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Categoria: Obras

O tecto está a cair!

Monday, October 24th, 2011

Ontem à noite estava aqui sentada ao computador a actualizar a minha wishlist ao som da bruta chuvada que começou ao fim do dia quando comecei a ouvir pingar. Fui espreitar e vi rapidamente que estava água a cair pelo buraco do tecto de onde saem os fios eléctricos para o candeeiro. Fui buscar um balde e foi mesmo a tempo porque o que começou com uns pingos rapidamente se transformou numa corrente incessante. Avisei o Pedro e lá andámos os dois a tentar perceber o que se teria passado. A conclusão mais obvia, mas também aquela que gostariamos de evitar, é que o algeroz deve ter entupido durante o verão e rebentou. Foi o resultado da luta do ano passado com o condomínio. Nós queriamos por um algeroz exterior pela fachada em vez de o ter a correr ao longo de toda a placa de uma ponta à outra do prédio para escoar toda a água nas traseiras mas o condomínio não concordou. Agora apetece-me dar-lhes a conta da reparação.

Ainda é possível que tenha sido só uma telha partida, mas espreitando pela janela do sotão não se vê nada fora de sítio e a quantidade de água foi tão grande que me parece pouco provavel. Em meia hora enchemos um balde da água que pingava da zona do candeeiro e no tecto ao lado formou-se uma bolha tão grande por cima do estuque que aquilo partiu tudo. Foi preciso evacuar a minha casa de bonecas para não levar um duch, arrastar móveis e encher o chão de baldes e alguidares.

Entretanto já passava da meia noite e nós com receio de ir dormir não fosse darmos com a casa toda inundada de manhã. Felizmente a chuva parece ter abrandado ou a água acumulada na placa já tinha infiltrado toda e a coisa acalmou.

Já liguei ao empreiteiro a pedir para vir cá ver como se pode resolver isto mas não estou muito optimista. Ou se insiste no algeroz externo ou temos que fazer a água escoar para o terraço, o que pode causar infiltração pelas portas se o nível da água subir muito.

Pelo menos já tinhamos coisas a resolver porque os buracos da instalação do ar condicionado ainda não estão pintados, e já agora vem cá um profissional arranjar o canto da parede que o Tiago e o amigo destruiram. Mais vale habituar-me já ao facto de que estar em obras é o estado natural desta casa. De facto o espaço é optimo e tem imensas vantagens – no verão – mas também pagamos bem por isso, raios!

Ao fim da manhã o Sr. Augusto veio cá ver o que se passava e encontrou 3 pombos mortos no telhado, a impedir as saídas dos algerozes, um deles mesmo enfiado dentro do tubo. Não sei se será só isso mas é uma razão bastante forte para o que sucedeu. Resta saber se o tubo terá mesmo uma ruptura devido à pressão. Vamos ter de combinar uma limpeza anual antes de começar a chuva, apesar de achar que o condomínio é que devia fazer isso, mas se estou à espera deles…

Acabamentos

Tuesday, November 9th, 2010

Entrámos naquela que espero ser a última semana das obras. Começaram ontem os acabamentos, que era uma lista jeitosa mas que já vai em metade.

Ontem ficou pendurado o varão da cortina do duche e foi aplicado silicone na cozinha e casa de banho. Ainda faltam alguns sítios mas vai andando. Hoje esteve cá o carpinteiro e arranjou as portas que ainda fechavam mal. Entretanto estão a pintar e depois falta o canalizador e electricista para fazer as últimas correcções e em princípio fica tudo pronto.

Espero que sim porque estou um bocado farta de ter gente cá em casa, de não poder sair porque preciso de estar cá para abrir a porta quando voltam do almoço e quero finalmente limpar a casa a fundo porque estou farta de viver rodeada de pó. As obras correram bem, os homens são todos muito simpáticos e não tenho razões de queixa, ficou tudo muito giro e temos uma casa nova espaçosa mas quero poder finalmente começar a viver nela em vez de me limitar a acampar cá dentro.

Vantagens e desvantagens dos call-centers

Tuesday, November 9th, 2010

As desvantagens dos call centers são bastante óbvias: temos um problema para resolver, telefonamos para um serviço de apoio ao cliente e damos com alguém que percebe menos do assunto do que nós e que, em vez de tentar resolver o nosso problema, só parece estar preocupado em seguir o guião e nós ficamos na mesma.

Aconteceu-me precisamente isso hoje, quando telefonei para a linha da EDP 5D porque era suposto mandarem cá alguém para substituir o diferencial do contador de trifásico para monofásico e até agora ainda não tinham dito nada. Expliquei a situação, passei meia hora em espera para acabarem por me dizer que tinha de entregar uma declaração que já entreguei no dia em que fizeram o pedido. O homem acabou por me dizer que tinha de ir outra vez à loja da EDP ver se encontravam a declaração porque não estava no sistema. A minha resposta foi ‘estão a gozar comigo?’. Porque raio é que eu tenho de ir perder o meu tempo, sair à chuva com a minha bebé de 3 meses por causa da incompetencia de um dos seus empregados?

Para piorar a situação o tipo ainda continuou com o guião e tentar fazer-me aderir à facturação de valor fixo mensal e mais não sei o quê. Fiquei com vontade de lhe arrancar a cabeça mas não o fiz porque sei que a culpa não é dos pobres coitados que trabalham no call center. Quando perguntou se podia ajudar com mais alguma coisa disse simplesmente que só precisava de ajuda com o assunto que tinhamos estado a discutir e que ficou sem resolução por isso não queria mais nada.

Liguei ao Pedro para ventilar um bocado e no meio da conversa lembrei-me de uma coisa importante: o homem disse que no computador o meu contrato já estava como monofásico. Ou seja, se a alteração já foi feita a nível do sistema então não faz sentido nenhuma ainda andarem a falar na declaração do electricista. Se precisam da declaração para alterar o contrato e este já foi alterado, logicamente eu tive de entregar a declaração necessária.

Em vez de ir apanhar frio resolvi usar o sistema a meu favor. Voltei a ligar, apanhei uma pessoa diferente e comecei por perguntar se no sistema o contrato estava como sendo trifásico ou monofásico. Estava efectivamente monofásico. Limitei-me então a dizer  que o meu problema é que faltava virem cá a casa mudar o diferencial. Tinham dito que ligavam e até agora nada. A senhora deixou-me em espera novamente mas pouco depois estava a dizer que já tinha passado a questão para o departamento técnico e que hoje ou amanhã ligavam a marcar. Ligaram passada meia hora e vêm cá amanhã.

Portanto, em conclusão, a vantagem do call center é que podemos ligar as vezes que quisermos até obtermos a resposta que queremos. Basta mudar a conversa que se dá.

Dia longo

Tuesday, November 2nd, 2010

Esta noite acordei às 2 e às 5 para amamentar, como todas as noites. Às 6 o Tiago acordou e foi-se sentar à porta do nosso quarto. Tentei convencê-lo a voltar para a cama mas nestas situações ele só quer o pai. Lá foi o Pedro mete-lo na cama outra vez. Pouco tempo depois tocou o despertador.

Pouco depois das 8 chegam os homens da obra. Hoje passaram o dia a isolar o telhado, nos sítios onde ainda entrava água. Agora temos que aguardar nova chuvada para ver se ficou tudo ou se ainda escapou alguma coisa. Pouco depois chegou o homem que veio afagar os tacos do chão. Foi barulho o dia todo mas menos lixo do que estava à espera.

De tarde ainda vieram os homens que estão a isolar a junta entre os dois prédios. Passaram a tarde a entrar pela porta e a sair pela janela – na verdade saiam para o terraço, subiam ao telhado e desciam por rapel, mas é quase o mesmo – mas felizmente acabaram o isolamento e em princípio já não voltam. Uma coisa terminada.

A meio da tarde chegou a entrega das compras – a primeira nesta casa. Desde que nos mudámos, há 3 semanas, tenho ido ao Pingo Doce fazer pequenas compras quase todos os dias porque não quisemos estar a fazer a compra grande do mês mesmo antes da mudança e depois ainda não tinhamos tido tempo. O homem do Continente queixou-se que era uma rua lixada para estacionar a carrinha mas lá entregou as coisas.

Quando acabei de arrumar as compras foi altura de ir ao correio enviar uma encomenda. Felizmente não estava muita gente e foi bastante rápido. Quando voltei recebi o telefonema do serviço técnico da Siemens a avisar que chegavam daí a meia hora para vir arranjar a máquina da roupa que estava a deitar água para o chão desde a mudança. Basicamente a borracha estava rasgada e foi preciso substituir. Espero que fosse só isso porque andar a largar mais de 100 euros todos os meses em arranjos da máquina não compensa.

A minha mãe ajudou imenso porque foi buscar o Tiago e ficou a tomar conta dos dois miúdos enquanto eu lidava com a reparação da máquina, ia levantar dinheiro, etc.

Só às 6.30, ou seja, quase 12 horas depois de me levantar, é que acabou finalmente a confusão de gente a entrar e sair. Foi altura de arranjar qualquer coisa para o Tiago comer e adormecer a Joana que já estava com um ar muito cansado, coitada.

E amanhã há mais.

Passadas duas semanas

Tuesday, October 26th, 2010

Nunca mais tive tempo para escrever. O tempo vai passando e a casa continua uma confusão. Estou cada vez mais cansada e sem sentir que isto vá acalmar tão cedo.

Os dias são passados a tentar arrumar o que posso, a acalmar a Joana que não consegue dormir com o barulho das obras e a fazer listas infindáveis de tudo o que ainda falta – onde é que preciso de alterar a morada, que documentos preciso para cancelar contratos da casa nova, etc. Vou fazendo as coisas aos poucos e fico muito feliz quando consigo riscar algo da lista ou espalmar uma caixa vazia.

Pelo meio a Joana fez 3 meses e nem teve direito a um post celebratório, o que acho uma barbaridade. Felizmente é uma bebé dorminhoca e se conseguisse descansar até me dava bastante tempo livre. Infelizmente só consigo que ela durma ao colo porque salta a cada martelada. A única vantagem de lidar com uma bebé pequena, mudar de casa e estar em obras é que estou farta de perder pesso. Ao fim de 3 meses depois do parto peso menos do que antes de engravidar. Não há duvida que é um grande exercício.

As confusões com os vizinhos mantêm-se. De manhã fui ao banco mudar a morada das contas e seguros e passei o tempo a atender telefonemas sobre o isolamento da junção dos prédios e a questão do algeroz. A tapa-isola dizia que não vinha enquanto o tubo não fosse desmontado e tive de pedir ao Sr. Augusto para falar com eles directamente para resolver o problema. Eu compreendo que eles não queiram fazer um trabalho sem saber quem o paga mas também estão a fazer uma tempestade num copo de água por causa de um tubo de plástico.

Era então suposto desmontarem o algeroz hoje mas apareceu um homem da Tapa-isola às duas da tarde, falou com o Sr. Augusto sobre aquilo, viu que não conseguia montar o rapel no terraço, foi-se embora e 3 horas depois ainda não tinha voltado. Tenho a impressão que ainda não é hoje.

Lá consegui finalmente acabar de organizar a contabilidade do trimestre passado e ir entregá-la. Agora ainda falta devolver a chave da garagem, cujo aluguer acaba esta semana, por a casa à venda (sim, eu sei, isso já devia estar feito), e ir lá tirar umas buchas da parede, tapar buracos e eventualmente dar uma pintadela. Isto porque no sábado conseguimos finalmente acabar oficialmente a mudança. Com ajuda do meu pai e do seu jipe lá tirámos o resto das nossas tralhas da casa antiga e deixámos aquilo relativamente limpo e mostrável. Falta só lavar os vidros das marquises e fazer os tais arranjos cosméticos.

Na casa nova decidimos finalmente onde montar as estantes e por isso passei os últimos dois dias a desempacotar livros. Devo ter vazado umas 20 caixas e não parece ter feito diferença nenhuma à confusão que vai por aqui.

O sotão está quase pronto. Já forraram o telhado, acabaram hoje de forrar o chão e agora é só dar uma pintura. Espero que daqui a umas duas semanas tenham acabado finalmente as obras.

Esta mudança vai andando devagarinho e ainda não me sinto em casa, em grande parte por ter sempre pessoas a entrar e a sair e pó por todo o lado que não desaparece por mais que limpe, mas acredito que daqui a um mês ou dois a coisa começa a ficar mais fácil.

E agora tenho que ir buscar o Tiago à escola e passar a modo mamã.

O desafio da primeira semana

Friday, October 15th, 2010

Passámos a ter que nos levantar mais cedo para estarmos prontos quando chegam os homens das obras às 8 da manhã. Isso até é bom porque o Tiago estava sempre a chegar atrasado á escola – é suposto entrar às 9 – e a educadora já se tinha queixado que isso interferia com as actividades da manhã.

O maior problema, mesmo assim, é com a Joana porque como as obras do sotão continuam a Joana não dorme com o barulho. Só consigo que ela durma sestas deitada no berço quando os homens saem para almoçar e quando finalmente se vão embora ao fim do dia. Mas por essa altura chega o Tiago, que não é propriamente silencioso, e é outra vez o mesmo problema.

Tive também a tarefa de convencer o empreiteiro que o algeroz não podia ficar por fora e que ele tinha de arranjar solução. Depois de muitos argumentos lá o consegui convencer a voltar a colocar o algeroz por cima da placa – é pior para nós mas pelo menos acaba com a guerra. O empreiteiro diz que o problema é que o algeroz devia ser mais inclinado do que ele consegue fazer lá em cima, o que pode causar entupimentos mais frequentes. Eu sei que ele tem razão nestas questões técnicas e que vamos voltar a ter problemas de futuro mas vai ser uma questão de sermos nós uns grandes chatos e esperar que o condominio resolva e pague os estragos futuros.

O Pedro ligou à administradora do nosso prédio a dizer que estavamos a resolver o problema e eu tentei ligar à administradora do prédio do lado que não atendeu. Voltou a ligar na terça de manhã e lá consegui falar com ela. Ainda vão enviar uma cartinha oficial a expor o problema, só para se protegerem e poderem dizer que nós fomos informados mas em pricípio a situação não irá piorar porque o algeroz interno começou a ser montado nesse mesmo dia. Acho que prefiro ter baldes espalhados pela casa do que vizinhos a chatear-me.

Estou extremamente cansada e nem consigo descansar nem consigo avançar o suficiente nas arrumações. Na terça à tarde vieram montar o roupeiro e já comecei a vazar mais uma caixas, arrumando a roupa no sítio, mas sobra muita coisa porque ainda não decidimos onde colocar as estantes e estamos à espera que o sotão fique pronto para o usar finalmente como arrecadação para todas aquelas coisas que não se usam diariamente.

Como exemplo do meu nível de cansaço, na terça de manhã levámos a Joana à consulta e afinal era só em Novembro. Só liguei ao dia do mês e ignorei o resto. O Pedro diz-me coisas e eu até estou a prestar atenção mas não fica nada registado na memória e o cansaço físico, de passar dias e dias a carregar caixotes, é indiscritível. O mais estranho é que às 6 da manhã já estou completamente acordada e não consigo dormir mais. Go figure…

A meter água

Friday, October 8th, 2010

Hoje é um daqueles dias em que sinto que o universo me odeia.

Primeiro foi a sanita que começou a deitar água para o chão. Já foi reparada sei lá quantas vezes e não dão com o problema. Talvez tenha defeito mas o que raio é que se faz nesse caso? Parece que o empreiteiro não está com pressa e eu em stress por causa disto.

Depois foi a chuva e o algeroz defeituoso que causou infiltrações na sala e que deu guerra não só com a administração do prédio como com o prédio do lado. É algo que está para durar, com reuniões de condomínio e provavelmente custos adicionais.

Agora é uma tempestade no maldito fim de semana em que nos queremos mudar. Não só piora a situação da casa – apesar de terem ido lá hoje montar o algeroz exterior, mesmo contra a vontade do prédio, porque era a única solução – mas o telhado tem algumas telhas deformadas ou fora de sítio e uma ou duas paredes que não foram ainda isoladas por fora e a água está a entrar. Como os homens não podem subir ao telhado antes daquilo secar, porque é perigoso, vamos ver que estragos adicionais vai esta tempestade causar.

Mais tarde ou mais cedo esta obra tinha de meter água, não é?

Final Push

Friday, October 8th, 2010

Queriamos aproveitar o fim de semana seguido do feriado de 5 de Outubro para fazer a mudança com alguma calma, mas como não nos ligaram o gás a tempo tivemos de adiar. Aproveitámos então o fim de semana para embalar o máximo que conseguimos.

A casa está um verdadeiro caos e mal se consegue andar sem bater em caixotes. A cozinha, sala e uma das varandas estão prontas a seguir, o nosso quarto está quase, o escritório também. Falta o quarto do Tiago, que deixámos para o fim para ele continuar a ter um mínimo de normalidade enquanto estamos aqui, e a outra varanda pelo simples facto de se ter acabado o espaço para caixas.

Pelo meio vai muita coisa fora. Algumas ficam já cá e outras serão deitadas fora já na outra casa porque para acabarmos de embalar tudo a tempo não deu para vasculhar papel a papel e fica para quando formos arrumar.

Na segunda feira fomos ao IKEA comprar o roupeiro, que só entregam para a semana. Vamos ter de viver de uma mala de viagem durante alguns dias. Dava mais jeito que tivessem entregue o roupeiro antes da mudança porque tinham mais espaço para o montar, mas não se pode ter tudo. Pelo menos vou ter um roupeiro novo, maior que o actual, e vou fazer os possíveis para me divertir a arrumá-lo. Depois de todo este trabalho preciso de um girly moment :)

Na terça não avançámos muito porque tivemos um almoço de família. Ainda nos escapámos para a casa nova durante uns minutos que me deram tempo para montar o puxador que faltava no movel da cozinha e ver o estado da obra no sótão mas recebemos em pouco tempo um telefonema dos meus sogros a dizer que o Tiago queria ir para casa e tivemos que regressar.

Na quarta foram finalmente montar o contador e ligar o gás. A inspecção correu sem problemas mas ainda tive uma confusão por causa do termo de responsabilidade da alteração da instalação que dizia ‘reparação’ em vez de ‘alteração’ e vai ser preciso um novo. Para além disso hoje em dia pelos vistos eles obrigam não a uma mas a duas inspecções: uma da instalação, ainda sem o gás ligado e outra quando vão ligar o gás. O inspector vai ver precisamente a mesma coisa nas duas vezes mas eles acham boa ideia fazer-nos pagar a dobrar. Há coisas que me dão vontade de encontrar o imbecil que criou tal lei e dar-lhe um par de estalos. Vamos ver se ainda nos arranjam mais problemas por causa disto ou se nos deixam em paz. Senão é o que o Pedro diz: arranjamos um termo-acumulador e acaba-se o gás de vez.

Marquei então a mudança. Das empresas que contactei, só uma é que veio cá e entregou orçamento mas era muito caro. As restantes disseram que ligavam ou apareciam e nada. Liguei de volta a uma delas e perguntei ‘então? Disseram que os dados que dei por telefone não eram suficientes para fazer orçamento e que tinham de vir cá mas afinal não apareceram. Estão interessados ou não?’ A senhora foi ver e disse que os dados que tinham eram suficientes e não via nada sobre uma visita agendada. Disse-lhe que nesse caso precisava que me dessem um valor porque precisava de marcar a mudança nesse dia. A resposta foi 50 euros por hora, 2 homens, carrinha e motorista, dois dias para a mudança. WTF? 2 dias? Isso não pode ser. Lá foi a senhora falar com o colega. Quando voltou já eram 4 homens, uma carrinha grande com motorista, 60 euros por hora. Ficou marcado. As outras empresas que custavam 25 ou 30 euros por hora e eram só dois homens por isso achei que ia dar ao mesmo.

Entretanto as coisas começaram a correr mal. Os algerozes estam rotos e começaram a infiltrar água na placa e a pingar na nossa sala. A pintura do tecto já está toda estragada e vamos ver se o chão não começa a saltar. Os algerozes recolhem a água de um lado do telhado, correm ao longo de toda a placa e vão sair nas traseiras. Nós já sabiamos que a casa tinha problemas com os algerozes quando a comprámos porque as paredes por baixo dos pontos de entrada e saída dos algerozes estavam em muito mau estado. Só que agora começou a chover e a coisa está pior do que o esperado. O empreiteiro tentou resolver rapidamente a situação antes que o estrago piorasse, fazendo o algeroz sair logo pela fachada do prédio mas isso implica andaimes para montar o tubo do telhado até ao chão. E aqui começa a confusão porque é uma obra que mete a administração do prédio ao barulho e, como é óbvio, quando há mais gente envolvida a coisa começa logo a derrapar.

O administrador é um homem com bastante idade e muito doente que não está em condições de administrar coisa nenhuma, por isso é a filha que tem de tratar de tudo. Já tentei ir lá bater à porta para discutir os assuntos pessoalmente mas apanhava sempre o homem e não era possível ter uma conversa coerente com ele por isso desisti e passámos a comunicar por cartas colocadas na caixa do correio.

Hoje liga-nos a filha a dizer que não pode ser nada, que é preciso uma reunião de condomínio para decidir fazer alterações ao algeroz e que um tubo na fachada do prédio ‘não lhe parece bem’. Estamos lixados. Temos uma situação urgente para resolver e a resposta do condomínio é que ‘pode tentar marcar uma reunião ainda este ano’. Estão a gozar comigo.

Entretanto o empreiteiro resolveu borrifar-se para tudo isto e desatou a montar andaimes prédio acima para montar o tubo. Já estamos em guerra com o prédio e ainda nem fomos para lá morar. Dissemos que é a única solução de momento e que é uma coisa temporária até se arranjar uma solução melhor. Vamos ver o que dá. O stress até esta questão se resolver vai estar no vermelho.

Entretanto só temos hoje para acabar de empacotar tudo. Oh boy…

Atrasos

Friday, October 1st, 2010

Na quarta feira fui passar a manhã na casa nova, à espera da entrega das janelas para o sotão e que fossem ligar e fazer a inspecção de gás. As janelas chegaram e pouco depois foi a vez do gás. Não, não ficou ligado

Quando foram desligar o gás e levar o contador, pelos vistos levaram também o redutor que é suposto pertencer à instalação. Agora recusam-se a ligar-me o gás porque falta o redutor e tenho de comprar um novo. Isto parece-me uma grande aldrabice ou mais uma daquelas situações em que os empregados de uma empresa aproveitam o seu trabalho para fazer algo que lhes encha os bolsos. Por azar, o homem que foi ligar o gás não parece pertencer ao clube dos ladrões porque não tinha nenhum redutor para me vender, e como tal foi-se embora sem me deixar o gás ligado. É preciso ter azar – como é já costume, aliás.

Liguei ao nosso empreiteiro que disse que resolvia esta situação mas hoje já é sexta feira e até agora ainda não está lá a peça. Liguei esta manhã e ele disse que vão montar a peça na segunda de manhã, por isso já marquei nova instalação do gás para a semana. Espero que seja desta mas estou a prever que ainda vai haver um problema qualquer com a inspecção. Maldito gás…

Entretanto tenho já a casa cheia de caixas mas ainda falta empacotar muita coisa. Vamos tentar aproveitar o fim de semana para tratar disso. Consegui finalmente contactar uma empresa de mudanças que me ligou de volta e vêm cá fazer orçamento para a semana. Até agora o contacto com empresas de mudanças tem sido assim: uma veio fazer orçamento e dava um valor exorbitanto – qualquer coisa como 1500 euros – com 5 homens, duas carrinhas, um elevador exterior e polícias na rua. Eram 80 euros por hora mais não sei quanto para os polícias, o material para proteger os móveis era todo à parte, etc. Lamento mas não temos orçamento para tanto.

Depois contactei mais duas empresas. uma marcou visita e não apareceu e outra disse que voltava a ligar e nunca mais ouvi falar deles.

Esta última empresa foi quem fez a mudança dos avós do Pedro. Fiz a descrição dos móveis por telefone mas acharam que preferiam vir ver em pessoa por isso espero que apareçam. Neste momento já não tenho certezas de nada.

Quanto aos vidros, já deviam estar prontos e montados há duas semanas e até agora nada. o Sr. Augusto diz que vai hoje ver o que se passa porque também quer ver aquilo acabado, e a escada do sotão é suposto estar finalmente pronta a montar – falta o montar, claro.

Para piorar a situação tenho andado constipada, o que não ajuda. felizmente hoje já começo a sentir-me um pouco melhor e espero estar em condições de fazer tudo o que é preciso este fim de semana.

Blackouts

Tuesday, September 21st, 2010

Ontem à noite, quando estava a preparar-me para fazer uma lista de tudo o que temos de tratar este fim de semana, faltou a luz. O Tiago já estava na cama e não deu por nada, e eu rapidamente encontrei umas velinhas que tenho sempre espalhadas pela casa. A falta de luz deu imediatamente origem a ‘mental note: comprar uns castiçais giros’.

Esta manhã, depois de uma birra gigantesca do Tiago que estava com demasiado sono para a rotina da manhã, fui até à casa nova. Andam a por terra na coluna do prédio e estava logo um aviso colado na porta do elevador a dizer ‘corte de electricidade entre as 9 e as 13.00h’.

O dia não podia ter sido mais bem escolhido porque fui lá hoje para esperar pela entrega do espelho da casa de banho, que é um monstro de 100x140cm. Uma coisa que teria sido simples de meter no elevador e pronto teve que ser transportada escada acima, ainda por cima às escuras.

Enquanto esperava pela entrega andei a passear a Joana ao colo pela casa enquanto o carpinteiro acertava as portas que não fecham bem, e se queixava que a culpa é do colega que pintou as portas e as trocou todas, provavelmente com razão. Outro colega estava a fazer pequenos acabamentos como retirar os restos de fita e tinta das dobradiças. Vi que estava a começar a tirar a película das portas dos armários da cozinha mas pedi-lhe para deixar ficar porque assim pelo menos minimiza o risco de acidentes até estar tudo arrumado lá dentro.

Reparei que a torneira da cozinha não ficou bem montada porque o manípulo, semelhante ao das torneiras das casas de banho, estava virado para a frente em vez de estar do lado direito, como era suposto. Weird.

Estou desejosa de ir para lá limpar a casa toda e começar a montar móveis mas com a Joana atrás é complicado, senão estava lá agora mesmo. Para dar um exemplo, quando chegou finalmente o espelho e eu resolvi voltar para casa porque estava farta de vaguear ou estar sentada no chão, tive de deixar o carrinho de bebé e trazer só a Joana ao colo, com uma lanterna na mão pela escada abaixo porque ainda não havia luz.

A boa notícia no meio disso tudo é que, como a coluna do prédio estava num estado miserável, vai ser tudo substituido e vamos passar a ter fios novos não só na casa como também em todo o prédio, e uma ligação de terra a sério. Menos uma chatice para o futuro próximo.