Finalmente temos um jardim

Quando comprámos a nossa actual casa, há mais de oito anos, uma das características de que mais gostámos foi o facto de ter um terraço. E quando digo terraço quero na verdade dizer uma varanda glorificada, pelo facto de ser mais larga do que o normal e ter a largura de todo o andar.

Com o Tiago pequeno e a Joana a caminho, ter um espaço externo para eles brincarem era muito atraente e ao longo dos anos o nosso terraço tem dado para andar de trotinete, montar uma casinha de brincar, fazer escorrega de água, encher uma pequena piscina insuflável (que durou dois dias porque os gatos não perdoam), enfim, muitas brincadeiras que não seriam possíveis sem o nosso modesto terraço.

A única coisa que o terraço nunca teve foram plantas, um bocado por falta de planeamento da nossa parte, que falámos muito sobre isso mas fizemos pouco, um bocado por questões financeiras (todos os anos há algo mais importante em que é preciso investir) e também por causa dos gatos. Andei a pesquisar plantas que não fossem tóxicas para gatos e ao mesmo tempo um bocado irritada com o facto de saber que não ia conseguir ter nada que não estivesse mordiscado.

Este ano, finalmente, passámos do plano ao acto. Comprámos vasos, terra e algumas plantas e começámos o nosso jardim. Em anos anteriores tínhamos já comprado duas espreguiçadeiras e a tia do Pedro ofereceu-nos uma rede quando nos mudámos mas só no ano passado é que arranjámos uma base para aquilo. Ficou a faltar uma mesa e cadeiras mas não se pode ter tudo de uma vez, que o investimento já foi grande.

A maior planta que comprámos foi uma figueira para por num canto. Primeiras flores que comprámos foram um hibisco, uma diplodénia e dois crisântemos. O Pedro depois comprou umas petúnias que não sobreviveram e uma celosia que se está a dar bem. Arranjámos também umas suculentas, uns fetos, um cipreste pequenino e fizemos um vaso com plantas comestíveis. A minha mãe deu-nos mais algumas plantas – um bambu que já tem montes de rebentos novos, uma dracaena que não é das minhas favoritas, mas como cresce em altura ajuda a tapar o tubo de escoamento das águas do telhado, e outra que não me lembro como se chama mas não faz mal aos gatos, especificamente para eles comerem.

Para evitar que os gatos destruam todas as plantas, comprei também sementes da erva de gato, que plantei em três vasos diferentes. Coloquei esses vasos, juntamente com outro que a minha mãe me deu, de uma planta de que não me lembro o nome mas não faz mal aos gatos, noutra zona do terraço, para ser claro quais é que eles podem comer. De vez em quando vão morder o bambu e depois vomitam dentro de casa, mas no geral deixam as outras plantas em paz. Fora uma dentada ou outra, as restantes plantas têm sobrevivido.

Tive de ser criativa com algumas das soluções. Foi preciso espetar alguns pauzinhos nas zonas onde eles gostam mais de escavar e no vaso dos fetos, para a Buffy não se deitar em cima das plantas. Também tive de arranjar uma rede para cobrir o vaso onde plantei sementes porque se não tem folhas eles acham que é caixa para cocós. É um desafio mas não está a ser tão mau como eu temia.

Devo dizer que o ambiente do nosso espaço exterior melhorou claramente só pelo facto de ter algumas plantas. Até os gatos parecem mais felizes e procuram mais aquela zona. O meu filho Tiago gosta muito de regar as plantas (porque gosta de brincar com a água) e é muito mais agradável ir lá para fora ler um livro ou beber um chazinho.

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