15 anos – Meliá Aldeia dos Capuchos

Estou casada há 15 anos. Olhando só para o número parece muito tempo, mas sinceramente passou num instante. Estou casada com o meu melhor amigo e formamos uma boa equipa.

A maior dificuldade numa relação longa, especialmente depois de ter filhos, é arranjar tempo só para o casal. O emprego, os filhos e até aqueles hobbies a que nos queremos desesperadamente dedicar quando temos algum tempo livre, têm tendência para empurrar para último plano o tempo passado a dois. É preciso lutar por isso e muitas vezes o cansaço é mais forte, mas desde que a relação seja sólida e haja honestidade, paciência e comunicação, nenhum obstáculo é incontornável.

Na quinta feira os meus pais ficaram com os miúdos uma horas e nós fomos jantar ameijoas e cadelinhas a Cacilhas.

à beira da piscinaHá uns anos que começámos a ir passar uma ou duas noites a um hotel por altura do nosso aniversário de casamento. Ficam os coitados dos meus sogros umas noites sem dormir a tomar conta dos miúdos e nós temos dois dias por ano de paz e sossego. É a coisa mais estranha do mundo poder passar esse tempo sem crianças aos gritos, sem ter de estar o tempo todo preocupada com o que é que que eles estão a fazer. Quando acaba é um choque brutal 🙂

Este ano resolvemos saltar a viagem longa e ficar aqui perto. Fomos para um hotel na Costa, mais precisamente o Meliá Aldeia dos Capuchos. O hotel é simpático apesar de ter alguns problemas de organização interna.

Quando chegámos fomos atendidos por um homem que tinha acabado de começar e teve de ser ajudado por um colega. Demorou um bocadinho mais mas não me posso queixar do atendimento. As pessoas com quem lidámos foram todas muito simpáticas e prestáveis. Acho que a maior falha é a nível de falta de informação claramente visível.

O quarto era confortável e o frigorífico deu montes de jeito para guardar as garrafas de água. As juntas dos azulejos da banheira é que precisavam de uma dose extra de lixívia porque estavam com algum bolor, algo particularmente notório na zona do silicone, onde a banheira encosta à parede. É um problema comum em zonas húmidas mas num hotel de quatro estrelas seria de esperar que prestassem mais atenção a esses pormenores.

As espreguiçadeiras da piscina também precisavam de mais sombra, especialmente com os 40 graus que estiveram este fim de semana. Na noite de sexta para sábado eles acrescentaram mais uns 4 chapéus de sol mas mesmo assim não foi o suficiente.

Para além da piscina grande têm também uma piscina para crianças e toda essa zona é bastante agradável. Mesmo com a mania que as estúpidas das pessoas têm de ir marcar a cadeira com a toalha antes de ir tomar o pequeno almoço e não ceder o lugar o resto do dia mesmo que não estejam lá sequer, conseguimos encontrar duas cadeiras de todas as vezes que fomos para a piscina. Nunca à sombra, claro, mas enfim.

Deviam arranjar um esquema mais eficaz para sentar as pessoas ao pequeno almoço em vez de deixar formar uma fila de vinte e tal pessoas só porque ainda não colocaram talheres na mesa. No domingo aparecemos para o pequeno almoço às nove e tivemos de desistir. Fui para a piscina até às dez e meia antes de tentar outra vez e mesmo assim ainda tinha umas cinco pessoas à frente.

O pequeno almoço é bom e variado. Eu comi croissants com queijo e fiambre e fruta mas havia toda a espécie de opções. No primeiro dia não havia pratos quando cheguei mas foram imediatamente buscar, no segundo acabaram os croissants e dois minutos depois já havia outra vez. Mesmo quase às onze da manhã, hora em que terminava o pequeno almoço, continuavam a repor a comida com rapidez.

Ainda considerámos jantar no hotel mas o restaurante não tinha qualquer informação do lado de fora, nem das horas de funcionamento nem do menu. Para saber o que era o jantar era preciso entrar no restaurante e ir falar com alguém. Quando se está a tentar decidir se vamos ficar ali ou vamos a outro lado, não apetece nada entrar e dar o número do quarto só para obter uma informação simples.

Na sexta acabámos por ir jantar ao Sunrise, um dos recentes restaurantes à beira mar da Costa. Comi arroz de marisco e cheesecake. Acho que foi demais porque no sábado tomei o pequeno almoço e não consegui engolir mais nada a não ser água o resto do dia. À noite voltámos à Costa para jantar mas acabei por comer só um gelado na Gelataria Pope, na rua dos Pescadores. Estava com mais calor do que fome. Não ia para aqueles lados desde miúda. Senti-me um bocado como se tivesse entrado numa máquina do tempo.

Como o hotel tem um Spa associado, aproveitámos para marcar uma massagem. Foi agradável e recomendo. Eu precisava de fazer massagem mais regularmente na zona dos ombros que têm uns nózinhos permanentes e para isso não serviu mas a escolha foi nossa. Eles tinham massagem terapêutica e até desportiva, dedicada a uma zona específica do corpo, mas optámos pela “relaxante” que é geral e dura 50 minutos. A piscina interior e o jacuzzi é que só num dia em que não esteja tanto calor. Nem se conseguia respirar lá dentro.

À hora do checkout havia fila outra vez e estavam a atender pessoas com dúvidas ao mesmo tempo que as pessoas que se queriam ir embora. O balcão estava dividido em duas áreas e podia estar claramente assinalado que zona era para o quê mas não estava. Pessoas que queriam informação sobre como ir para Lisboa, por exemplo, esperavam na mesma fila que o resto de nós, que estávamos de mala pronta, obviamente de saída. Lá os chamavam para a outra zona para os atender mas a coisa podia ser simplificada com sinalética. Quando chegou a nossa vez não tinham o valor das massagens junto com o resto da conta e a senhora já estava a dizer que era preciso ir ao Spa pagar, quando nos tinham dito especificamente que não era necessário. Mais uma falha de organização. Alguns telefonemas mais tarde lá resolveram a questão.

O Pedro passou o domingo a sentir-se um bocado mal, provavelmente graças aos excessos alimentares. Não pela quantidade ingerida mas porque comeu imensas coisas que lhe causam reacções alérgicas. Fomos almoçar com a família e recolher as crianças e ainda bem que eu continuava sem apetite porque passei o almoço todo com a Joana ao colo. Mas pronto, também já tinha saudades 🙂

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