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Exames

Tuesday, December 13th, 2011

Desde que engravidei da primeira vez que fiquei com a prolactina aumentada. Esta hormona, responsável pela produção de leite, é suposto aumentar durante a gravidez e depois reduzir. No meu caso mantem-se com um valor que so seria normal num segundo trimestre de gravidez, mesmo ao fim de 6 meses após a Joana ter parado de amamentar e apesar de ter tomado medicação para tentar normalizar a situação, medicação essa que na maioria das mulheres funciona em 15 dias e em mim nem ao fim de 2 meses. O valor reduz mas assim que paro os comprimidos volta tudo ao mesmo.

Para além de continuar a ter leite, a prolactina inibe a ovulação e como tal não tenho ciclos menstruais meses a fio. Foi graças a isto de tive dificuldade em engravidar, implicando medicação para ovular no caso do Tiago e para reduzir a prolactina no caso da Joana. Mas isso hoje em dia até seria a parte boa da coisa se não existissem outros efeitos secundários do aumento da hormona que não me deixam tão feliz. As variações de peso estão quase certamente ligadas com isso mas o pior são mesmo as mudanças emocionais. Estas alterações são as mais difíceis de explicar mas são também as que mais me preocupam. Fico desligada emocionalmente, perco grande parte da empatia (cuja única vantagem é que posso ver os filmes mais horrorosos sem me fazer grande confusão), passo a funcionar um bocado em modo automatico. Faço as coisas porque tenho de as fazer e não porque quero. E como não quero saber de nada também é mais fácil deixar passar coisas, algo que nunca me aconteria há uns anos atrás. A criatividade e libido também caem a pique e basicamente sinto que deixo de existir como pessoa. Por outro lado não me preocupo muito com nada, não fico triste com facilidade nem tenho grande ansiedade. Deve ser um bocado como andar a tomar anti-depressivos. Nem highs nem lows.

Quando tomo o raio dos comprimidos noto uma diferença tremenda. Parei para ver se a coisa normalizava por si e só não voltei a tomar porque queria fazer os exames primeiro mas se não decobrirem nada prefiro tomar aquilo o resto da vida do que andar tipo zombie mais um minuto que seja.

Depois de uma consulta e ecografia para confirmar que não estou grávida – quase impossível uma vez que fiz laqueação mas em casos raros acontece – fui fazer mais análises, que estão todas normais excepto para a prolactina, e hoje fui fazer um TAC para ver se encontram alguma coisa que possa estar a causar este problema. Agora é esperar pelo resultado e eventual consulta.

Flattery will get you everywhere

Friday, November 18th, 2011

Conversa de pequeno almoço:

Eu: Joana, tens as mãos todas sujas, não faças isso!

Tiago: O que é que a Joana fez?

Eu: Sujou-me a camisola com as mãos sujas de leite.

Tiago: A camisola que tens vestida é muito linda.

Eu: (a rir) Obrigada Tiago, és muito querido. Sabes, ganhas sempre pontos quando elogias a roupa das senhoras.

Tiago: Mãe, ficas sempre linda com as tuas roupas.

- Lição aprendida -

Sempre a andar

Sunday, November 6th, 2011

No passado fim de semana a Joana parece ter decidido finalmente que isso de gatinhar era para bebés e ela já era crescida e passou a andar consistentemente.

Ao fim de uma semana, vê-la a gatinhar passou mesmo a ser raro, apesar das quedas ocadionais. É o máximo vê-la a andar, com aquele ar desengonçado e muito pequenina (especialmente considerando o tamanho do irmão).

Também já come quase sempre sozinha, até os cereais de pequeno almoço (porque isso das papas também já não lhe interessa). Faz muita porcaria e come cereais com leite e outras coisas mais com a mão do que a colher, mas já posso ir fazendo outras coisas enquanto ela come sem ter de estar ali de colher em punho durante meia hora ou sempre de olho no prato para não entornar. Como também gosta de beber dos pacotes de sumo pequeninos, já faz uma refeição quase sem ajuda nenhuma. A limpeza no final demora um bocado, mas é um alívio tão grande ela ter mais esta independencia que nem me importo.

A guerra agora é com os brinquedos do irmão. Para além de não serem para a idade dela, que ainda mete tudo na boca, o Tiago não gosta particularmente de partilhar os seus brinquedos com a irmã mais nova e há alguma tensão ocasional. Daqui a mais um ano isso deixa de ser um problema, nem que seja porque já vai dar para comprar igual para os dois se for preciso, mas até lá vai ser o ano do terror, por este e outros motivos (não lhe chamam os ‘terrible twos’ por nada).

Locked out

Thursday, November 3rd, 2011

Com a pressa de levar os miúdos à escola de manhão, agarrei na mala e nem verifiquei mais nada. Quando voltei é que vi que não tinha chaves… nem telemóvel… nem ipod, nem coisa nehuma que desse jeito naquele momento.

Com telefone ainda podia ligar ao Pedro antes dele ir para lisboa, ou mandar uma mensagem pelo ipod, um email, qualquer coisa, porque à porta de casa aposto que ainda tinha rede. Nada disso.

Bom, pensei eu, pelo menos a minha mãe tem uma cópia da chave. Fui até lá, à chuva, claro, e tive sorte de a apanhar em casa. Voltei então para casa armada de chave extra e, já que estava a perder tempo de qualquer forma, resolvi parar no supermercado para comprar uma sopa para o almoço. Notei que o tempo hoje está bastante bipolar porque entrei no Pingo Doce com chuva e vento e saí uns minutos depois com sol e céu azul. Go figure.

Cheguei ao prédio, entrei, subi e meti a chave na porta. Rodou a primeira meia volta e parou. Por mais que tentasse não conseguia que a chave desse a restante meia volta. Raios, pensei eu, a Augusta bem que se tinha queixado que não conseguia abrir a porta com a chave nova, mas eu já tinha experimentado a dela, bem como a minha, e funcionam. Custa um bocado a encaixar ao princípio mas depois rodam bem. Esta, pelos vistos, não. Ainda considerei ficar por ali, na escada, o resto da manhã à espera que a Augusta chegasse mas não tinha nada para fazer, nem sequer o Kindle para ler um bocadinho, e só me apetecia era dar cabeçadas na parta ou mandar arrombar a fechadura. Felizmente não tinha o telefone portanto a febre passou-me antes de o conseguir fazer.

Fui à procura de uma cabine telefónica, encontrei uma moedinha na mala e liguei à minha mãe para verificar se ainda estava em casa e se não se importava que eu fosse acampar lá em casa o resto da manhã. Quando lá cheguei, liguei ao Pedro para ele não ficar preocupado se me tentasse contactar pelo telemóvel e ele acabou por fazer o sacrifício de voltar o caminho todo para trás desde o escritório em Lisboa para me ir abrir a porta de casa e depois voltar tudo de volta para o trabalho :(

Ao fim de mais de três horas já cá estou, finalmente. Já arranjei uma chave que funciona para devolver à minha mãe e um ganchinho para pendurar uma chave ao pé da entrada para não ter que usar a minha para destrancar quando alguém me vem bater à porta (como aconteceu ontem).

É claro que se tiver que voltar a acontecer não há nada que eu possa fazer para o evitar, mas durante uns tempos vou ser um bocadinho mais atenta com estas coisas. Uma manhã perdida e muita gente incomodada são razão suficiente para tentar evitar outra dose.

Compras

Saturday, October 29th, 2011

Com a mudança de estação foi preciso ir comprar camisolas de manga comprida para os miúdos. Conseguimos pela primeira vez passar uma manhã a fazer compras sem grande drama. O Tiago andou a correr de um lado para o outro mas sem desaparecer nem fazer estragos e, mais importante, sem amuar. A Joana foi-se entretendo com umas bolachas e também não fez birra. Conseguimos ir a 3 lojas diferentes e comprar roupa para eles e para nós.

Eu comprei os meus primeiros skinny jeans desde os anos 80 para celebrar a brutal perda de peso – já são quase 7 kg desde Junho. Nem tem sido particularmente complicado. Habituei-me a comer pouco de cada vez, vou engolindo uns iogurtes, comendo umas sopinhas e ainda como um quadradinho de chocolate de vez em quando, para não lhe sentir demasiado a falta, sem grandes problemas.

Agora tenho é as calças todas largas, o que não fica lá muito bem. Eu ainda por cima perco logo gordura é no rabo. Na barriga custa mais mas o meu rabo, que já é um bocado quadrado de feitio, é a primeira coisa a desaparecer e não há calças que assentem bem. As novas, como são justas e elásticas já ficam melhor. Como as coxas já não se tocam achei que podia finalmente usar esse modelo sem me sentir como um hipopótamos de tutu.

O tecto está a cair!

Monday, October 24th, 2011

Ontem à noite estava aqui sentada ao computador a actualizar a minha wishlist ao som da bruta chuvada que começou ao fim do dia quando comecei a ouvir pingar. Fui espreitar e vi rapidamente que estava água a cair pelo buraco do tecto de onde saem os fios eléctricos para o candeeiro. Fui buscar um balde e foi mesmo a tempo porque o que começou com uns pingos rapidamente se transformou numa corrente incessante. Avisei o Pedro e lá andámos os dois a tentar perceber o que se teria passado. A conclusão mais obvia, mas também aquela que gostariamos de evitar, é que o algeroz deve ter entupido durante o verão e rebentou. Foi o resultado da luta do ano passado com o condomínio. Nós queriamos por um algeroz exterior pela fachada em vez de o ter a correr ao longo de toda a placa de uma ponta à outra do prédio para escoar toda a água nas traseiras mas o condomínio não concordou. Agora apetece-me dar-lhes a conta da reparação.

Ainda é possível que tenha sido só uma telha partida, mas espreitando pela janela do sotão não se vê nada fora de sítio e a quantidade de água foi tão grande que me parece pouco provavel. Em meia hora enchemos um balde da água que pingava da zona do candeeiro e no tecto ao lado formou-se uma bolha tão grande por cima do estuque que aquilo partiu tudo. Foi preciso evacuar a minha casa de bonecas para não levar um duch, arrastar móveis e encher o chão de baldes e alguidares.

Entretanto já passava da meia noite e nós com receio de ir dormir não fosse darmos com a casa toda inundada de manhã. Felizmente a chuva parece ter abrandado ou a água acumulada na placa já tinha infiltrado toda e a coisa acalmou.

Já liguei ao empreiteiro a pedir para vir cá ver como se pode resolver isto mas não estou muito optimista. Ou se insiste no algeroz externo ou temos que fazer a água escoar para o terraço, o que pode causar infiltração pelas portas se o nível da água subir muito.

Pelo menos já tinhamos coisas a resolver porque os buracos da instalação do ar condicionado ainda não estão pintados, e já agora vem cá um profissional arranjar o canto da parede que o Tiago e o amigo destruiram. Mais vale habituar-me já ao facto de que estar em obras é o estado natural desta casa. De facto o espaço é optimo e tem imensas vantagens – no verão – mas também pagamos bem por isso, raios!

Ao fim da manhã o Sr. Augusto veio cá ver o que se passava e encontrou 3 pombos mortos no telhado, a impedir as saídas dos algerozes, um deles mesmo enfiado dentro do tubo. Não sei se será só isso mas é uma razão bastante forte para o que sucedeu. Resta saber se o tubo terá mesmo uma ruptura devido à pressão. Vamos ter de combinar uma limpeza anual antes de começar a chuva, apesar de achar que o condomínio é que devia fazer isso, mas se estou à espera deles…

Whining about balance

Saturday, October 22nd, 2011

There’s a saying that every cloud has a silver lining. It means that you should look for the good even in bad things. I always take it as a nice way to tell people to stop whining.

As humans I think we have a great tendency to complain. When things go well we may tell our closest friends but when things go wrong we tell EVERYBODY.

OK, so maybe not all the time. The REALLY bad things we usually keep to ourselves and maybe share with a therapist. But we do like to share our everyday annoyances and the people we vent to like to share theirs back. It creates a bond between people to know we go through similar events and have to face the same hardships in daily life.

Part of this is related to jealousy and greed. We want what others have, we sometimes resent those who seem to have more or be happier than ourselves. Even if today we are ten times better than we were a year ago, we always want more. I don’t think that makes us bad, necessarily. I suppose it depends on what we want and what we’re willing to do to get it. Just wanting more can actually be a good thing. Having a goal keeps life interested, keeps us focused, keeps us interested. Unless someone has the kind of personality that makes them feel entitled without having to move a finger to get what they want, most people work toward their goal and that makes them productive. You get a job to pay the bills, save money to buy a house, a car, whatever, get better at your job to be promoted and have more money to buy better things or simply to have fulfillment of being the best at what you do. That’s the idea, anyway.

The truth is that the universe seems to be a little twisted and likes to balance things out. This means you always have to choose. The common saying is ‘love or money’. It’s one example and it’s as good as any other. In practical terms what it means is you can’t have everything. To have something you have to sacrifice something else – to dedicate enough hours to be the best at your job there’s not enough time for a relationship or family, for example.

Sometimes your age, natural aptitude, bank account, whatever, may be enough to stop you from getting what you want and there’s little you can do about it. This means that the people who succeed at something, the ones we hear about, who inspire us or make us envious, are usually very driven people, with a single goal in mind that probably takes up most of their time and energy. The rest of us tend to stumble along the way on the multitude of little obstacles that cross our path and make us constantly whine and complain.

Looking back at our own lives I’m sure there are dozens of examples that leap to mind without having to dig very deep: A todler wants to be independent but can’t accomplish much without help; A teenager as the ideals, energy and sometimes drive to do many things but lacks the independence and funds, so unless they have extremely supportive parents or a complete lack of guilt about annoying them to death until you get what you want, most teens have to shelve their world domination plans until a later time; A young adult may have the independence, at last, but is usually too busy trying to find a way to pay the bills to have time for anything else; If you’re lucky enough to get a job doing what you love, that’s wonderful, but not many of us manage. And if you’re focused on getting that dream job, sometimes your personal life takes a back seat; If, on the other hand you fall in love and want to start a family, usually the dream job gets dropped from the top of the priority pile to make room for nest-building.

Then, as you get older, maybe your family and job are where they should be but you start gaining weight and feel unhappy about that. Or maybe, like a certain person who shall remain nameless, you manage to lose the weight that would make you feel better about your appearance but then suddenly have to get sodding braces at 38 years of age… Oh, wait… that sounds like whining again, doesn’t it?

Anyway, my point is that there seems to be a balance. For every little thing we gain  it seems that we lose something else, even if it’s a tiny something, just to keep things interesting. I just wonder why that is, that’s all.

And to me, the thing to keep in mind is: when you think about that person that seems to have everything you ever wanted, did you ever stop to think what they had to give up to get it? Do some lucky few actually manage to escape the balance rule or does it spread equally?

I think that’s why gossip magazines are so popular. If someone is rich and famous it’s only right they should at least get arrested for trashing a hotel room once in a while. None of the ladies at the hairdresser have ever been arrested so they can feel smug and superior for five minutes, and balance is achieved once again.

Ouch!

Thursday, October 20th, 2011

Esta manhã lixei as costas ao tirar a Joana da cadeira, depois do pequeno almoço. Ela esperneava, eu estava ainda a levantar-me e meio de lado e o esforço foi o suficiente para passar o resto do dia cheia de dores. Depois do choque inicial, de fazer uns exercícios para ver se aliviava e tomar um Brufen, porque andamos com poucas opções desde que grande parte dos nossos medicamentos passaram de prazo, ainda tive que andar a arrumar a casa e a tentar não dizer ‘AU!’ a cada dois segundos até poder finalmente estender-me  um bocado no sofá a ver se a coisa melhorava.

A minha mãe chegou às nove e meia, para fazer babysitting à Joana enquanto eu ia ao dentista. Continuei a sentir a dor mais já num nível controlável. Depois do dentista tive que ir às finanças e aí é que a coisa piorou. Depois de meia hora de espera sentada num banco de pau, tive grande dificuldade em levantar-me quando chegou finalmente a minha vez. Manobrar a mal do ombro para o balcão e qualquer movimento daí para a frente foram verdadeiramente desesperantes. Ainda tive que ir ao banco a seguir e só depois consegui finalmente voltar para casa, o que não ajudou muito porque foi preciso pegar na Joana ao colo, dar-lhe almoço e acabar de arrumar a casa. Felizmente a minha mãe ajudou e não sei se teria conseguido fazer tudo sem ela. Tento não gritar muito mas estava com umas dores violentas por esta altura.

Lá deitei a Joana para a sesta, almocei (tendo de tirar o novo elástico do aparelho que liga os dentes de cima aos de baixo, porque isto ainda não era desconfortável o suficiente) e depois tive direito a meia hora de repouso antes da miúda acordar novamente.

Estava preocupada com a hora de ir buscar o Tiago à escola porque isso implica carregar o carrinho da Joana mais os seus nove quilos escada acima e escada abaixo. Ainda pensei deixá-la a dormir, que parecia ter sono outra vez, mas a Augusta estava a limpar a cozinha o que faz barulho suficiente para a miúda se recusar a adormecer. Acabei por ter de a levar comigo mas por essa altura, felizmente, já estava melhor, depois de ter passado a tarde a mexer-me o mínimo possível.

Espero que com uma noite de sono isto passe porque não há pior do que uma mãezinha que se sente mal. Não só temos de continuar a tratar das crianças quer estejamos em condições para isso ou não como temos de o fazer com um mínimo de boa disposição, o que já é difícil num dia normal, quanto mais quando só queremos é estar na cama sem nos mexer…

Mais um virus vencido

Wednesday, October 12th, 2011

No domingo acabámos por não ir almoçar a casa do meu irmão, para limitar o contacto deles com o virus da Joana. Passámos lá só um bocadinho mais tarde, para cantar os parabéns ao Gabriel e dar as prendas. A Joana vomitou durante a viagem de carro e esteve muito rabujenta e o Pedro também se começou a sentir mal, por isso viemos embora o mais depressa possível.

Na noite de domingo para segunda eu comecei a sentir dores no estômago e assim que me levantei percebi que também tinha apanhado a virose. Como o Tiago ainda não tinha dado sinais de problemas, resolvemos levá-lo à escola, nem que fosse para estar longe do contágio por umas horas, mas já não fomos a tempo. Duas horas depois liga a educadora a dizer que ele tinha vomitado.

E foi tudo o que fez durante a segunda feira. Não aguentava nada no estômago, nem água dada às colherinhas. Ao fim de uns minutos vinha tudo fora. Felizmente não chegou a ter diarreia e na terça já parecia bem, cheio de fome e bem disposto. Eu também só estive mal um dia e a Joana ontem também já não tinha nada.

O Pedro parece ter sido o único que não se safou intacto desta treta porque ficou com o estômago todo lixado e passou o dia de hoje cheio de dores. Lá acabou por ir ao posto médico ao fim do dia, porque já não sabia o que fazer mais, e voltou medicado. Parte da medicação parece ser leitinho com chocolate frio e gelado – que chatice, não é? :) Acho que o Tiago teria gostado deste remédio (se não fossem as dores brutais, claro).

Hoje as crianças já voltaram à escola e parece que correu tudo bem. Aproveitei o dia para acabar de refazer a home da Nitro que já não fazia sentido como site de empresa e mais uns detalhes de design aqui e ali que ainda andavam pendurados.

Ainda falta fazer etiquetas com o novo logo, para levar umas peças para a loja de Lisboa e depois é atirar-me às peças novas que o tempo até ao Natal já começa a ser pouco. Perder duas semanas com viroses lixou-me o calendário todo.

O Pedro escreveu sobre isto aqui.

Virus e sapatos

Friday, October 7th, 2011

Na sexta feira à hora de almoço ligaram da escola a dizer que a Joana estava com febre. É o segundo viruzito que apanha, no primeiro mês de escola, tal como previsto. O que vale é que as crianças, mesmo doentes, se aguentam bem. Andou a encostar-se mais, resmungava quando ficava com febre e, percebemos depois, porque tem outro dente a nascer, lá foi tomando uns benurons e depois ficava OK.

Entre sábado e domingo já passou 24 horas sem febre e o mesmo na segunda. Na terça ainda ficou em casa para ter a certeza que estava OK.

A única chatice com isto é que o Pedro tinha tirado esta semana de férias para descansar, específicamente sem miúdos, e ter a Joana em casa lixou um bocado os planos. E como tivemos que andar a tratar do fecho da empresa pelo meio, pior ainda.

Ontem, quinta feira, foi o primeiro dia em que ambos os miúdos voltaram para a escola e o Pedro lá conseguiu ir gravar uns sons que estava a tentar acabar desde segunda enquanto eu arrumava a casa. De tarde, como veio a Augusta limpar o resto, levámos as gatas às vacinas e depois de ir buscar os miúdos à escola fomos comprar uns sapatos novos ao Tiago.

O Tiago, com quatro anos e meio, anda fascinado com os sapatos com luzes. Depois de lhe comprarmos 2 pares de Geox que ficaram desfeitos em 2 semanas (acho que ele anda no recreio de joelhos a arrastar com o peito dos pés no chão de tal forma que as tiras de velcro se desfizeram todas), iamos comprar uns mais baratinhos (porque sessenta e tal euros de duas em 2 semanas doi) mas fomos à Skechers e ele lá viu outros cheios de luzes e nós, que somos uns bananas que mimam demais a criança, lá largámos os 55 euros em vez dos 25 por uns ténis mais simples noutro lado. Oh, well.

Aproveitei para explicar que agora tem de ter mais cuidado com aqueles porque só lhe volto a comprar sapatos novos com luzinhas daqui a um ano. Vamos ver quanto tempo duram. Pelo menos é um  modelo diferente, com uma parte plástica à frente que pode ser que resista mais do que o tecido dos outros ao raspar no chão. Fingers crossed…

Hoje vai ser então o primeiro dia em que o Pedro está de férias e que não temos ninguém em casa nem nada marcado para ir fazer. Mal acredito! É incrível pensar que durante anos fomos só nós os dois e agora passam-se meses até conseguir um único dia sozinha com o meu marido. Se não fossem os meus queridos sogros que ficam com os miúdos ao sábado de vez em quando, acho que nunca tinhamos uma conversa sem interrupções de crianças aos gritos durante anos.