Pancadas na cabeça

Esta semana foi complicada.

Começou com a Joana a queixar-se de dor num ouvido. Foi examinada duas vezes e não parecia ter nada a não ser um gânglio inflamado no pescoço. De qualquer forma, na terça feira passada, ela queixava-se de dores de tal forma que fiquei com ela em casa para além da hora normal para tentar compreender se estava ou não em condições de ir à escola. Entretanto o Pedro levou o Tiago à escola. Como estava a chover, meteram-se no carro e tiveram um acidente, num cruzamento, em que o Tiago bateu com a cabeça na porta.

Era dia de teste de Estudos do Meio e ele parecia estar bem, por isso o Pedro levou-o à escola. No intervalo da manhã fomos lá ver como ele estava e parecia bem. À hora de almoço ligaram-me da escola a avisar que ele se estava a sentir pior e fomos buscá-lo. Queixava-se de dores de cabeça, náuseas e tonturas por isso levámo-lo ao hospital para ser avaliado.

Parecia estar com algum desequilíbrio, mas fora isso não deram com nada de anormal. Disseram que teria uma contusão cerebral mas que não era grave. Ficou em casa essa tarde, e a médica disse que era melhor ele não fazer exercício físico durante uma semana para evitar uma segunda pancada que poderia ter sintomas mais graves.

Eu achava que estava a levar a situação toda com muita calma mas a verdade é que só fiz asneira na aula de joalharia desse dia…

O Tiago não fez educação física nem natação nessa semana, mas no domingo à noite quis encher a banheira para experimentar os novos óculos de mergulho. Quando o ouvi gritar de repente perguntei:

– Tiago, o que foi?
– Nada!

Quando cheguei à casa de banho, havia mais água cá fora do que na banheira e o Tiago com um ar de pânico. Tinha escorregado na banheira e bateu  – wait for it – com a cabeça, claro. E estava mais preocupado com a água do que com a queda – o que percebo, porque enquanto verificava se ele estava bem, andava com as antenas no ar à espera de ouvir a vizinha de baixo a bater à porta a queixar-se que lhe chovia lá em casa.

Ontem recebi novo telefonema da escola dele. Desta vez deram-lhe uma cotovelada que o empurrou de cara em cheio contra a esquina de um armário. Estava com dores de cabeça e náuseas novamente. Veio para casa, esteve com gelo sobre a maçã do rosto, que esta manhã ainda estava inchada e com uma bela nódoa negra.

Só sei que já só me apetece embrulhá-lo em bubble wrap assim que sai da cama de manhã…

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