Noite dificil

O Tiago anda constipado semana-sim semana-não desde Outubro. No geral não tem sido nada de grave, sem grandes febres nem infecções nem nada disso, o que pelo que tenho visto de outras mães tem sido uma sorte, especialmente para um miúdo que anda na creche e cujo pai teve um virus brutal durante o Natal.

Normalmente só se nota que está efectivamente doente durante um dia, em que se anda a arrastar pelos cantos, só quer colo e dorme brutas sestas ou então não dorme nada. No dia seguinte já costuma ter um comportamento mais normal, e se não fosse o nariz entupido e a tosse, nem se dava por nada.

Os maiores problemas com estas constipações contà­nuas são o facto de deixar de comer: duas colheradas de arroz, pousa a colher ou garfo, afasta o prato, começa a sair da cadeira e é uma dor de cabeça convencê-lo a comer mais um bocadinho que seja. A sopa acabou, a fruta só daqueles pacotinhos de chupar porque comer puré de fruta à  colher também já não quer e fruta à s rodelas também não vai – limita-se a esmagar a fruta na mão e não come nada.

A única forma de comer estas coisas é saltar uma refeição: quando não come sopa ao almoço voltamos a dar ao lanche em vez do leite ou do iogurte. Faz uma grande birra porque não é aquilo que ele quer mas lá acaba po ceder, ao fim de muito protesto. Depois lá lhe damos-lhe o iogurte.

Estas lutas por causa da comida são muito cansativas e verdadeiramente deprimentes. Como ele é magrinho não nos podemos dar ao luxo de o deixar sem comer. Tinhamos esperança que de uma refeição para a outra a fominha fosse mais forte que a birra mas isso nem sempre acontece e à s vezes o pequeno almoço fica todo no prato.

Aquilo que salva a situação é que na creche ele come bem. Com os outros miúdos e umas educadoras que não ligam a fitas, ele come tudo sozinho e aparentemente sem grandes problemas. Quando tem de ficar em casa por estar doente é que fica tudo estragado.

O jantar de ontem foi um bom exemplo desta fase. Sentei-o à  mesa, ele começou a gesticular em direcção à  sopa e começou a comer assim que conseguiu chegar à  colher mas ao fim de duas ou três colheradas parou, afastou o prato e começou a tirar o babete. Como é que se passa de fome para ‘já acabei’ com esta rapidez?

O Pedro fez massa com atum para ser a mesma comida para todos e o Tiago ficou montes de tempo a tentar espetar a massa com o garfo mas depois não a comia. Finalmente caçou um cogumelo, meteu-o na boca e cuspiu-o fora rapidamente. Voltou a afastar o prato.

Fui aquecer-lhe arroz, que ele costuma gostar. Comeu um bocadinho mas nem chegou a meio antes de voltar a desistir. Finalmente dei-lhe a fruta, que ele comeu, e depois ficou um bocado a brincar com a massa outra vez, mas não para comer – começou a tirar bocadinhos de massa da tigela a e pà´-los no meu prato. Provou uma rodela de azeitona, que acabou por comer e pronto. Acabou.

Durante a noite acordou duas vezes com um choro angustiante. Não conseguimos perceber se foram pesadelos, se estava com fome ou se lhe doia qualquer coisa. Não queria colo e não se acalmava. Lá acabei por conseguir pegar-lhe e passado um bocado começou a acalmar-se mas depois não queria voltar para a cama. Ainda demorou um bom bocado até voltar a deitar-se. à€s 3 da manhã voltou a acontecer. Desta vez tivemos de acender a luz porque ele não reagia a nada do que tentámos. Acabou por funcionar. Depois apagámos a luz, ligámos a música e ele aceitou deitar-se ao meu colo e começou a fechar os olhinhos. Quando estava mesmo a adormecer levei-o de volta para a cama e ele pareceu calmo mas começou a chorar novamente quando saà­mos do quarto mas felizmente acabou por adormecer pouco tempo depois.

Quando acontecem estas coisas continuo a sentir-me tão incompetente como quando ele era recém-nascido.

Conspiração climatérica

Cada vez que saio de casa em direcção à  creche do Tiago começa a chover. Eu até verifico antes de sair e parece tudo bem, mas quando chego à  rua já chove, e à  medida que vou andando vai chovendo cada vez mais. Quando chego à  creche estou completamente ensopada.

O mais inacreditável é que no caminho de volta, passados uns 5 ou 10 minutos, já parou de chover e o céu está azul. Ou seja, para lá, quando tenho um horário a cumprir e não posso parar à  espera que a chuva passe, é sem misericórdia; no caminho de volta, quando estou mais à  vontade e posso vir nas calmas já não há chuva nenhuma. Não parece de propósito?

Hoje vou tentar lembrar-me do guarda-chuva, mas com a ventania constante desta zona é um objecto um bocado inútil.

Será que isto nunca mais acaba?

Há pouco mais de um mês descobri que o isolamento da minha banheira foi mal feito o que resultou numa infiltração nos dois andares de baixo. Estou desde então à  espera que o Sr. que fez o orçamento arranje tempo para vir cá resolver o problema, colocando um rodapé de mármore à  volta da banheira.

Deixámos de poder tomar duche desde então e os banhos são sempre com muito cuidado para não molhar a parede ou o rebordo da banheira. Ao fim de um mês disto já estamos um bocado fartos.

Entretanto a vizinha de baixo fez obras e renovou a sua casa de banho, que tinha começado a partir porque pensava que a infiltração era do andar dela.

Hoje vem a senhora do 6º andar bater-me à  porta a dizer que tem novamente à gua a pingar na sua casa de banho. É noutro sí­tio, onde eu nem sequer tenho canos, mas a opinião geral dos vizinhos é que tem de estar relacionado com o problema anterior, provavelmente que a água acumulou na placa e está agora a sair por outro sí­tio.

Tanto o meu contador como o dos vizinhos de baixo não mexe pelo que não parece ser um cano rebentado. O mais lógico neste momento é que seja um cano de esgoto: quando se vaza a banheira ou lavatório, o esgoto deixa sair água que infiltra. Resta saber se é da nossa casa ou do andar de baixo, algo que não me parece fácil de descobrir sem partir tudo ou pelo menos sem desmontar o lavatório, sanita, etc.

Já liguei ao homem que é suposto vir arranjar a nossa banheira e expliquei a situação. Ele diz que vem amanhã para tentar descobrir o que se passa.

Entretanto o Pedro lembrou-se de uma coisa que já tinha sugerido há algum tempo: deitar corante na água para ver se aparece vermelho na casa dos vizinhos e quando disse isso eu lembrei-me que estive a pintar o cabelo esta manhã e a água saiu de facto muito vermelha. Não sei se será suficiente para concluir alguma coisa mas parece-me que se fosse do esgoto da nossa banheira deveria estar a pingar água vermelha na casa dos vizinhos.

Quanto ao problema da chaminé, o perito determinou que a obra do andar de cima foi mal feita e meteram o tubo a apontar para baixo em vez de apontar para cima mas não faço ideia se o vizinho já começou a resolver isso ou não.

Estou farta desta casa.

A gripe do Tiago

O Tiago foi ao oftalmologista na quarta feira e depois de uma sessão de berraria porque não queria ficar quieto, olhar para a luz ou por as gotas nos olhos, como seria de esperar, lá concluimos que não tem miopia, pelo menos por enquanto, e que as caretas são mesmo assim ou quanto muito terá os olhos secos. Nada de grave, portanto.

Eu que comecei a usar óculos muito cedo e sempre os detestei não estava muito feliz com a ideia de ter de por óculos no Tiago, especialmente porque ele não me parece um miúdo muito fácil de convencer. Já é complicado calçar-lhe sapatos quanto mais por-lhe uma coisa na cara.

Ocasionalmente usa óculos escuros mas foi preciso largos meses até ele os aceitar e é mais por brincadeira e só quando lhe apetece.

No sábado o Tiago esteve completamente em baixo com uma bruta gripe. O Pedro já estava doente desde quarta feira e o Tiago acabou por apanhar também o mesmo và­rus. Até agora eu pareço bem. Vamos ver.

O Tiago até costuma ter bastante energia mesmo quando está doente. Continua a querer brincar e comporta-se muitas vezes como se não fosse nada. Mas desta vez estava de rastos. Dormiu mais de 4 horas e quando estava acordado só queria colinho e TV. E deixou outra vez de comer, como é obvio.

Ontem já estava um bocado mais animado, apesar de continuar com uma brutas olheiras e ficar com ranho a escorrer pela cara cada vez que espirrava, mas sempre estava mais mexido. Por outro lado não dormiu a sesta. Tentámos deitá-lo 3 vezes. Parecia ficar bem e ao fim de um bocado estava completamente acordado, em pé na cama a abrir a porta do roupeiro. Acabou por dormir uns 40 minutos no máximo.

O resultado é que, apesar de ter ido para a cama à  hora do costume, hoje de manhã estava ferrado à  hora de levantar para ir para a escola.

Acho imensa piada a vê-lo imitar aquilo que fazemos. Ontem andava com o termómetro na mão e ia colocando-o no ouvido, como nós fazemos. Depois queria pà´-lo no nosso ouvido e finalmente foi medir a temperatura do ursinho 🙂

Aliás, os ursinhos de peluche são onde ele ensaia tudo antes de testar com humanos. Começou por dar beijinhos nos ursinhos e agora já dá a toda a gente 🙂

O Metro de Almada

O metro de Almada já está em funcionamento desde o final de Novembro e ainda não tinha dito nada sobre o assunto. Achei que precisava de algum tempo e distancia para formar uma opinião mais fundada que não fosse tão influenciada pelo horrivel ano de obras que tivemos de aturar.

Desde o principio que achei boa ideia a construção do metro na cidade. Em Lisboa ando sempre de metro e detestava ter de andar de autocarro em Almada, preferindo geralmente andar a pé mesmo quando eram grandes distancias, perdendo assim pelo menos meia hora para chegar a algum lado.

As obras foram de facto muito incómodas mas até trouxeram alguns benefà­cios, nomeadamente o facto de agora já se poder circular na avenida 25 de Abril com um carrinho de bebé sem ter de passar o tempo todo a subir ou descer degraus. Até certo ponto acabaram os carros estacionados em todos os passeios, o que dá muito jeito. Infelizmente aparecem sempre alguns imbecis de vez em quando – principalmente ao fim de semana quando não há fiscalização – que estacionam no passeio, muitas vezes sem deixar espaço para as pessoas passarem. Por este motivo perguntei-me desde o inicio porque raio não puseram pinos no passeio se o objectivo era não haver estacionamento naquela zona. É só para ganhar uns trocos com a multa ocasional? Não faz muito sentido. Esperar que os cidadãos se comportem de forma civilizada o tempo todo é o mesmo que esperar que o cão se levante de manhã e vá lavar os dentes. A subtileza não funciona no que diz respeito ao estacionamento selvagem.

Os passeios rebaixados junto à s passadeiras, que mais uma vez dão muito jeito para carrinhos de bebé e cadeiras de rodas, tornaram-se a rampa de estacionamente preferida de alguns rafeiros da zona. Quando apanho um ainda dentro do carro leva logo uma enxorrada de insultos. Pode não fazer nada mas pelo menos não tem a desculpa de que não sabia ou que não reparou que não dava jeito estacionar ali.

É claro que se tornou muito mais dificil estacionar o carro na avenida e respectivas pracetas que sempre estiveram cheias e agora com menos lugares ainda pior. E há alguns lugares de estacionamento que foram eliminados sem fazer muito sentido. O caso mais óbvio é no último quarteirão da avenida, nos prédios do canecão. Ao contrário dos outros prédios mais acima, esta arcada não tem escadas pelo que o passeio fora da arcada poderia continuar a funcionar como estacionamento sem incómodo para os peões. Compreendo que ter carros a entrar e sair do estacionamento numa avenida que passou a ter apenas uma faixa de rodagem em cada sentido poderia entupir o transito mas isso acontece à  mesmo porque continuam a estacionar ali. Mais uma vez: ninguém previu isto? Será possível?

Mas isto são pequenos pormenores. O maior problema de transito que vem das alterações pós-metro é a chamada ‘zona pedonal’. Cortaram o transito à  avenida principal da cidade passando a circular-se apenas por ruas secundárias que ficam rapidamente entupidas e que obrigam a dar umas voltas inaceitáveis para se conseguir chegar a algum lado, enquanto o centro da cidade está à s moscas.

Compreendo, mais uma vez, que estão a tentar incentivar as pessoas a usar o metro mas isso nunca vai funcionar por dois motivos. Primeiro porque o metro não chega a pontos suficientes da cidade nem tem paragens suficientes pelo caminho. Entre a praça gil vicente e a praça S. João Baptista temos duas avenidas longas sem uma única paragem. O que é que lhes deu? Acham que toda a gente tem 20 anos e pode subir ou descer aquilo tudo a pé?

Para além disso, ao querer renovar o comércio no meio da cidade (comércio esse que as obras do metro mataram e vamos lá ver se renasce) – criando uma zona pedonal onde é OBRIGATà“RIO andar a pé porque os carros não podem passar e não há paragens de metro, não fizeram o metro ir até ao Fórum Almada, que é o destino principal dos habitantes locais ao fim de semana. Eu sei que o contro comercial é a concorrencia das lojas locais mas este tipo de visão idealista é muito limitada, pouco prática e nada realista. Se o metro fosse onde as pessoas querem ir então talvez se tornasse de facto num transporte alternativo. Assim sendo é apenas um incómodo que destruiu o transito da cidade e que passa de vez em quando e nos acorda a meio da noite porque resolveram construir-nos uma linha de comboio à  porta de casa.

Nas zonas em que se pode andar de carro ao longo da linha, a faixa de rodagem automóvel parece que foi projectada por um gajo cego que levou uma série de encontrões durante o desenho. Cada passadeira obriga os carros a fazer uma pequena curva que é verdadeiramente perigosa. De noite estas saliencias nos passeios não se vêem e são dificeis de evitar. No mà­nimo deveriam ter colocado reflectores no lado do passeio destas zonas mas parece que soluções práticas, tal como os pinos nos passeios não tiveram lugar no planeamento destes detalhes.

Outro exemplo disso são os novos caixotes do lixo e reciclagem que foram plantados ao longo da linha do metro. São de facto muito práticos do ponto de vista em que, tendo o contentor debaixo do chão este pode ter maior capacidade. Infelizmente a tampa tem uma falha de design grave: quando abre fica na vertical em vez de dobrar completamente para trás. Isso faz com que seja muito mais fácil partir as tampas e também faz com que estas se fechem sozinhas com o vento tà­pico das avenidas quando se está a por o lixo lá dentro. Era assim tão dificil arranjar umas dobradiças com um ângulo maior? Usem a cabeça e testem as coisas, raios!

Para mim que até estava confiante que o metro ia dar imenso, jeito fiquei decepcionada. A paragem do Parque da Paz é demasiado longe e para chegar ao parque é preciso subir e descer escadas, impossível com o carrinho de bebé. A paragem que me dava jeito para ir ao dentista ou levar o Tiago ao jardim de almada não existe – é na praça do MFA, no meio do ‘percurso pedonal’. E a escola do Tiago fica num sí­tio onde o metro não passa.

Não quero com tudo isto dizer que acho o metro inútil ou uma má ideia. Acho que deve dar jeito a muita gente, especialmente quem quer ou pode ir para Lisboa de comboio ou de barco, mas não posso negar que tem algumas limitações e que muitos dos detalhes foram mal pensados. Como alternativa aos autocarros, tenho ouvido principalmente a queixa de que é mais caro, apesar de ser obviamente mais confortável e provavelmente muito mais rápido, o factor monetário continuará a ter bastante impacto para uma grande fatia da população.

Em resumo acho que o maior problema actual é que o metro é um pouco limitado como transporte dentro da cidade. Faltam-lhe algumas paragens cruciais e para os percursos mais comuns de muita gente continua a ser mais prático andar a pé ou de carro, o que na minha opinião é uma pena porque eu estava cheia de vontade de começar a andar de metro por aqui.

Noite singstar

No sábado fomos jantar a casa do meu irmão e também com o objectivo de jogar um bocadinho de singstar. O Pedro, que se tinha recusado a cantar em casa só comigo, acabou por cantar sem problemas a frente de mais duas pessoas. Parece que o problema é só comigo.

Fizemos um jogo, com o pack que o meu irmão tem e que inclui montes de músicas que não conheço mas também algumas muito giras de cantar, e depois iamos fazer um segundo jogo com o nosso pack dos Abba. Parámos a meio para jantar porque o Tiago estava cheio de fome e o Gabriel estava a mamar e a meio do jantar faltou a luz e acabou-se o Singstar.

O Tiago que não tinha parado quieto a noite toda, mexendo em tudo e quase caindo em cima do Gabriel, começou a ficar com muito sono à  luz das velas e passou o resto do tempo no meu colo. Acabámos por voltar para casa à s 10 porque a luz não parecia voltar.

Temos de tentar novamente outro dia porque até tem piada jogar com outras pessoas.

O Gabriel, agora com 3 meses, está cada vez mais giro. Esteve muito bem disposto, sorridente e atento. Não tarda nada vai andar a correr de um lado para o outro com o Tiago 🙂

22 meses

O Tiago fez ontem 22 meses. Custa a acreditar que está quase com dois anos.

Já não há evoluções tão grandes de mês para mês mas continuo a notar algumas coisas novas de vez em quando.

Aquilo que se está a tornar mais óbvio é o inicio da necessidade de privacidade e a preparação para o treino de bacio. Quando precisa de fazer cocó vai para outra parte da casa onde não está ninguém ou para um cantinho mais escondido. Não nos diz nada mas já sabe quando precisa, o que é o primeiro passo. Sentá-lo no bacio é que não tem grande sucesso porque está frio. Vamos esperar pelos dois anos feitos e pela primavera para começar o treino.

Um dois brinquedos favoritos do momento é um carrinho de supermercado que ele empurra para todo o lado, muitas vezes com os peluches lá dentro. Como à s vezes já anda com 4 peluches ao mesmo tempo, é mais fácil que segurá-los todos com os braços.

O desenvolvimento mais interessante deste mês é o facto do Tiago ter começado a ‘fazer de conta’. Finge que bebe de um copo ou das garrafas em miniatura ou que morde uma maçã de plástico, brinquedos que vieram com o carro de supermercado. É muito giro ver a imaginação a desenvolver-se e saber que brevemente já poderá fazer jogos muito mais complexos graças a isso.

Hoje fiquei com a certeza que ele até gosta de ir para a creche. Quando chega lá começa a sorrir, há sempre outro miúdo que vem espreitar e chamar ‘Tiago!’ e antes de sair olhei para a sala e ele andava a correr de um lado para o outro com mais um ou dois mà­udos com um grande sorriso, todo divertido. Já nem fica a olhar para mim até eu me ir embora – vai directo para a brincadeira. Saà­ de lá muito feliz hoje 🙂

E parece que se dá muito bem com outra menina com quem costuma andar de mãos dadas. Ainda não vi mas já por várias vezes me disseram isso. De tal forma que na sexta feira caiu mas não largou a mão da menina que ia caindo também. É bom saber que está a fazer amigos.

Ontem fomos almoçar fora e o Tiago ficou praticamente a refeição toda sentado à  mesa a comer, sem fazer fita. Não estava nada à  espera, especialmente porque se portou horrivelmente mal no jantar de sábado, mas os avós têm montes de jeito para o manter entretido.

As refeições têm corrido um pouco melhor ultimamente. Tive de começar a dar-lhe os sólidos primeiro, como fazem na creche e depois continuo a dar-lhe a fruta para ele comer sozinho e alterno com colheradas de sopa que ele aceita a maior parte das vezes. O peixe continua a ser complicado, o que faz o Pedro muito orgulhoso porque também detesta peixe.

Temos notado que o Tiago franze e pisca muito os olhos quando vê TV e o mais provável é que não veja bem. Vai na quarta à  consulta. Vamos ver se se consegue perceber se há algum problema ou se ele vai simplesmente fazer uma grande birra e não deixar ver nada.

Odeio coisas que não funcionam

Recentemente o Pedro ofereceu-me um leitor MP3 Sansa, que dá montes de jeito para as viagens a pé a caminho da escola do Tiago quando o vou buscar e que são uma seca sem música.

O leitor é muito pequenino e leve e dá perfeitamente para o que preciso. Só que é um pesadelo para carregar a bateria daquilo. É por USB mas tem tendência para deixar de carregar a certa altura, ficando com o visor ligado e a descarregar a bateria em vez de carregar. E se o computador entra em power-save também não carrega mais. Mas ontem começou a fazer uma coisa ainda mais irritante: só carrega a bateria por intervalos de cerca de 10 ou 20 segundos e depois pára. Não consigo perceber o que passa, se está avariado ou se é outra coisa qualquer. Só sei que se tornou mais uma peça de equipamento inútil e que só serve para me chatear.

É nestas alturas que tenho saudades do meu velhinho walkman de cassetes…

Mamma Mia

Já que estou no tema dos Abba aproveito para falar do filme Mamma Mia, que vi recentemente.

Quando vi o trailer no cinema achei que podia ser um daqueles filmes que é tão mau que acaba por ter piada. É claro que não o fui ver ao cinema, esperando antes que saisse em DVD para poder parar se se tornasse insuportável ou andar para a frente as partes chatas – não estava de facto à  espera de gostar muito.

A música dos Abba já foi usada em diversos filmes com um resultado bastante divertido. Dois dos meus exemplos preferidos são Muriel’s Wedding e Priscilla, Queen of the Desert. Não esperava nada no mesmo tom mas mesmo assim achei que a música pudesse servir para dar um empurrão no sentido de umas cenas mais divertidas do que acontece na realidade. Basicamente não estava à  espera que no Mamma Mia cantassem as músicas tão ‘a sério’, sem uma ponta de ironia. Não ver o lado Kitsch da coisa faz com que as cenas musicais percam completamente a piada.

No final fiquei com a sensação que o filme não é mau o suficiente para ter valor cómico nem bom o suficiente para ser um bom filme.

Quanto à s performances musicais é verdadeiramente decepcionante, também por se levar demasiado a sério com actores que não sabem cantar. Enquanto que o musical da Buffy, Once More with Feeling, tem algum charme por serem os próprios actores a cantar, no Mamma Mia isso funciona contra o filme porque no primeiro caso é tudo feito com humor e as músicas foram escritas para os actores e a contar com as suas capacidades e no segundo caso os actores esganam-se para conseguir uma performance muito para além das suas capacidades. Em conclusão, o Pierce Brosnan deveria ser proibido de voltar a cantar uma única nota, até no banho.

Singstar Abba

Comprámos ontem o Singstar Abba. Eu andava com imensa vontade de experimentar porque desde que o Tiago nasceu que nunca mais tive tempo para escrever música ou gravar e sinto imensas saudades de cantar de vez em quando, mesmo que seja mal. Hoje em dia nem no duche porque até conseguir que o homem apareça para começar as obras, continuamos impedidos de tomar duche.

Ontem à  noite o Pedro instalou o jogo para experimentarmos, mas com o Tiago a dormir não dava para cantar com o volume necessário. O facto do Pedro ter montes de vergonha e se recusar a pegar no microfone também não ajudou. Tenho de lhe passar uma garrafa de whiskey para as mãos a ver se ganha coragem.

Hoje à  hora de almoço, depois de tratar das encomendas e tudo o mais, fui ligar o microfone e estive a cantar duas músicas. É extremamente divertido mas as músicas mais agudas como o Dancing Queen não são para mim. As filmagens ridiculas que dá para ver depois ainda e a parte mais cómica da coisa. É mesmo preciso não ter grandes problemas com fazer figura de urso, o que não é fácil.

Agora a tentação é mesmo comprar outras músicas online. Tenho pena que não tenham o I Will Survive mas entre as músicas dos anos 80 e outras mais recentes que existem como add-on lá se vai um balurdio e o restante espaço de disco da consola (que é das mais antigas, com um disco pequeno).

Foto de fim de ano

Happy new yearTirámos uma foto de famà­lia no último dia do ano, tradição que começou o ano passado e tencionamos continuar. Vai ser giro comparar as fotos dos vários anos e ver o Tiago a crescer e nós a ficarmos mais velhos.

Como se pode ver na foto, no dia 23 de Dezembro, último dia antes das férias do Tiago, fui ao cabeleireiro fazer madeixas coloridas, em laranja e vermelho. Ficou muito festivo mas infelizmente não durou mais do que duas ou três lavagens e o laranja começou a ficar um amarelo muito reles por isso agora está todo vermelho vivo.

Daqui a uns tempos planeio experimentar o roxo 🙂

Bom ano de 2009 para todos.