espécie de autoridade que tenha sobre a situação. Achar os miúdos fofinhos quando se estão a portar mal é uma crueldade da natureza 🙂

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