The Happening

Fomos ontem ver o The Happening e posso dizer que gostei, o que aparentemente é uma opinião pouco popular.

Apercebi-me recentemente que as pessoas no geral não gostam dos filmes mais recentes do Shyamalan. Tanto quanto compreendo estavam à  espera que o o homem fizesse o mesmo filme para o resto da vida e passa-lhes ao lado o facto dele fazer bons filmes, todos eles diferentes mas bem filmados, com suspense e uma visão pessoal.

Por mim posso dizer que até agora não fez nenhum que eu não gostasse. É óbvio que tenho favoritos, mas sinceramente o Sixth Sense nem é um deles. Gosto principalmente do Signs e do The Village.

Acho que essa coisa de querer obrigar um realizador a fazer filmes com twist final para o resto da vida quando ele tem obviamente outras qualidades é uma parvoà­ce.

Sendo assim, gostei do Happening. Está bem filmado, tem uma história simples e bastante suspense. Não é um filme de pipocas e explosões nem de twist final que explica tudo. É para ver pelo que é, pelo que vai mostrando.

Para mim é a versão Shyamalan do Birds do Hitchcock. Tem a mesma atmosfera e outros elementos que não digo porque não gosto de estragar os filmes à s pessoas visto que acredito que quanto menos se souber num filme destes melhor, algo que alguns crà­ticos de cinema deviam aprender.

E por fim, parem de bater no Shyamalan por não passar a vida a fazer o Sixth Sense outra vez. Há tão poucos filmes bons hoje em dia. Com este tipo de pressão para fazer filmes comerciais acabam por acontecer coisas como por o Ang Lee a realizar o Hulk e depois queixam-se que o filme não tem cenas suficientes com o boneco a destruir tanques. Há que respeitar sensibilidades diferentes e celebrar isso mesmo. Já há demasiados filmes maus no mundo.

Tiago, 15 meses

Na sexta feira o Tiago foi à  inspecção médica no infantário. Vê-lo andar pelos corredores enquanto esperávamos lembrou-me que quando lá estivemos para o inscrever ele ainda não andava e agora já não faz outra coisa.

A aprendizagem continua a uma velocidade alucinante para quem vê de perto, enquanto que ao mesmo tempo parece que coisas que para os adultos são básicas demoram imenso tempo.

O Tiago já come com a colher, por exemplo, mas ainda com algumas falhas porque aplica demasiada força quando não é preciso ou morde a colher ao mesmo tempo que a puxa para fora da boca resultando numa grande porcaria.

Geralmente, como treino, dou-lhe uma colher para ele ir comendo o puré de fruta e vou dando e umas colheradas pelo outro lado. A papa não deixo porque fica mais papa no chão, roupa, cadeira e em mim do que na barriga dele. O peixe e a carne continua a comer sozinho e já mastiga muito bem por isso basta cortar em bocados pequenos e não é preciso picar. Só que como são coisas que não agarram à  colher as tentativas aà­ precisam de um pouco mais de ajuda porque é comum ele segurar a colher virada para baixo, por exemplo. Mas não posso ajudar muito porque o Tiago é muito independente e se começo a tentar virar a colher ou agarrar-lhe na não ele desiste. Quer fazer tudo sozinho.

A andar é a mesma coisa. Não gosta que lhe segure na mão. Quer ir sozinho. Mas já anda na rua sem problemas, e até na relva, algo que ele detestava há uma semana atrás. Fomos ao parque esta semana e ele fartou-se de andar na relva, em grande parte atrás dos patos que estavam a tentar dormir uma sesta à  sombra.

O mais interessante é que os livros dizem que depois de aprender a andar é que as crianças aprendem a agachar-se e com o Tiago foi ao contrário. Já se baixava e voltava a levantar dobrando os joelhos, para a apanhar coisas do chão, antes de andar. Também já atira a bola e apanha-a em movimento quando a atiramos para ele, já faz torres de cubos e copos da altura dele, já consegue por as peças do puzzle de madeira no sí­tio certo apesar de ainda não conseguir virá-las até encaixarem perfeitamente – fica frustrado muito depressa e desiste facilmente, acho que é porque ainda não percebe bem porque é que as formas não entram quando ele sabe que o sí­tio está correcto. Ou seja, a parte de reconhecimento das formas ainda não está aperfeiçoada mas já não deve faltar muito.

De resto, continua a gostar muito de livros. Agarra num livro e vem para o meu colo. Vai apontando para os vários objectos enquanto eu digo os nomes ou leio a história. É a melhor parte, neste momento. É bom saber que ele escolhe uma actividade para fazer comigo e que gosta de passar aquele bocado ao colinho enquanto ouve uma história.

Os lápis continuam a ser mais interessantes como comida do que como instrumentos de desenho e apesar de já fazer uns rabiscos não se parece interessar muito.

O nà­vel de dificuldade em termos de protecção anti-quedas vai aumentando, especialmente agora que ele já sobe para o sofá. Também sabe descer sozinho mas não se pode confiar porque à s vezes dá-lhe para se por em pé no sofá e pode cair dali abaixo. Por um lado ele anda mais independente e já vai para o quarto brincar sozinho o que em teoria me permitiria ter mais tempo livre mas na prática isso não funciona porque tenho de continuar a ir atrás dele para ter a certeza que não lhe dá para fazer qualquer coisa perigosa.

Por fim, passámos a ter de ir à  praia. Já não iamos há anos mas este ano tem de ser porque o Tiago adora. Quando descobriu a água ficou fascinado e nem quer saber se está fria. Chapinhar é que é.

Felizmente descobrimos uma praia com pouca gente. É preciso andar um bocado mas compensa. Se não fosse o vento ao final do dia, que é a hora que nos dá jeito, até iriamos mais vezes.

Observações sobre a feira Alma da Rua

Nunca fui grande fã de feiras. Fartei-me de ir quando era miúda, a feiras de agricultores com os meus avós que iam comprar galinhas, coelhos e sementes, a feiras com carrinhos de choque e algodão doce e acho que sempre me senti um bocado desconfortável com o mar de gente em constante movimento e a confusão em geral.

Quando comecei a fazer artesanato mais a sério, porém, deparei-me com a realidade das feiras de artesanato serem dos poucos sí­tios onde se pode apresentar regularmente o nosso trabalho a novo público sem ter uma loja. Por isso, desde essa altura que tenho vindo a estudar a hipotese de participar numa.

É claro que ter um bebé pequeno não me permitiu ver essa questão muito a sério durante o último ano e o que lia sobre o assunto ia sempre parar ao mesmo: as feiras estão cheias, é dificil que aceitem pessoas novas e ainda por cima há muita gente a fazer bijutaria o que torna a situação ainda mais complicada.

Quando soube que tinha começado uma feira em Almada achei que vinha mesmo a calhar. Era perto de casa por isso o Pedro podia ajudar-me a montar e desmontar e não era preciso deixar o Tiago com alguém todo o dia. Achei que era bom demais para deixar passar a oportunidade por isso candidatei-me.

Não esperava vender muita coisa. Ia mais numa de mostrar o trabalho a pessoas novas, distribuir uns cartões com o site, divulgar o workshop um bocadinho.

Infelizmente, porém, não apareceu muita gente. Estava um dia particularmente quente e foi toda a gente para a praia ou ficaram em casa e as maioria das pessoas que passaram pela minha banquinha eram pessoas que já me conheciam e que sabiam que eu ia estar lá.

Mas pronto. Pelo menos fiquei a saber como é e até gostei de lá estar. As pessoas que participaram pareceram-me todas muito simpáticas e aproveitei o tempo para fazer umas peças novas. Fiquei um bocado queimadita do sol porque não tinha previsto que ia MESMO precisar de um toldo por isso estive a assar até o Pedro chegar com o dito, mas de resto não me posso queixar porque ia bem preparada com protector solar, chapéu, água, bolachas e material para trabalhar.

Parece que as próximas feiras vão ser à  noite, o que faz sentido durante o verão mas tornam a minha participação mais complicada porque o Pedro não pode deixar o Tiago sozinho a dormir em casa enquanto me vem ajudar a desmontar. Mas posso tentar arranjar maneira de transportar tudo sozinha se achar que vale mesmo a pena – com uma mala de viagem com rodinhas e sem precisar do toldo por ser à  noite até acho que era capaz de dar. Vamos ver.

E pronto. Deixo-vos com umas fotos do evento.

Alma da Rua

No próximo sábado dia 14 de Junho vou participar na feira de artesanato de Almada ‘Alma da Rua’.

É a segunda edição deste projecto que vai decorrer no Parque Urbano Julio Ferraz (que é aquele relvado em frente ao Centro Comercial M. Bica) das 10 da manhã até à  8 da noite.

É a primeira vez que participo numa feira por isso estou um bocadinho nervosa e foi com tão pouca antecendência que vou andar o resto da semana a correr para ter tudo pronto.

Espero que me venham visitar 🙂

Workshop > aneis em arame

Tenho tido muita gente a perguntar como é que faço os aneis de arame enrolado por isso estou a organizar um workshop em Almada, provavelmente num sábado de manhã, em data a anunciar.

Se tiverem preferencia de dias ou horários agradeço que enviem também essa informação para poder organizar isto da forma que der para o máximo número de pessoas.

Se o workshop correr bem haverá mais, inclusive de nós celtas, que também parece interessar a muita gente.

[ Nota posterior: Vão realizar-se novos workshops a partir de Novembro. Mais informações aqui.]

É tão giro…

… ver o Tiago a andar!

Afinal não demorou muito tempo a habituar-se. Em menos de uma semana começou a andar mais do que a gatinhar e agora é ele que vai buscar os sapatos e pede para os calçar.

E começou a usar qualquer coisa como telefone – comando da tv, sapato, urso de peluche… Encosta à  orelha e diz ‘bye-bye’.

O que me leva à  questão da fala que se vai desenvolvendo muito devagarinho. Percebe tudo muito bem mas não é muito falador. O que tem mais piada é que está a ficar verdadeiramente bilingue, graças aos brinquedos da chicco (que estão sempre ligados para inglês porque a voz portuguesa irrita-me) e ao Baby First TV (está a ficar viciado na TV e já reclama quando desligo). Quando ele nasceu eu falava com ele quase exclusivamente em inglês e li-lhe diversos livros em inglês. Só quando ele começou a emitir sons é que achei melhor começar a insistir no português.

Tudo isto para dizer que as primeiras palavras do Tiago (que podemos comprovar que ele sabe o que está a dizer e não são meros sons ao acaso) são ‘olá’ e ‘bye-bye’. É mesmo fifty-fifty 🙂

É claro que isto de não saber em que lingua é que ele está a tentar falar tem algumas complicações. Quando ele aponta para a bola e diz ‘bol’ estará a dizer a palavra incompleta em portugues ou a dizer ‘ball’?

O mesmo para coisas como o urso de peluche. Ele aponta e diz ‘ba’. Como está numa fase em que chama ‘ba’ a tudo não ligo muito e repito ‘urso’. Mas se ele está a tentar dizer ‘bear’ é capaz de ser confuso.

Também não costuma dizer ‘papá’ muito frequentemente. Aponta para o pai e diz ‘dada’, o que é mais uma vez a versão inglesa que depois resulta no ‘daddy’ ou ‘dad’. Se calhar ‘papá’ é demasiado parecido com ‘papa’.

Mas gostava imenso que ele falasse mais, nem que fosse só a fazer sons ao acaso. É que para passar os dias sozinha com uma criatura muda bastavam os gatos 🙂

Hoje fomos ao Pediatra para a consulta dos 15 meses. Ele começou a chorar assim que entrou no consultório e não parou até sairmos da clà­nica. Coitado. Este mês vai sofrer. A seguir são as vacinas e depois mais uma consulta na creche.

Mas está tudo bem, continua a crescer bem – já tem 82 cm de altura e 10kg e 80 gramas – e espero que não tenha apanhado o que quer que seja que tinha o miúdo que estava a tossir sem parar na sala de espera. No entanto já me passou aquela dose de excessiva protecção em relação à s doenças. Ele já é crescidinho por isso se adoecer paciência. é chato mas aguenta-se.

A agitação da manhã foi tal que almoçou muito mal e adormeceu no meu colo antes de ter tempo de o por na cama. Geralmente é só gritos e pontapés para ir dormir a sesta.