Hunger hurts but starving works

I’m married to a health nut. My husband loves to exercise, will get up earlier than necessary to go run or stay up later to lift weights. Since he discovered he was allergic to pretty much every food known to man, he also started to eat healthier and has lost a lot of weight. Diet plus exercise equals a really nice set of abs I never thought I’d get to see again on my 38 year old husband.

But the exercise kick seems to run in his family, so I should not be surprised. My sister in law has always taken aerobics, dance or gone to the gym and she married a personal trainer – talk about taking your exercise seriously 🙂 – and my inlaws take long walks or bycicle rides on a regular basis. So from this perspective, I’m the only fat lazy bitch in the family.

Well, I have my excuses, off course. After all, three pregnancies in five years do take a toll on your body. But the truth is that I truly hate exercising and I love chocolate and ice cream (though not chocolate ice cream, for some odd reason. Anyway, that’s beside the point).

Because I did not want people pointing and saying ‘hey, there goes that hot guy with the fat wife’, as soon as my daughter gave up on breastfeeding, at 11 months, I started my diet. The detox from chocolate and pizza took a while but I managed ok and I eventually lost 3kg.It was tough adjusting to feeling hungry in between meals but I eventually got used to it.

By the time I lost 1 more kg we went on vacation and with stress (yes, when you have two small kids and your car dies, vacations are actually more stressful than regular days, trust me on this), eating out or ordering in more, and less impulse control, I gained it back.

Fortunately, soon both kids went back to school, I finished the last of the ice cream in the freezer and it became easier to track what I eat again. The hardest part is resisting buying more stuff you shouldn’t eat. You’re at the supermarket, the stuff is right there, sitting pretty on a shelf and you have to cover your eyes and walk on by. It’s an addiction like any other. Sugar may be easier to stop than heroin but the craving never goes away.

I’ve learned to deal with it in simple ways like buy a bottle of coke, keep it in the fridge but have just a sip whenever there’s a craving instead of filling up a glass. Buying soy deserts that are still sweet but have only 100 calories per serving instead of eating something else that would have 300 to 500 calories. Get cereal bars covered in white chocolate – once again, you get candy for a fraction of the calories – about 99 cal per bar. It seems to be the only way to reduce sugar and calory intake without caving and seems to be working so far. The rest is eating stuff you like but keeping it simple – salads with mozarella cheese, olives and smoked salmon were my favorite meal during the summer months.

I was stuck at 65kg at the beginning of the week, when I got my braces. So far it still hurts to chew anything hard so I’ve been having liquid yogurt, fresh mozarella or ricotta, some fish, etc – mostly light coloured food so I won’t stain the teeth and soft so it won’t hurt when I chew. This morning I was down to 64.8kg so it seems to be working on the diet side as well.

The hunger, however, has been getting worse, so today I did some food shopping to add some healthier stuff to my diet, such as soup and cooked vegetables. Should still be soft enough and will balance the lack of fruit (right now chewing and apple would be a nightmare). I only got vegetables that I actually like, such as green beans, carrots and peas. If I try to force myself to eat stuff I hate – like broccoli – it will never work.

The upside is that lately I’m naturally leaning more toward fish than meat (I tend to get sick of meat once in a while and even spent a whole year without touching the stuff at one point). Since it’s softer it’s easier right now and it’s also a healthier way to get protein.

Now i just need the drive to start exercising. I plan to start with yoga and some abs and try to find a dance exercise routine. if it’s just jumping up and down until you drop I’ll get sick of it in a week. If there’s a fun element to it, like learning a dance routine, I may keep it up longer. Yes, I really am that lazy.

Kindle

No post anterior falei no Kindle que o Pedro me ofereceu como presente de aniversário de casamento e isso lembrou-me que ainda não tinha escrito nada sobre isso.

Quando o meu irmão me ofereceu o ipod comecei a usar imenso o ibooks porque posso andar com quatro ou cinco livros atrás sem o peso dos calhamaços. O único problema é que o ecrã é muito pequeno.

Comecei então a pensar no ipad, não só para ler mas também por causa de um programa de música que me pareceu muito giro, só que é super caro. Foi então que o Pedro resolveu dar-me o Kindle.

O Kindle é muito mais barato do que o ipad, mas também só serve mesmo para ler, e tem um ecrã um pouco mais pequeno que uma página A6. Tem um peso semelhante a um livro mas é fininho e permite armazenar montes de livros ao mesmo tempo para se poder mudar conforme o estado de espà­rito ou para não corrermos o risco de ficar sem nada para ler na sala de espera do dentista porque se chegou ao fim do livro que estávamos a ler. Dá montes de jeito.

O ecrã não é iluminado, pelo que precisa de luz ambiente para ler, tal como um livro normal. Ou seja, quando vou para o quarto da Joana à  noite, enquanto espero que ela adormeça, continuo a levar o ipod para poder ler ou jogar sem ter de acender a luz. Em qualquer outra circunstancia passei a usar o Kindle. O ecrã é excelente e não cansa os olhos, algo que é um problema com ler no computador ou ipod.

Uma das grandes vantagens do Kindle é que só consome energia quando mudamos de página. Assim que a página é ‘impressa’ no ecrã ele já não está a fazer nada. Isto quer dizer que a bateria dura imenso tempo, ao contrário do ipod que é preciso por a carregar todas as noites.

Fora isso tem uma série de caracterà­sticas que os outros programas de ebooks também têm, como poder aumentar ou reduzir o corpo de texto ou ler com o ecrã vertical ou horizontal.

O Kindle também tem função de pesquisa que nunca usei mas que deve dar imenso jeito quando se anda à  procura de uma citação especà­fica num livro sem saber a página, e dá também para sublinhar ou acrescentar notas associadas a determinadas passagens nos livros, algo que dá imenso jeito a quem usa um livro para estudar, por exemplo. No meu caso é mais por diversão portanto ainda não precisei de nada disso.

O index pode ser organizado pelo livro que foi lido mais recentemente, autor ou tà­tulo, cada livro é seguido de uma linha ponteada que indica até onde é que lemos (os pontos ficam maiores na parte que já lemos). Pode parecer pouco importante, mas quando estou a ler uma série que tem tà­tulos parecidos, basta olhar para ali para ver quais já li e em qual vou a meio.

Escusado será dizer que o Kindle fica na página em que estávamos a ler mesmo que se saia do livro e se vá a outro. A maior falha que encontrei com este sistema é que já me aconteceu mais do que uma vez ter a Joana a gatinhar por cima de mim, carregar em botões ao acaso e fazer aquilo ir parar à  primeira página. A partir daà­ já não sei como voltar onde estava – pode ser falha minha e precisar de ir ler melhor o manual mas que é irritante é.

Uma coisa que gosto bastante no Kindle é que não está sempre a entrar em power save como o ipod ou o computador. Como não está efectivamente a gastar energia, fica na página imenso tempo antes de trancar. Aquilo que gostava mesmo é que o trancar fosse opcional e desse para desligar porque tenho muitas situações em que sou interrompida constantemente pelos miúdos ou estou a fazer algo que requer a minha atenção durante um bocado e acontece-me imenso aquilo trancar precisamente quando volto à  leitura. Mas compreendo que o lock automático faça sentido para o caso de nos esquecermos daquilo em qualquer lado não correr o risco de alguém carregar nos botões ao acaso e mudar de página acidentalmente.

Também não gosto muito do facto dos números serem no menu ‘symbol’ porque quando queremos saltar muitas páginas de cada vez é preciso andar para ali a carregar em montes de teclas, mas o teclado de letras já ocupa tanto espaço que compreendo que não fosse prático tentar espetar também números ali.

No geral gosto imenso do meu novo brinquedo e acho que vou continuar a usar. Há quem diga que não gosta destas coisas porque prefere os livros em papel, e eu até compreendo, mas a verdade é que já tenho a sala cheia de estantes com livros e não há mais sí­tio, especialmente considerando que leio um livro a cada dois ou três dias se tiver tempo para isso. Como a maior parte do que leio são coisas em que provavelmente não vou voltar a pegar, para quê estar a ocupar espaço em casa com esses livros? Vou continuar a comprar em papel aqueles que eu sei que gosto mesmo e que pretendo reler e o resto serve perfeitamente em digital, com a opção de apagar se não gostar.

E para terminar, o Kindle também lê PDF, o que pode dar jeito a quem lida muito com este formato em situações de trabalho, por exemplo. É mais complicado de ler porque não temos tanto controlo sobre o comprimento da linha e é preciso fazer zoom para ver as páginas A4 com um corpo de letra aceitável. No entanto, para quem tem paciência, existem programas grátis que transformam PDF em Mobi para facilitar a leitura, permitindo assim ter o ficheiro nos dois formatos se necessário.

Outos extras do Kindle são o browser que permite aceder à  internet mas que sinceramente não recomendo excepto em situações em que não se tem outra hipótese. Dá jeito para aceder ao site da Amazon para comprar livros ou ver a lista que temos disponà­vel mas é complicado de navegar porque estamos limitados a setinhas para andar muito devagarinho para os lados, cima e baixo, até chegar ao link que queremos. Torna-se frustrante e cansativo e sente-se rapidamente o desejo de ter na mão um rato ou um touch screen. Para além disso é a preto e branco, o que também não ajuda.

O Browser tem dois modos – web mode e article mode. O web mode mostra a página toda e o article mode mostra a notà­cia/post que estiver no ecrã de forma mais simplificada, ocupando toda a área útil om o texto, para facilitar a leitura. Neste modo o texto fica tão legà­vel como o dos livros, portanto vale a pena usar se quisermos ler noticias ou posts longos.

Outra ‘experiencia’ que não recomendo excepto em caso de necessidade é o ‘text to speech’. Para cegos deve dar jeito mas a voz é muito monótona e mecânica, algumas palavras são difà­ceis de compreender ou estão ligeiramente cortadas no fim e certas frases e palavras que deveriam ter pausas são coladas e vai tudo de seguida por ali fora. Tentei usar essa função uma vez que estava a fazer um anel e não queria largar o livro mas desisti rapidamente.

A outra função extra é a hipótese de por mp3 no kindle para ter música de fundo enquanto se lê mas nunca usei essa função porque tenho o ipod para música e acho um desperdà­cio estar a gastar bateria do kindle por causa disso.

Dia no Spa

O meu simpático marido, ofereceu-me um voucher de Day Spa como prenda de aniversário. Como era quase um dia inteiro e preciso marcar com antecedencia, só hoje é que fui.

Cheguei cedo e fiquei a ler um bocado até ser hora. Depois veio uma senhora buscar-me e levou-me para uma sala onde vesti o fato de banho e fui para o Jacuzzi. Devo dizer que esta parte não me entusiasmou assim muito. O Jacuzzi estava basicamente no corredor, separado da zona de passagem por estores brancos. Ficar ali sentada sem nada para fazer, nada de interesse para onde olhar e sentindo perfeitamente as pessoas a passar do outro lado dos estores não foi particularmente relaxante. Suponho que para quem vai as amigas até possa ter piada porque pelo menos dá para conversar, agora assim não vale a pena. A água tresandava a cloro, era até ao pescoço e borbulhava de tal forma que tinha que estar constantemente a limpar a cara. Não podia encostar a cabeça porque levava com jactos nos ouvidos e não podia ler porque ficava com o livro encharcado.

Quando finalmente acabou, tomei um duche para tirar o cloro e depois deitei-me numa marquesa onde fizeram limpeza facial – lavar, seguido de tónico, massagem, esfoliação e máscara. Deixaram-me deitadinha enquanto a máscara actuava e depois foi a ver do hidratante e estava terminada esta parte.

Vesti o roupão e fui para outra sala arranjar as unhas. Aà­ tive de ficar bastante tempo para o verniz secar – ainda bem que levei o Kindle – e depois fui para a sala da massagem. Quando a parte das pernas estava a chegar ao fim toca o raio do telemóvel que me esqueci de desligar. A massagista troxe-me a mala para eu desligar o aparelho infernal e vi que era a mulher a dias. Percebi logo o que se passava, mesmo sem falar com ela: fiz uma cópia nova da chave de casa e ela não consegue abrir a porta com aquilo. Como não podia fazer nada naquele momento, mesmo que quisesse, tentei ignorar mas custou-me imenso conseguir voltar a relaxar.

Tirando isso a massagem foi optima e é algo que sou capaz de repetir um dia destes.

No final da massagem trouxeram-me chá e umas bolachinhas, mas como o chá mancha e as bolachas custam a mastigar, graças ao maldito aparelho dos dentes, agradeci mas tive de recusar. Por esta altura eram duas da tarde e o iogurte que comi à s oito da manhã há muito que já tinha desaparecido, mas também estava quase a ir-me embora. Faltava só lavar e secar o cabelo, que foi rápido.

Gostei da experiencia, no geral. As senhoras foram todas muito simpáticas e eficientes, eu nem sabia bem a lista completa dos tratamentos porque o Pedro é que tinha tratado de tudo mas não tive que me preocupar com nada e fui levada de um lado para o outro sem estar muito tempo à  espera (tirando a parte das unhas por razões lógicas).

Cheguei a casa à s três da tarde para confirmar que de facto a mulher a dias não estava cá mas até nem foi assim tão mau porque pude ir para a cozinha comer qualquer coisa em paz e sossego sem ruà­do do aspirador.

Aconselho assim os homens que já não sabem o que mais oferecer à s suas esposas a considerar esta opção dos vouchers de Spa. As senhoras gostam dos mimos, passam um dia calmo de onde saem a sentir-se bonitas e é menos uma coisa que fica lá em casa a apanhar pó.

Dentes

Há uns meses começou a nascer-me um dente. Foi um bocado estranho porque tinha 37 anos, os sisos todos e aquele nasceu por cima do canino. Um bocado à  espera que o dentista me dissesse que estava a transformar-me em vampiro, lá fui à  consulta.

Depois de olhar para o RX concluiu-se que o canino que eu tinha há tantos anos era ainda de leite e o que estava a nascer era o definitivo, com muitos anos de atraso.

A solução obvia era arrancar um deles mas não fazia muito sentido tirar o definitivo e deixar o de leite, logo arrancou-se o de leite e andei desdentada durante os últimos 3 meses até voltar à  consulta, desta vez para por um aparelho. A ideia é puxar o dente para o sí­tio e depois para baixo para ele acabar de crescer mais depressa porque continua super preguiçoso.

Voltei ontem para casa com as boca cheia de arames ligados por elásticos cor-de-rosa. Durante o primeiro dia o maior desconforto foi o contacto dos arames com o interior dos lábios. Lá fui descobrindo as zonas que magoavam mais e cobrindo os arames com silicone mas cheguei à  noite com a boca toda desfeita.

A maior diferença que notei foi em relação à  comida. Foi necessário por uma massa por baixo dos caninos para evitar que os dentes de cima batam nos arames de baixo quando fecho a boca e isso impede os molares de se tocarem, logo dificulta bastante a ingestão de sólidos. Fiquei-me pelos iogurtes là­quidos e outros alimentos que se desfaçam para não ter de mastigar mais do que o essencial. Agora é que vou emagrecer a sério!

Durante a noite os dentinhos começaram a mexer e das vezes que acordei senti tudo dorido mas nunca nada que pudesse chamar verdadeiramente dor. Consegui dormir sem problemas.

De manhã estava com as gengivas bastante doridas e percebi depressa que mastigar estava mesmo fora de questão porque a pressão nos dentes é que doia mais a sério. Continuei a minha dieta de iogurtes llà­quidos e afins.

Concluà­ que se estiver ocupada e concontrada em algo consigo ignorar os dentes por isso não é muito mau.

Espero já estar melhor amanhã porque é suposto ir passar o dia no Spa (prenda de aniversário do Pedro) e era uma seca estar para lá cheia de dores.

Já em casa?

Pois é, ainda não acabou a terceira semana de creche e a Joana já ficou em casa com febre. Considerando que costuma acordar toda espevitada logo à s 7 da manhã, quando vimos que eram 8.30 e ela continuava a dormir ferrada achámos logo que se passava qualquer coisa. O Pedro tirou-lhe a temperatura e deu 37. Dei-lhe a papa mas ela comeu pouco e estava muito irritada. Fui vesti-la e tirei a temperatura novamente. Desta vez deu 38.4.

Passou a manhã com aquele olhar vidrado, sentada ao meu lado, até a febre começar a descer. Nessa altura lá começou a mexer-se e a brincar um bocado mas nota-se que está um bocadinho mais em baixo que o normal. Enfim, pode ser que passe durante o fim de semana e não seja nada que requeira antibiotico.

Update

Bom, como já não escrevo há imenso tempo, está na altura de fazer um apanhado do último mês.

Primeiro lá nos decidimos pelo carro que haviamos de comprar, algo que ocupou as férias quase todas, e temos agora o nosso primeiro carro novo de sempre, um Mitsubishi ASX cinzento. É muito mais fácil de por e tirar os miúdos lá de dentro, porque é mais alto e também mais fácil para mim que já não fico com os joelhos ao nà­vel do pescoço.

Também instalámos ar condicionado, que foi uma grande confusão porque a pré-instalação não tinha ficado completamente bem feita. O que acho fantástico é que a empresa que montou as máquinas foi a mesma que fez a pré-instalação mas chegaram ao quarto da Joana, viram a localização da caixa e disseram ‘então o empreiteiro meteu-me aqui uma viga?’. Seriously? Não, o empreiteiro não andou a inventar vigas. Vocês é que tiraram mal as medidas.

Graças a isso tiveram de partir a parede toda e tive de ligar ao Sr. Augusto para mandar cá alguém tapar o buraco. Ainda está uma mancha cinzenta, de cimento, à  espera de estuque e tinta, vamos lá ver durante quanto tempo.

Mas os problemas com o AC não ficaram por aà­. Aparentemente outra coisa que não foi feita na pré-instalação foi passar fio eléctrico do quadro até ao local onde ficam as máquinas externas. O tubo estava lá mas sem cabo. Depois de muita negociação o Pedo foi comprar o fio eléctrico, porque aparentemente ninguém o queria pagar, e os homens lá passaram aquilo mas não ligaram ao quadro porque isso requer um electricista qualificado. Estando em Agosto, arranjar um electricista disponà­vel não é fácil e só ao fim de uma semana ou mais é que o Sr. Augusto conseguiu finalmente trazer cá um.

Mas pronto, já temos AC. Temos usado pouco – um bocado ao fim da tarde na sala e pouco mais – mas no inverno vai dar jeito para ver se deixamos de estar tão dependentes dos aquecimentos a óleo que nos deram uma conta de luz de mais de 600 euros no princà­pio do ano. Até doeu pagar aquilo…

Entretanto a Joana entrou para a creche e eu passei a ter um bocado mais de tempo livre. Tenho feito algumas das arrumações e reparações que precisavam de ser feitos em casa, andei a acabar um site que tinha ficado pendurado durante as férias, recomecei a fazer bijutaria e a fazer planos para o futuro.

Ainda tenho muitas chatices para resolver e muitas decisões a tomar, mas ao fim de um ano presa em casa com um ser humano completamente dependente de mim, por um lado estou a achar estranho ter a casa vazia e dou por mim a tentar não fazer muito barulho como se a joana estivesse a dormir, e por outro estou cheia de vontade de fazer coisas. Mas estou também muito cansada e o nà­vel de energia só agora, na terceira semana, é que começa a normalizar.

Tinha prometido a mim mesma uma semana sem fazer nada, assim que me apanhasse sozinha em casa, mas já percebi que isso isso é o tipo  de coisas que penso quando estou tão cansada que mal consigo manter os olhos abertos e preciso de algo que me faça aguentar o dia. Depois acaba sempre por haver qualquer coisa para fazer e acho que até é melhor assim.

A Joana vai para a escola

Nos últimos dias de Setembro a Joana começou a ir para a creche. No primeiro dia ficou só uma hora, no segundo duas, no terceiro almoço e a partir de 1 de Setembro começou a ficar até à s quatro e meia.

Ao fim de uns dias começava logo a resmungar assim que entrava na escola mas quando a ia buscar estava bem e só choramingou quando me viu.

Ao fim de duas semanas parecia estar a adaptar-se bem e esta semana já consegui deixá-la mais um bocadinho. A educadora diz-me que ela já ri e dança, que come e dorme bem e hoje em vez de chorar quando entrou na sala disse olá, pelo que acho que não podia estar a correr melhor.

Os dias mais complicados são as segundas feiras porque, depois de dois dias em casa, não fica muito feliz quando tem de voltar. As mudanças que noto mais são o facto de já não adormecer sozinha e estar exausta quando chega a casa.

Antes da escola, quando a Joana começava a ficar com sono, eu levava-a para o quarto, punha musica a tocar, abanava-a ao colo um bocadinho, deitava-a na cama e podia sair que ela ficava bem e adormecia. Agora quer companhia até estar a dormir e mesmo quando adormece acorda várias vezes e chora até eu aparecer. Não quer necessariamente colo nem sair da cama, quer só companhia. Tenho-me sentado numa cadeira ao lado da cama e canto ou vou lendo em voz alta e ela acalma-se a lá acaba por adormecer outra vez.

A mudança maior é que por volta das seis e meia a Joana está a cair de sono. Dantes dormia uma sesta de manhã e outra à  tarde. Agora com a escola dorme só uma vez, depois do almoço, e quando chega a casa está exausta. Enquanto que antes ir para a cama à s nove da noite, agora tenho que lhe dar o jantar assim que chegamos a casa para a deitar por volta das sete e ela dorme até à  manhã seguinte – acorda ocasionamente mas mais para protestar ou porque quer companhia do que porque se quer levantar.

Com isto passei de estar com ela o dia inteiro para praticamente não a ver porque ela só quer é dormir quando está em casa. É uma mudança estranha. A única altura em que dá para brincar um bocadinho é no pequeno lanche que nos habituámos a fazer diariamente. Depois de ir buscar os miúdos à  escola sentamo-nos todos na relva um bocadinho para eles comerem umas bolachas e brincarem um bocado. O Tiago parece adorar estes momentos e a Joana gasta as últimas energias. Quando começa a ficar rabujenta, é hora de ir para casa.