Warwickshire

De manhã tomámos o último pequeno almoço no hotel da Legoland e fomos apanhar o autocarro de regresso a Windsor.

Chegámos mesmo a horas da mudança da guarda no castelo. Estava imensa gente nas ruas à espera que os guardas chegassem, tocando os seus trompetes e tambores.

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Como tínhamos comboio com hora marcada, não visitámos muito mais da cidade, nem chegámos a ir a Eaton, que é do outro lado do rio. Windson tem o castelo e Eaton tem uma universidade prestigiada, mas no fundo aquilo acaba por ser praticamente a mesma cidade. Para quem tiver tempo, há passeios de barco ao longo do rio que devem ser giros de fazer.

Fomos então apanhar o comboio para Leamington Spa. Tivemos de mudar duas vezes – em Slough e Oxford – e no último comboio tinhamos lugares reservados (não por escolha mas porque quando comprei os bilhetes vieram assim) e tivemos um encontro algo desagradável com um “mean drunk” que estava num dos nossos lugares, com várias garrafas e latas de cerveja à sua frente, e que foi bastante mal educado.

Os comboios são modernos, confortáveis, têm wireless e um trolley de comida como os aviões para quem se esqueceu de comprar umas sandes ou água antes de entrar.

Chegámos a Leamington à hora de almoço e a minha cunhada foi buscar-nos à estação. Deixou-nos no centro na cidade, junto ao jardim, e levou as malas com ela para não termos de andar a arrastar aquilo a tarde toda.

Fomos almoçar à Pump Room, que é o edifício das antigas termas. Mais tarde o meu irmão explicou que a cidade foi fundada à volta das termas, utilizadas desde os romanos e que se acreditava terem propriedades medicinais. Depois de uma visita da rainha Vitória, a terrinha foi renomeada “Royal Leamington Spa”.

A Joana adormeceu ao meu colo durante o almoço por isso não deu para passear a seguir. O melhor que conseguimos fazer foi ir até ao jardim, onde ela ficou a dormir num banco, com a cabeça no colo do pai, enquanto eu e o Tiago fomos dar avelãs aos esquilos. Um dos esquilos, claramente o alfa, vinha comer à mão e trepava pela perna acima sem medo nenhum. Os outros dois esquilinhos que por ali andavam, mais novinhos, eram mais tímidos e levavam grandes corridas do grandalhão cada vez que se atreviam a aproximar. O Tiago divertiu-se imenso e assim se passou uma horinha de espera.

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Pouco depois das três da tarde, o meu irmão saiu do trabalho e foi ter connosco. Visitámos a estufa do jardim e depois fomos comer um gelado. O Tiago fartou-se de trepar às árvores e o coitado do meu sobrinho caiu e esfolou um joelho, mas nada de grave.

A caminho da casa do meu irmão passeámos um pouco pela cidade. Leamington fica no condado de Warwick e é a cidade mais limpa que eu já vi. Não há lixo nas ruas, os edifícios estão todos pintadinhos de fresco, há flores por todo o lado e nota-se que as pessoas têm orgulho na sua terra.

O meu irmão explicou que as pequenas terrinhas da zona estão organizadas à volta de uma “market town”, ou seja, uma cidade com lojas enquanto que as outras só têm uma mercearia, um pub e pouco mais. Quer isso dizer que as pessoas da zona têm de se deslocar à Market Town para ir às compras. Leamington é a Market Town daquela zona, ou seja, tem uma avenida principal, a Parade, com as lojas das marcas mais importantes mas com muito menos confusão do que fazer compras em Londres. Isso também implica que as casas ali são mais caras do que nas vilas circundantes. Infelizmente não tive tempo (nem fundos) para ir às compras, mas também não era esse o objectivo da viagem.

Passámos pelo super-mercado para comprar comida e uns doughnuts Krispy Kreme absolutamente deliciosos antes de ir conhecer a casa deles. A casa é bastante simpática. É numa zona sossegada, tem 2 pisos, uma sala com acesso ao jardim e não fica muito longe do centro.

Preparámos as camas e o meu irmão fez o jantar. O Tiago estava todo feliz por já ter internet outra vez e por ele não teria voltado a sair do sofá o resto do fim de semana.

Sábado de manhã fomos visitar o castelo de Warwick que está transformado numa atracção turística. Tem um arqueiro que ensina os miúdos a disparar setas contra um alvo, uma torre das princesas, visita às masmorras e a história de uma das revoluções da zona, com figuras de cera.

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Infelizmente estava a chover, por isso não foi uma visita tão bem sucedida como poderia ter sido, mas mesmo assim visitámos o interior do castelo, com as suas salas mobiladas e figuras de cera nos trajes das várias épocas e ainda assistimos a um espetáculo de aves de rapina, com uma águia que apanhava comida em pleno vôo, um abutre que fazia vôos rasados por cima das cabeças das pessoas, uma coruja enorme e um condor gigantesto. Por essa altura desatou a chover a sério e tivemos de voltar para casa.

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