As mães não deviam ficar doentes

Nas últimas semanas os meus filhotes têm ficado doentes à vez. Primeiro a Joana, depois o Tiago que repetiu a dose logo na semana seguinte e foi novemente substituido pela irmã este fim de semana. Pelo meio foram semanas de estudo e testes, que, como seria de esperar, não correram pelo melhor.

Só a matéria de Estudos do Meio do 4o ano é de uma enormidade absurda. No primeiro periodo deram logo esqueleto, músculos, segurança (o que fazer em caso de incêndios, terramotos, etc) e mais a história da formação de portugal, desde os primeiros povos a habitar a peninsula ibérica até à crise de 1383-85. Isto tudo, claro, com montes de nomes e datas para decorar. Em 3 meses.

Sim, porque ensinar as crianças de forma a que eles se interessem pelos temas e que efectivamente aprendam alguma coisa era pedir muito neste país. Decorar para o teste e nunca mais ter que pensar nisso é uma longa tradição cuja estupidez ainda ninguém parece ter-se apercebido no ministério da educação.

No meio disto tudo, o Pedro foi-se embora durante três semanas e eu fiquei doente (um dos múltiplos vírus dos miúdos conseguiu finalmente espetar-me as garras). Eles já são crescidos mas continuam a querer que seja a mãezinha a fazer tudo (especialmente a Joana), por isso ficar doente está fora de questão. É preciso fazer compras, preparar comida, ajudar a vestir, levar à escola, lavar roupa e toda uma infindável pilha de tarefas, quando a única coisa que apetece é passar o dia na cama a tentar não tossir fora os pulmões.

Respirar fundo e esperar que passe. Que escolha tenho eu?

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